Desenvolvimento de portlets com Rails - parte 2

Posted by Túlio Ornelas Wed, 10 Feb 2010 11:03:00 GMT

No último post apresentamos uma forma de desenvolver portlets em Rails, falamos sobre a variável de ambiente GEM_HOME, que define um path único para as gems de todas as versões do Ruby (incluindo o JRuby), dessa forma não precisamos replicar a instalação das gems nas outras versões e tudo fica muito bem, porém na prática a teoria é outra. Tivemos alguns problemas relacionados a gem PG. Em algumas máquinas o ruby ficava confuso sobre usar a versão jdbc ou a nativa da gem, mesmo configurado para usar uma ou outra. O erro era o seguinte:

NameError: uninitialized constant ActiveRecord::ConnectionAdapters::PostgreSQLAdapter::PGconn

Para resolver esse problema tivemos que comentar a variável de ambiente GEM_HOME e instalar a
versão java com o jgem, mantendo então as gems nativas do JRuby em seu próprio diretório de gems.

Prometemos um post sobre o liferay_models, mas ainda não será dessa vez. Nós criamos o projeto no github com algumas classes básicas, mas boa parte dele ainda está presa ao nosso projeto, isso deverá ser resolvido nas próximas semanas. Mas para não passar em branco, podemos adiantar algumas coisas sobre o projeto, como por exemplo as dependências da classe user_ do liferay, representada na imagem abaixo:

 



No liferay, por mais simples que um usuário seja, ele necessita de todas as dependências apresentadas, mais algumas que ainda não foram adicionadas. É nesse cenário que o liferay_models entra em ação, abstraindo as tabelas e os comportamentos das entidades, o que torna mais fácil a integração de um portlet escrito em Rails com o portlet container.

O fato de não utilizar o ambiente de extensão e desenvolvimento do portal implica em alguns problemas, como por exemplo, a integração com o apache lucene. Este framework é responsável por realizar a indexação de todo o conteúdo do portal, agilizando as consultas e melhorando a performance. Como o liferay_models trabalha diretamente com o banco de dados, sem passar pelas apis do portal, o conteúdo persistido por ele não é indexado pelo lucene, acarretando em alguns problemas como a ausência deste conteúdo nas pesquisas feitas nos serviços do portal. Estamos trabalhando nesse problema utilizando o jruby-lucene, que é uma api para manipular o lucene em ruby. Uma outra solução seria utilizar o solr, mas isso também fica para um próximo post. 


Falamos também do projeto rails-portlet que é uma ponte entre o projeto rails e o portlet container. Durante o desenvolvimento nós tivemos a necessidade de realizar upload de arquivos, e descobrimos de uma forma pouco agradável que o projeto não o suportava. Dessa forma começamos a saga da adição deste suporte a forms multipart ao rails-portlet, e como já era esperado, tivemos problemas.

1 - Apache fileupload vs Liferay

Round 1:
Tentamos utilizar o projeto fileupload da apache para receber os arquivos no lado servidor, mas tivemos a infelicidade de descobrir que o liferay eliminava (o.O) esses parâmetros antes da execução do rails-portlet, o que inviabilizava o uso do projeto da apache.

Round 2:
Utilizamos uma api do próprio portal para recuperar os arquivos, mas eles eram apagados antes do rails-portlet chamar o projeto em rails.

Round 3:
Já que os arquivos eram apagados, decidimos armazená-los na sessão durante a montagem da requisição para a aplicação rails, resolvendo o problema.


2 - Rack vs request multipart

Round 1:
Uma vez resolvido os problemas com o liferay, foi a vez do Rack atrapalhar, tratando os parâmetros do tipo string também como arquivo.
Basicamente o que acontecia era o seguinte:

O servidor recebia isso:

Parameters: {

"pessoa_fisica"=>{

"cpf"=>#<File:/tmp/RackMultipart4952-35>,

"foto"=>#<File:/tmp/RackMultipart4952-37>

}

}

Ao invés disso:

Parameters: {

"pessoa_fisica"=>{

"cpf"=>"123.456.789-00",

"foto"=>#<File:/tmp/RackMultipart4952-37>

}

}

O campo cpf, que era um textfield, virava um arquivo ao invés de simplesmente uma string.

