Utilitários de teste 2
E-Plamtax foi um projeto muito positivo que executamos para a Força Aérea. A equipe do E-Plamtax aprendeu muitas coisas no projeto, mas muitas dessas aprendizagens ficaram guardadas conosco. Uma das mais interessantes é a criação de utilitários de teste.
Utilitários de teste são uma maneira de reaproveitar código em testes unitários. Usualmente, isso é feito utilizando os métodos setUp ou @Before dos casos de teste, mas isso tem algumas desvantagens. Por exemplo, em um caso de teste, podemos ter a seguinte inicialização:
private Address address;
private AddressDAO addressDAO;
@Before
public void setUp() {
address = new Address();
address.setStreet("Rua fulano");
address.setNumber("123/A");
addressDAO = new AddressDAO();
}
Se tivermos um teste com o abaixo essa inicialização funciona bem…
@Test
public void testGetAllAddresses(){
addressDAO.addAddress(address);
List<Address> addresses = addressDAO.getAllAddresses();
assertEquals(1, addresses.size());
assertEquals("Rua fulano", addresses.get(0).getStreet());
assertEquals("123/A", addresses.get(0).getNumber());
}
Agora, se tivermos o teste abaixo, o objeto criado é desperdiçado:
@Test
public void testGetNoAddress() {
List<Address> addresses = addressDAO.getAllAddresses();
assertEquals(0, addresses.size());
}
Se o código for como o seguinte, teremos redundância de código. também temos de decidir SE o outro objeto deve ser criado no @Before também ou no método.
@Test
public void testGetAllAddressesMoreThanOne() {
addressDAO.addAddress(address);
Address address2 = new Address();
address2.setStreet("Outra rua");
address2.setNumber("111");
addressDAO.addAddress(address2);
List<Address> addresses = addressDAO.getAllAddresses();
assertEquals(1, addresses.size());
assertEquals("Rua fulano", addresses.get(0).getStreet());
assertEquals("123/A", addresses.get(0).getNumber());
}
Esses inconvenientes são menores quando comparados à tarefa de criar as dependências e um objeto para o teste. Por exemplo, para testar uma classe Person que agrega um Address em um outro caso de teste, teremos de ter um @Before semelhante a esse:
private Person person;
private Address address;
private PersonDAO personDAO;
@Before
public void setUp() {
address = new Address();
address.setStreet("Rua fulano");
address.setNumber("123/A");
person = new Person();
person.setName("João");
person.setAddress(address);
personDAO = new PersonDAO();
}
O código para a criação de endereços replicou-se, e é difícil criar as dependências. Nesses exemplos, vemos casos simples, mas é fácil visualizar como a situação irá se complicar.
Nós solucionamos esse problema criando uma classe para criar esses objetos. Essa classe seria algo como isso:
public class TestUtil {
public static Address utilCreateAddress(String street, String number) {
Address address = new Address();
address.setStreet("Rua fulano");
address.setNumber("123/A");
return address;
}
public static Person utilCreatePerson(String name, Address address) {
Person person = new Person();
person.setName(name);
person.setAddress(address);
return person;
}
}
Nossos casos de teste estendiam a TestUtil, facilitando a criação de objetos:
public class TestAddress2 extends TestUtil {
private AddressDAO addressDAO = new AddressDAO();
@Test
public void testGetAllAddresses() {
Address address = utilCreateAddress("Rua fulano", "123/A");
addressDAO.addAddress(address);
List<Address> addresses = addressDAO.getAllAddresses();
assertEquals(1, addresses.size());
assertEquals("Rua fulano", addresses.get(0).getStreet());
assertEquals("123/A", addresses.get(0).getNumber());
}
@Test
public void testGetNoAddress() {
List<Address> addresses = addressDAO.getAllAddresses();
assertEquals(0, addresses.size());
}
@Test
public void testGetAllAddressesMoreThanOne() {
Address address = utilCreateAddress("Rua fulano", "123/A");
Address address2 = utilCreateAddress("Outra rua", "111");
addressDAO.addAddress(address);
addressDAO.addAddress(address2);
List<Address> addresses = addressDAO.getAllAddresses();
assertEquals(2, addresses.size());
assertEquals("Rua fulano", addresses.get(0).getStreet());
assertEquals("123/A", addresses.get(0).getNumber());
}
}
Como também precisávamos frequentemente de um objeto qualquer, ou que apenas um ou outro parâmetro fosse definido, criávamos variantes dos métodos:
public static Address utilCreateAddress() {
return utilCreateAddress("Qualquer", "Qualquer");
}
public static Person utilCreatePerson() {
return utilCreatePerson("José", utilCreateAddress());
}
O E-Plamtax foi um projeto um tanto complexo, com grandes redes de dependências de objetos. O uso desses utilitários de teste viabilizou a prática de TDD no sistema. Era emocionante descobrir que, para criar aquele documento que dependia de sete outros documentos e uns cinco ou seis usuários, bastava chamar um método :)
Naturalmente, há mais sobre nossos utilitários de teste do que foi escrito aqui, e pode haver mais ainda que sequer fizemos. (Por exemplo, pode ser interessante produzir utilitários de teste para classes específicas, ao invés de um gigantesco utilitário) Entretanto, como a ideia é bem simples, esperamos que esse pontapé inicial lhe motive a pensar sobre o tema. Até mais!
