Projeto Super Máquina 7

Posted by Alê! Thu, 15 Jan 2009 19:04:00 GMT

Procura-se

Procuramos pessoas 2.0,
fartas da programação de CRUDs corporativos,
 para um projeto de pesquisa e desenvolvimento de
serviços computacionais embarcados em um carro inteligente.
Pra saber mais, leia o restante do post.

 

Super Máquina

Super Máquina (Knight Rider) foi um seriado dos anos 80 protagonizado por KITT e Michael Knight. Na série, KITT é um Pontiac Preto, dotado de inteligência artificial e capaz de controlar todas as suas funções automotivas, atendendo prontamente às instruções de seu parceiro, comandadas por voz através de seu relógio de pulso.

 

Há 20 anos atrás, um carro com tais características seria ficção científica. Mas não para um pesquisador americano que, de tanto acreditar na possibilidade de existência de máquinas inteligentes como KITT,  já esboçava, na mesma época, as primeiras formalizações conceituais do que viria a ser a 3a. grande era computacional, segundo suas próprias palavras.

Ubiquitous Computing

Inspirado por cientistas sociais, filósofos e antropólogos, em 1988, Mark Weiser e demais colaboradores dos laboratórios do Xerox PARC sintetizaram o que a computação deveria se tornar no futuro: algo invisível. Esta idéia foi formalizada em seu artigo de 1991 quando a comunidade acadêmica viu nascer uma linha de pesquisa até então inexplorada, a computação ubíqua (Ubiquitious Computing), ou simplesmente ubicomp. Neste novo contexto, a computação é imersa no cotidiano da sociedade de tal forma a prover a colaboração transparente entre dispositivos do meio para o fornecimento de serviços a seus usuários e proporcionar um novo cenário de simbiose entre a vida social e a tecnológica.
 
Também conhecida como computação invisível, Mark Weiser define a computação ubíqua como sendo o terceiro grande paradigma computacional, precedido pelo império dos mainframes e pela onda da computação pessoal. Marcante no passado e hoje presente em cenários específicos, os computadores de grande porte foram definidos sobre uma arquitetura na qual poucas máquinas de imenso poder de processamento eram compartilhadas simultaneamente por inúmeros usuários. Hoje, com o domínio dos micro-computadores, observamos a máquina como peça íntima de uso pessoal e exclusivo. Já na computação ubíqua, veremos a tecnologia discretamente nos envolvendo e agindo nos bastidores de nossas vidas, formando uma malha de dispositivos inteligentes em torno de cada indivíduo, sem trazer impactos visíveis em nosso modo de viver. A tabela a seguir resume as 3 eras computacionais propostas por Weiser.

Era Computacional Características
Mainframe Uma máquina para vários usuários
Computação Pessoal (PC) Uma máquina para cada usuário
Computação Ubíqua Várias máquinas para cada usuário

Tabela - Eras computacionais propostas por Mark Weiser


Ainda que muitas vezes tratadas sem distinção, a computação pervasiva (Pervasive Computing) e a computação ubíqua referem-se a segmentos distintos de pesquisa e desenvolvimento tecnológico. A computação ubíqua integra os avanços da computação móvel e da computação pervasiva. Enquanto a computação móvel busca o incremento das possibilidades de locomoção de serviços entre ambientes, a computação pervasiva trata da capacidade de dispositivos computacionais serem embutidos no universo físico para a obtenção de informações do meio para a construção dinâmica de novos modelos computacionais. Em síntese, a computação pervasiva busca maior integração entre a computação e o ambiente físico no qual ela está imersa. A figura abaixo, ilustra estas dimensões, relacionando computação ubíqua, computação pervasiva e computação móvel.

Dimensões da Computação Ubíqua


Assim, o grande desafio da ubicomp é a constante busca pela fusão da mobilidade da computação móvel com a capacidade de interação com o meio agregada pela computação pervasiva. Em um contexto prático, na computação ubíqua, o computador, independente de sua forma, desloca-se com o usuário e comunica-se com os recursos computacionais do ambiente em que se encontra para configuração dinâmica de novos serviços de tal forma que as necessidades do usuário sejam satisfeitas de maneira natural e transparente.

A ubicomp define então uma realidade na qual o computador se integra, em um modelo de alta mobilidade, a ambientes físicos para a constituição de espaços inteligentes, smart-spaces, nos quais atividades do dia a dia são facilitadas com recursos e serviços computacionais. Nestes cenários, é mister a manutenção de premissas básicas que caracterizam a ubicomp, como a invisibilidade, que garante que toda orquestração entre serviços e dispositivos do meio seja regida sem a intervenção, e mesmo a ciência, do usuário, e a pró-atividade que, dentro das possibilidades de um conjunto de informações de contexto do ambiente, antecipa as necessidades do usuário, surpreendendo-o com a prestação otimizada de serviços.

Em outro artigo, entitulado "The world is not a desktop", Weiser tenta quebrar um paradigma comum da sociedade que define a computação puramente como a arte de lidar com computadores, sejam eles desktops ou laptops. É preciso que os profissionais deste mundo entendam que computação não diz respeito apenas a computadores, mas a todo e qualquer dispositivo com poder computacional, e há uma diferença muito grande nisso. Computador é aquilo que você compra na loja, coloca sobre sua mesa e usa para fins genéricos. Dispositivo com poder computacional, por outro lado, pode ser qualquer coisa que hospede um micro-processador, como carros, aviões, celulares, handhelds e até alguns eletrodomésticos.

