Link Latte
Tenho citado o Blog da SEA como meio para os candidatos conhecerem mais a empresa pra verem se se identificam e querem trabalhar aqui. Na verdade, acho que o conteúdo e todo nosso blog que é o verdadeiro “manual do SEArense”…
Existem alguns valores que podem ser inferidos de todos os posts e que gostaríamos que todos sentissem da mesma forma aqui. (Enfim, viagens à parte, vamos em frente.)
Só que temos alguns importantes posts (IMHO) do Blog velho que raramente são revistos, salvo quando os referenciamos vez ou outra. Comecei a tuitar alguns, vi que era coisa demais (e o Twitter é descartável demais como fonte), então resolvi escrever esse post só com as referências deles, pra quem tiver interesse em conhecer a SEA, como as coisas aconteceram por aqui, como somos, nossa forma de pensar e etc.
- Pessoas auto-gerenciáveis
- Aprendendo a aprender
- Empreender faz sentido
- SEA, um celeiro de idéias
- Independência e Interdependência
- SEA’s Way of life
- A verdadeira liderança
- Falácias na Gestão de Pessoas
E vários outros lá no nosso blog velho…
Aproveitem, é nossa experiência sendo oferecida de
graça!
[]s
PS: Os comentários podem ser deixados aqui.
Torna-te, pois, responsável 3
Definitivamente, cremos que empresas modernas devem quebrar
suas
barreiras egocêntricas, fomentar a opinião
crítica de sua equipe,
digeri-las e agir de acordo. Como dizem no mundo do Software Livre,
nenhuma idéia é melhor que a idéia de
todos nós juntos. Estamos
falando dos princípios da Web 2.0,
onde a empresa deixa de ser o núcleo emanador de verdades e
torna-se a infra-estrutura
viabilizadora do
desenvolvimento de sua comunidade.
Transparência vs Compromisso
Numa empresa 2.0 (por mais que não tenham ainda formalizado este conceito), a gestão estratégica do negócio recebe influências diretas de seu nível operacional. Democracia a parte, não é novidade o incômodo trazido pelo modelo. Incômodo ainda maior, quando o bombardeio de críticas é acompanhado de descompromisso. Afinal, nossa cultura é mestre em seu senso crítico evasivo.Mas não é nisso que o pensamento 2.0 acredita. O Scrum, representante deste movimento, ilustra muito bem a situação com a estória do porco e da galinha.
Não queremos crítica por crítica. Queremos crítica construtiva, preferencialmente de pessoas devidamente compromissadas com seus resultados. O poder de voz não é gratuito. Grande carga de responsabilidade o acompanha.
O que faz todo o modelo tender ao colapso é o descompromisso dos participantes. Como galinhas, muitos querem se envolver na discussão, julgando e criticando, mas poucos estão realmente dispostos às últimas consequências de seus atos. Sendo desta forma, não se atinge um equilíbrio na balança da discussão vs ação. Empresas modernas precisam muito mais de gente que faz do que de gente que fala.

Discussão vs
Ação
Passei muitos anos de minha vida em busca de idéias
brilhantes e crente em sua escassez. De uns tempos pra cá,
entretanto, percebi que o
que nos falta não são ieias, mas capacidade de
realização.
Quando se abre as portas da gestão estratégica
para a discussão coletiva, o que se busca, nas entrelinhas,
é maior apoio para a construção de um
mundo novo. Sim, a opinião coletiva é importante
mas, muito mais relevante é o apoio braçal para
realização de parte do que fora discutido.
Então, críticas sem compromisso em nada
contribuem. Não adianta 20 pessoas aparecerem com mil
pedras e sugestões de melhorias e pensarem que 3 colegas
serão suficientes para
implementá-las. Queremos gente que compre a briga conosco e
que lute ao nosso lado. Esta é a contrapartida ao direito de
voz.
Não é raro ouvir que “aqui nesta empresa, muito
se fala, mas pouco se faz” sem que o interlocutor, inadvertidamente, se
dê conta que grande parcela do “muito se fala” e da
responsabilidade pelo “pouco se faz” está em seu poder.