Desenvolvimento de portlets com Rails 10
No final do ano passado fechamos um contrato com o Conselho Federal de Administração (CFA) para o desenvolvimento do cadastro integrado de administradores do Brasil dentre outras funcionalidades. Além da implementação, o CFA também tinha a necessidade de uma ferramenta capaz de prover recursos de CMS, comunidades, fóruns, etc. Tendo em vista esse cenário ficou decidido que o Liferay iria ser a ferramenta de portal utilizada enquanto o desenvolvimento dos portlets seria feito em Ruby/Rails.
Como seria possível desenvolver um portlet Ruby em uma plataforma Java? o.O? Utilizando JRuby é claro! Dentre os projetos que viabilizavam uso do Ruby/Rails em portlets java, o rails-portlet foi o que apresentou a melhor proposta. E como ele funciona?
- 1 portlet java
- O projeto feito com o Rails empacotado com a gem warble, rodando com o JRuby
- Comunicação HTTP entre o portlet e o projeto Rails
- Rails inacessível sem o portlet
O portlet java, que é provido pelo projeto rails-portlet, é adicionado ao portlet container e irá conversar com a aplicação feita em Ruby, isso facilita muito o trabalho, pois conseguimos desenvolver tudo em Ruby e com alguns comandos geramos o .war do portlet.
O projeto feito com o Rails tem algumas particularidades, a mais proeminente é o mapeamento das rotas, pois no projeto original cada método de controller gerava um novo portlet, um mapeamento fixo, por exemplo:
map.portlet_exemplo(
‘portlet_exemplo’, :controller => :controller_1, :action => :method_1
)
Com as contribuições que nossa equipe fez ao projeto, nós conseguimos criar rotas que abrangem N controllers, o que melhorou bastante o processo de reaproveitamento de código, exemplo:
map.portlet_exemplo(
‘portlet_exemplo/:controller/:action’, :controller => :controller_1
)
Nessa caso, utilizamos um namespace ‘portlet_exemplo’ para definir o portlet e definimos que o controller padrão será o :controller_1 e o método padrão será o :index, que no caso, não precisa ser informado. Os wildcards :controller e :action serão substituídos pelos valores passados por parâmetro na URL, por exemplo:
http://…/portlet_exemplo
controller_1, método index
http://…/portlet_exemplo/meu_controller
meu_controller, método index
http://…/portlet_exemplo/outro_controller/outro_metodo
outro_controller, método outro_metodo
Outra necessidade é a utilização da gem caterpillar que é a responsável por gerar automaticamente os xmls de configuração do portlet e do liferay, além de empacotar utilizando o warbler e realizar o deploy. Essa gem tem como dependência a gem lportal, que contém as tabelas do liferay na forma de modelos do ActiveRecord. Infelizmente o lportal não atendeu as nossas necessidades pois ele apresentou algumas problemas básicos, talvez por inatividade do projeto. Dessa forma nós criamos o projeto liferay_models, que ainda não está público, e que é assunto para um outro post.
Após o panorama geral, vejamos como criar um portlet em Rails.
1) Instalar e configurar o GEM
criar variável de ambiente $GEM_HOME=/caminho/das/gems/sem/a/pasta/gems
* Atenção: O caminho das gems não inclui a pasta gems.