Round 2:
Para resolver esse problema, tivemos que alterar novamente o rails-portlet, definindo o content-type dos campos do tipo string para null, pois o Rack na versão atual (1.1.0) trata qualquer parâmetro com content-type como binário, gerando o resultado apresentado acima.

Apesar dos problemas, conseguimos adicionar o suporte. Já temos no backlog uma lista de melhorias e novas funcionalidades, mas isso continua no próximo episódio.

Equipe CFA.

 

Desenvolvimento de portlets com Rails 2

Posted by Túlio Ornelas Tue, 19 Jan 2010 13:08:00 GMT

No final do ano passado fechamos um contrato com o Conselho Federal de Administração (CFA) para o desenvolvimento do cadastro integrado de administradores do Brasil dentre outras funcionalidades. Além da implementação, o CFA também tinha a necessidade de uma ferramenta capaz de prover recursos de CMS, comunidades, fóruns, etc. Tendo em vista esse cenário ficou decidido que o Liferay iria ser a ferramenta de portal utilizada enquanto o desenvolvimento dos portlets seria feito em Ruby/Rails.

Como seria possível desenvolver um portlet Ruby em uma plataforma Java? o.O? Utilizando JRuby é claro! Dentre os projetos que viabilizavam uso do Ruby/Rails em portlets java, o rails-portlet foi o que apresentou a melhor proposta. E como ele funciona?

  • 1 portlet java
  • O projeto feito com o Rails empacotado com a gem warble, rodando com o JRuby
  • Comunicação HTTP entre o portlet e o projeto Rails
  • Rails inacessível sem o portlet


O portlet java, que é provido pelo projeto rails-portlet, é adicionado ao portlet container e irá conversar com a aplicação feita em Ruby, isso facilita muito o trabalho, pois conseguimos desenvolver tudo em Ruby e com alguns comandos geramos o .war do portlet.

O projeto feito com o Rails tem algumas particularidades, a mais proeminente é o mapeamento das rotas, pois no projeto original cada método de controller gerava um novo portlet, um mapeamento fixo, por exemplo:

map.portlet_exemplo(

‘portlet_exemplo’, :controller => :controller_1, :action => :method_1

)   

Com as contribuições que nossa equipe fez ao projeto, nós conseguimos criar rotas que abrangem N controllers, o que melhorou bastante o processo de reaproveitamento de código, exemplo:

map.portlet_exemplo(

‘portlet_exemplo/:controller/:action’, :controller => :controller_1

)

Nessa caso, utilizamos um namespace ‘portlet_exemplo’ para definir o portlet e definimos que o controller padrão será o :controller_1 e o método padrão será o :index, que no caso, não precisa ser informado. Os wildcards :controller e :action serão substituídos pelos  valores passados por parâmetro na URL, por exemplo:

http://…/portlet_exemplo
controller_1, método index


http://…/portlet_exemplo/meu_controller

meu_controller, método index


http://…/portlet_exemplo/outro_controller/outro_metodo
outro_controller, método outro_metodo

 

Outra necessidade é a utilização da gem caterpillar que é a responsável por gerar automaticamente os xmls de configuração do portlet e do liferay, além de empacotar utilizando o warbler e realizar o deploy. Essa gem tem como dependência a gem lportal, que contém as tabelas do liferay na forma de modelos do ActiveRecord. Infelizmente o lportal não atendeu as nossas necessidades pois ele apresentou algumas problemas básicos, talvez por inatividade do projeto. Dessa forma nós criamos o projeto liferay_models, que ainda não está público, e que é assunto para um outro post.