Então, antes de muito propor, verifique sua capacidade de
contribuição com a proposta. E, antes
de criticar a pouca realização, examine sua
consciência e confirme sua isenção de
culpa. Se sua incapacidade de contribuição em
ideias está limitada por questão financeiras ou
sociais, busque-as, viabilize-as. Se sua
contribuição com planos do passado não
tem sido expressiva, reinvente-se. Se todo o fardo do desenvolvimento
corporativo estiver sobre seus ombros, reivindique! Tudo isso faz parte
das responsabilidades cotidianas do chamado “gestor” que agora, quer
compartilhá-las com todos.
Há aqueles que acreditem que novas ideias ou modelos de
trabalhos só serão implementados se promulgados
pela alta gestão do negócio. Nada mais 1.0 a
dizer. Esses ainda acreditam no poder
e certamente estão
alheios aos novos valores da adminsitração
moderna que define a autoridade
e a liderança
como palavras
de ordem. A gestão moderna não é uma
atividade resumida ao preenchimento de planilhas e acompanhamento de
gráficos. É a arte da
socialização, da
articulação política e da
resolução de conflitos.
Portanto, pare de culpar o mundo pelas suas mazelas. Culpe a si mesmo.
Busque no alto escalão apoio para a
eliminação de obstáculos, e
não decretos imperativos de
transformação. Faça amigos e influencie
pessoas. Desenvolva sua capacidade
de convencimento. Seja
líder. Seja um empreendedor.

“Tu te tornas eternamente responsável
por aquilo que cativas.”
Nota pra mim mesmo: discutir no próximo post como incentivar a Aptitude 2.0.
[]s
É meu e ninguém tasca! 3
No post anterior eu falei do nosso fomento à cultura do empreendedorismo, do maior comprometimento e cumplicidade que se cria entre equipes e empresa e a crescente tensão gerada pela redução das diferenças de poder entre todos.
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No processo de comprometimento crescente das equipes, naturalmente, aos poucos, desenvolve-se o senso crítico a respeito da distribuição de responsabilidades e de lucros, da propriedade do patrimônio em construção e das práticas até então em uso. (…) quanto mais 2.0 a empresa for, mais poder seu pessoal terá. Quanto mais poder, mais críticos serão. Quanto mais críticos, mais tenso será o ambiente e mais insustentável tornar-se-á a situação, até o ponto em que uma grande decisão há de ser tomada: corta-se as asinhas assanhadas de todos e retorna-se ao estilo padrão de empresa, ou acata-se a todos os bombardeios e promove-se uma grande revolução interna. |
Obviamente, como bem disse @FabricioBuzeto em
seu comentário,
nenhum dos extremos é uma escolha
inteligente. É óbvio que não vamos
abandonar agora
todo o processo e prol do comodismo fabril 1.0. Por outro lado,
também não parece ser uma descisão
esperta
incentivar a ingerência anárquica e desmedida.
@RicardoFunke foi bem feliz em sua citação.
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Na vida, sempre temos que escolher entre o que é fácil e o que é certo! |
E, neste mar de questões, temos quebrado a cabeça
em
busca de alguma proposta coerente com nossa filosofia e com a
necessidade de sobrevivência empresarial.
Por nossa filosofia, as equipes devem ser autônomas para a
definição dos melhores métodos e
técnicas para seus projetos e acreditamos que essa autonomia
não deve ser dada arbitrariamente, mas conquistada pelo
mérito. Mas, para sobrevivência empresarial, esta
autonomia não deve sobrepor as prioridades financeiras e
estratégicas da empresa.
A questão meritocrática foi discutida no Manifesto 2.0.
Mérito se conquista de diversas formas, mas todas convergem
à confiança.
Disso, fica explícita a grande barreira do empresariado 1.0
em atribuir autonomia a seus times. Se autonomia se conquista por
mérito e mérito é uma
questão de confiança, enquanto não
houver cumplicidade integral entre a alta gestão e os grupos
operacionais, dificilmente haverá a plena
confiança e, logicamente, nunca se estabelecerá o
livre direito às equipes de de fazer e acontecer.