Por exemplo:
export GEM_HOME=/usr/lib/ruby/gems/1.8
1) Instalar e configurar o JRuby
download
http://jruby.kenai.com/downloads/1.4.0/jruby-bin-1.4.0.zip
criar variável $JRUBY_HOME=/… e adicionar no path $JRUBY_HOME:$JRUBY_HOME/bin
1.5)
apt-get install ruby-dev
Ubuntu:
apt-get install libpqxx3-dev
Debian:
apt-get install libpq-dev libpgsql-ruby
2) Instalar gems
gem install jruby-openssl
gem install jruby-jars
gem install hpricot
gem install warbler
gem install caterpillar
gem install lportal
gem install uuidtools
gem install rails -v=2.3.3 (Até o momento o caterpillar só funciona com essa versão do rails, estamos trabalhando nisso)
* no caso de utilizar postgres
gem install pg
gem install activerecord-jdbcpostgresql-adapter
3) Criar projeto
rails nome-projeto
cd nome-projeto
ruby script/generate controller example index
- Configure a rota
map.example(‘example/index’, {:controller => ‘example’, :action => ‘index’})
- Adicionar as dependências das gems no config/environment.rb
config.gem "caterpillar"
config.gem "lportal"
- Configurar config/database.yml
development:
adapter: postgresql
database: lportal
username: postgres
password: postgres
host: 127.0.0.1
timeout: 5000
production:
adapter: jdbcpostgresql
database: lportal
username: postgres
password: postgres
host: 127.0.0.1
encoding: unicode
- Ativar caterpillar
ruby script/generate caterpillar
- No arquivo config/portlets.rb adicione
portlet.container.root = ‘/../Programas/liferay-portal-5.2.3/tomcat-6.0.18/’
portlet.category = ‘Rails-apps’ (ou um nome que você preferir)
- Deploy
* Teste a conexao com:
caterpillar portlets
- Gerar o arquivo warble.rb
warble config
- Adicionar essa configuração no warble.rb
config.gems << "activerecord-jdbcpostgresql-adapter"
config.gems << "lportal"
# Precisa fazer apenas uma vez
caterpillar jar:install (Coloca o portlet genérico que trata as requisições no liferay)
# Sempre que mudar alguma configuracao e for testar a aplicação no liferay
caterpillar xml
caterpillar warble (nesse momento não pode ter nenhuma gem nativa no environment.rb, exemplo pg)
# Utilizado para atualizar os arquivos no container
caterpillar deploy:xml
caterpillar deploy:war
Após realizar os passos acima, inicie o Liferay e acesse a aplicação. Selecione o portlet rails que se encontra na categoria que foi configurada. Pronto, nós temos nosso portlet rails rodando!
Esse foi o primeiro de uma série de posts sobre o assunto. Fiquem no aguardo.
Equipe CFA:
Túlio Ornelas, Pedro Dias, Bruce Rodrigues e Renan Mendes.
LinguÁgil 2009 2
<!DOCTYPE html PUBLIC “-//W3C//DTD HTML 4.01 Transitional//EN”>
A proliferação de tecnologias para o
desenvolvimento de aplicações web vem gerando
exaustivas discussões sobre qual adotá-las em
seus projetos. Java, PHP e Ruby estão entre as 10 linguagens
de programação mais utilizadas no mundo, segundo
a TIOBE Programming Community. Em paralelo, os mesmos profissionais
buscam melhorar seus serviços adotando metodologias que ao
mesmo tempo permitam o controle de seus projetos, gerem valor agregado
aos clientes e evitem excesso de burocracia.
Diante desse cenário, os grupos AgileBahia, JavaBahia,
PHPBahia e RailsBahia realizarão em Salvador a
edição 2009 do LinguÁgil - Misturando
Linguagens e Agilidade, parte da XII Semana de Informática
da Unime. Inédito na Bahia, o evento reune algumas das
principais comunidades de TI, buscando estimular aprendizado e
discussões em torno de linguagens de
programação e metodologias ágeis.
Local:
Unime - Lauro de Freitas - Bahia
Palestrantes/instrutores
Alberto “Spock” Lemos
(Globalcode), Alexandre Gomes (SEA Tecnologia), Dairton Bassi
(Neurobox), Daniel Lopes (Área
Criações), Felipe Ribeiro (UFCG), Felipe
Rodrigues (Fratech), Henrique Landim (Partner Process) e outros
Palestras
GRATUITAS (14/11)
Agile, Manifesto 2.0, Ruby On
Rails, PHP/Frameworks, JSF 2.0/Scrum Toys, Linguagens para a JVM,
Pentaho
Oficinas/Coding-Dojo
(12 e 13/11)
Coding-Dojo Agile, Java/Web com Demoiselle,
Integração Contínua/Maven (a
confirmar), Python (a confirmar)
Mini-cursos
(R$ 60 a R$
120)
12/11 - Métodos Ágeis, JSF, Portlets com Liferay,
TDD/Java, Ruby
13/11 - XP, Scrum, Pentaho, PHP/TDD, Rails
Inscrições:
Com desconto até 05/11
Preços promocionais para estudantes e membros do AgileBahia
/ JavaBahia / PHPBahia / RailsBahia
Programação detalhada, inscrições e mais informações em www.linguagil.com.br