Após o panorama geral, vejamos como criar um portlet em Rails.

1) Instalar e configurar o GEM

criar variável de ambiente $GEM_HOME=/caminho/das/gems/sem/a/pasta/gems
* Atenção: O caminho das gems não inclui a pasta gems.
Por exemplo:
export GEM_HOME=/usr/lib/ruby/gems/1.8

1) Instalar e configurar o JRuby

download
http://jruby.kenai.com/downloads/1.4.0/jruby-bin-1.4.0.zip

criar variável $JRUBY_HOME=/… e adicionar no path $JRUBY_HOME:$JRUBY_HOME/bin

1.5)
    apt-get install ruby-dev
    
Ubuntu:
     apt-get install libpqxx3-dev
    Debian:
     apt-get install libpq-dev libpgsql-ruby


2) Instalar gems

gem install jruby-openssl
gem install jruby-jars
gem install hpricot
gem install warbler
gem install caterpillar
gem install lportal
gem install uuidtools
gem install rails -v=2.3.3 (Até o momento o caterpillar só funciona com essa versão do rails, estamos trabalhando nisso)

* no caso de utilizar postgres
gem install pg
gem install activerecord-jdbcpostgresql-adapter

3) Criar projeto

rails nome-projeto
cd nome-projeto

ruby script/generate controller example index

- Configure a rota

map.example(‘example/index’, {:controller => ‘example’, :action => ‘index’})

- Adicionar as dependências das gems no config/environment.rb
config.gem "caterpillar"
config.gem "lportal"

- Configurar config/database.yml
development:
adapter: postgresql
database: lportal
username: postgres
password: postgres
host: 127.0.0.1
timeout: 5000

production:
adapter: jdbcpostgresql
database:
lportal
username: postgres
password: postgres
host: 127.0.0.1
encoding: unicode

- Ativar caterpillar

ruby script/generate caterpillar

- No arquivo config/portlets.rb adicione
portlet.container.root = ‘/../Programas/liferay-portal-5.2.3/tomcat-6.0.18/’
portlet.category = ‘Rails-apps’ (ou um nome que você preferir)

- Deploy

* Teste a conexao com:
caterpillar portlets

- Gerar o arquivo warble.rb
warble config

- Adicionar essa configuração no warble.rb
config.gems << "activerecord-jdbcpostgresql-adapter"
config.gems << "lportal"

# Precisa fazer apenas uma vez
caterpillar jar:install (Coloca o portlet genérico que trata as requisições no liferay)

# Sempre que mudar alguma configuracao e for testar a aplicação no liferay
caterpillar xml
caterpillar warble (nesse momento não pode ter nenhuma gem nativa no environment.rb, exemplo pg)

# Utilizado para atualizar os arquivos no container
caterpillar deploy:xml
caterpillar deploy:war

Após realizar os passos acima, inicie o Liferay e acesse a aplicação. Selecione o portlet rails que se encontra na categoria que foi configurada. Pronto, nós temos nosso portlet rails rodando!

Esse foi o primeiro de uma série de posts sobre o assunto. Fiquem no aguardo.

Equipe CFA:
Túlio Ornelas, Pedro Dias, Bruce Rodrigues e Renan Mendes.

Portlets JSP 2

Posted by Alê! Tue, 22 Dec 2009 14:15:00 GMT

Liferay - JSP Portlets Ho Ho Ho!

Como presente de Natal, fiquem com o 4º capítulo do nosso minicurso de Liferay.

Abraços e Boas Festas!

Customizando o Liferay 1

Posted by Alê! Mon, 07 Dec 2009 19:15:00 GMT

Customizando o Liferay Olá galera,

segue mais um capítulo do minicurso online de Liferay que estamos fazendo aqui no blog. Os primeiros capítulos estão disponíveis em http://tinyurl.com/LiferayNaSEA

Nesta edição, discutimos conceitos básicos para customização do portal. Não entramos ainda no nível de código, mas chegaremos lá. Baby stetps, baby. Baby steps…


Ainda não consegui gravar com 100% de acerto. Ficaram alguns errinhos que mereciam ser polidos, mas já ficou bem melhor que os anteriores, e isso é o que importa. Afinal, o ótimo é inimigo do bom.