Assim, se os profissionais da computação entenderem que a economia atual da informática é apenas uma minúscula parcela do verdadeiro ecossistema computacional existente no munto, haverá mais espaço para 100 Googles, 200 Microsofts, 300 Apples e 400 Suns.

O tema é tão interessante, ao menos sob meu ponto de vista, que sobre ele desenvolvi minha pesquisa de mestrado, criando o UbiquitOS sobre o qual foi fundado o grupo UnBiquitous.

Projeto

Por carregar essa veia científica, não apenas por mim, mas também por outros colegas da empresa, já faz parte da cultura SEArence, além da tradicional prestração de serviços para o governo, o trabalho com projetos de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D).

Ao longo de seus anos de vida, a SEA vem desenvolvendo vários projetos de pesquisa em parceria com as principais universidades e agências financiadoras do país. O último aprovado, de certa forma relacionado com o tema da minha dissertação, diz respeito ao desenvolvimento de uma série de serviços computacionais dentro de veículos automotores. Tecnicamente falando, vamos criar um smart-space dentro de um carro, coletando a todo tempo informações, processando-as, integrando-as com dados de outras fontes e agindo em prol da segurança e conforto de seus usuários.

Neste exato momento, estamos finalizando a montagem da equipe. Se você é simpatizante da filosofia new-school de TI e do desenvolvimento de projetos alternativos, marginal à recorrente construção de CRUDs corporativos, permita-nos conhecer-te enviando um email para rh (lá na) seatecnologia (ponto) com (ponto) br com um subject muito específico, para correto roteamento da mensagem: "Sou new-school e não gosto de CRUDs". Mas, perceba. Não estamos atrás de arquitetos interplanetários ou gerentes PMPs e blablabla. É de hacker para hacker. Uma boa coleção de linguagens e colaborações interessantes para o mundo da computação são mais efetivos que grandes cargos, sem ofensas.

Hacker Ethic


[]s

Planc, o microblog do WiFindMe 5

Posted by Flávio Alves Sun, 27 Jul 2008 23:29:00 GMT

Olá pessoal!!!

Enfim chegamos ao fim de mais uma release, e lhe confesso uma coisa: esta release realmente foi um rali! Tivemos vários obstáculos pelo caminho, mas no fim das contas conseguimos como prêmio diversas melhorias e concluímos uma função muito importante para o projeto, o microblog, apelidado por nós todos de Planc.

Acompanhe nosso diário de bordo

Nosso planejamento inicial para esta release era aprimorar a comunicação cliente x servidor. Para isso, o WiFindMe teria que receber os SMSs com informações e convites trocados pelos membros da rede social. Para que a mensagem fosse endereçada à caixa de mensagens do WiFindMe configuramos o User Data Header (UDH), eu posso explicar isso melhor em outro blog :P

Depois de vários testes, tudo funcionando perfeitamente, nos deparamos com O obstáculo.



O gateway, responsável por converter as solicitações http para SMS, e vice-versa, estava desconfigurando toda mensagem que passasse por ele . Depois de muitos contatos com o suporte do provedor de serviços do gateway, conseguimos resolver o grande desafio da release.

Apesar de perder algum tempo com o problema do gateway, tivemos grandes avanços: além de corrigir alguns bugs e fazer melhorias na arquitetura de informação, incrementamos as formas de convite e interação entre os membros da rede social, esta talvez seja a melhoria mais significativa.

Em nossos testes percebemos que o bluetooth não era muito eficaz para a troca de dados entre WiFindMe`s… Para contornar isto, passamos a utilizar SMSs para enviar convites de amizade e de comunidade. O usuário pode criar uma lista de convidados e mandar o convite, assim, enviando um SMS ele consegue convidar vários amigos de uma vez.


E como funciona esse tal de Planc!?

O Planc é um Mobile Micro-Blogging, ele é uma espécie de twitter para celulares, com ele os usuários podem publicar mensagens breves (140 caracteres) em suas comunidade. Tá bom, até aí nenhuma novidade, nós podemos enviar mensagens via celular para o twitter também, mas, você só consegue enviar mensagens, para visualizar as mensagens é preciso estar conectado a internet. Com o Planc envia e recebe as mensagens no seu celular!

Isso é muito legal pois muitas vezes não estamos na frente do computador. Imagine só, no último fim de semana eu fiquei sabendo de última hora que ia rolar uma apresentação de um grupo canadence de dança no teatro nacional, evento gratuito (e excelente) que abriu o Dance Brasília 2008 (nem sabia que existia isso aqui). Com o WiFindMe eu poderia passar a informação à todos os meus amigos (usando apenas um SMS) e eles não precisariam estar na frente do computador para receber meu recado. Isso é mobilidade!

Ah! Por falar em mobilidade, escute o podcast da Mobile & Embedded Community que participamos. Ele foi gravado em entrevista que demos ao Roger Brinkley durante o FISL.

WiFindMe na SEA

Não vejo a hora que todos da SEA começarem a usar o WiFindMe, isso seria muito legal!!! Mas antes precisamos que a aplicação receba SMSs mesmo estando desligada. Para que isso aconteça precisamos de um certificado digital, ele já esta sendo providenciado :-D

[]s

Até o próximo post!