Mini-curso online de Liferay 4

Posted by Alê! Wed, 18 Nov 2009 20:37:00 GMT

Mini-Curso Online de Liferay Ultimamente, tenho viabilizado minha ida a maioria dos eventos tecnológicos através da oferta de mini-cursos de Ruby/Rails e de testes nessas tecnologias. No #LinguAgil, entretanto, não tive a cara de pau de concorrer com o @danielvlopes, figura bastante conhecida do mundo Rails, e acabei optando por um mini-curso que teria certa utilidade pra SEA.

O conteúdo em si não foi muito profundo mas, de tão positivo que foi o feedback da turma, acabei resolvendo gastar um pouco mais de esforço para deixá-lo para prosperidade. O resultado foi uma sequência de slidecasts que hoje começo a disponibilizar.

Nesta primeira leva, teremos 2 apresentações. Ambas são bem introdutórias, mas essenciais para tratar com quem nunca ouviu falar no assunto. Nos próximos episódios, falarei um pouco mais de desenvolvimento de portlets, não apenas em Java, como também em outras tecnologias, como Ruby e PHP.

Foi minha primeira experiência na gravação de *casts. O resultado não ficou 100%, mas já quebra o galho. O importante é a melhoria contínua.

Feedbacks, como sempre, são mais que bem-vindos.



[]s

LinguÁgil 2009 1

Posted by Alê! Fri, 23 Oct 2009 19:49:00 GMT

LinguÁgil2009



A proliferação de tecnologias para o desenvolvimento de aplicações web vem gerando exaustivas discussões sobre qual adotá-las em seus projetos. Java, PHP e Ruby estão entre as 10 linguagens de programação mais utilizadas no mundo, segundo a TIOBE Programming Community. Em paralelo, os mesmos profissionais buscam melhorar seus serviços adotando metodologias que ao mesmo tempo permitam o controle de seus projetos, gerem valor agregado aos clientes e evitem excesso de burocracia.

Diante desse cenário, os grupos AgileBahia, JavaBahia, PHPBahia e RailsBahia realizarão em Salvador a edição 2009 do LinguÁgil - Misturando Linguagens e Agilidade, parte da XII Semana de Informática da Unime. Inédito na Bahia, o evento reune algumas das principais comunidades de TI, buscando estimular aprendizado e discussões em torno de linguagens de programação e metodologias ágeis.

Local:

Unime - Lauro de Freitas - Bahia

Palestrantes/instrutores

Alberto “Spock” Lemos (Globalcode), Alexandre Gomes (SEA Tecnologia), Dairton Bassi (Neurobox), Daniel Lopes (Área Criações), Felipe Ribeiro (UFCG), Felipe Rodrigues (Fratech), Henrique Landim (Partner Process) e outros

Palestras GRATUITAS (14/11)

Agile, Manifesto 2.0, Ruby On Rails, PHP/Frameworks, JSF 2.0/Scrum Toys, Linguagens para a JVM, Pentaho

Oficinas/Coding-Dojo (12 e 13/11)

Coding-Dojo Agile, Java/Web com Demoiselle, Integração Contínua/Maven (a confirmar), Python (a confirmar)

Mini-cursos (R$ 60 a R$ 120)

12/11 - Métodos Ágeis, JSF, Portlets com Liferay, TDD/Java, Ruby
13/11 - XP, Scrum, Pentaho, PHP/TDD, Rails

Inscrições:

Com desconto até 05/11
Preços promocionais para estudantes e membros do AgileBahia / JavaBahia / PHPBahia / RailsBahia

Programação detalhada, inscrições e mais informações em www.linguagil.com.br