Aos olhos externos, toda essa discussão parece superficial e
muito óbvia de ser resolvida (aliás,
conduzir uma empresa/equipe/família, de uma forma geral,
é muito óbvio até você ter a
sua própria). Mas
pense comigo: um belo dia, você, profissional de sucesso,
resolve abdicar de todas as benesses que o status lhe confere, sair de
sua zona de conforto e iniciar a construção de um
negócio próprio. Imediatamente, seus rendimentos
mensairs serão reduzidos a 50, 30 ou 25% do anterior. Em
pouco tempo, a alegria de não ter chefe
é cedida à cobrança constante e
intensa de seus poucos clientes conquistados a ferro e fogo.
A muito custo e pauladas, o negócio
começa a entrar nos trilhos e você vê um
pequeno ponto luminoso no fim do túnel. Daí,
insurge um movimento que reivindica mais direitos e maior autonomia
para conduzir parte do *seu*
negócio o.O. Pombas, não foi o sangue deles que
escorreu para que sua empresa chegasse até aqui.
Não tiveram o salário reduzido a 1/4 para
garantir a sobrevivência do empreendimento. Por que raios
então que agora chegam, a esta altura do campeonato, e ainda
pedem pra sentar na janelinha? Você, como
empresário, não se sentiria
desconfortável e não ficaria com a pulga
atrás da orelha? Você como mãe ou pai,
não se sentiria insultado se um desconhecido lhe desse
pitacos sob a criação de sua criança
de 6 anos de idade? Exageros e sofismas a parte, acho que é
mais ou menos este o sentimento que paira sob uma mente da maioria dos
donos de empresa.
Voltando à questão, você daria este
voto de confiança a pessoas que não carregaram a
mesma cruz que você? Quais serão suas verdadeiras
expectativas? Será que realmente têm valor a
agregar ao negócio ou não passam de oportunistas
embebedados por ideais comunistas com grande potencial de destruir retroceder
sua empresa? Mantendo a metáfora, uma doméstica
com 6 meses de casa tem ou não autonomia para conduzir a
parte da educação de seus filhos? São
essas as questões que fazem com que as empresas de hoje seja
como são.
Ouvi recentemente um empresário dizendo que não
abre mão do controle de sua área por
não acreditar que outras pessoas terão a mesma
capacidade de gestão que a sua. Ignorando a
prepotência e arrogância, até que faz
sentido. Mas então, como resolver a grande
questão do universo sem rachá-lo ao meio?
Dizer que o poder deve ser igualmente
repartido dentro da empresa, independente de raça, cor,
credo, formação e salário
não vale, pois isso significaria uma mudança de
paradigma tão, mas tão grande, que talvez apenas
0.0001% das empresas do mundo aceitariam fazer. Seria o extremismo que
o @FabricioBuzeto mencionou em seu comentário no post
anterior. Então, como chegar a um meio termo?
[]s
Idéias antigas, práticas novas 2
Eu tenho falado da filosofia ágil por todo lugar que passei ultimamente e, após uma ou outra olhada torta, a conclusão coletiva sempre tem sido simpática aos valores defendidos.
Em alguns lugares mais tradicionalistas, disseram que já ouviram esse discurso N vezes na história da computação e que, no fundo, todo mundo está atrás da qualidade e produtividade no desenvolvimento de software. Até acredito nisso, mas tenho uma tendência a acreditar mais no momento atual do que nas tentativas de outrora. Nós da SEA não vivemos todas as "grandes idéias" do passado, mas estamos participando do momento atual e temos observado grandes resultados na pele.
Como César Brod, colunista da tradicionalíssima lista Dicas-L, do colega Rubens Queiroz, bem disse, metodologias ágeis de desenvolvimento não se aplicam apenas para software. E ele exemplifica isso com o caso da Alaska Airlines que, utilizando-se de técnicas muito utilizadas em projetos Scrum, otimizaram seus procedimentos de atendimento. E, para engrossar o coro, compartillho experiência semelhante que temos tido na própria gestão da área técnica da SEA.
Bem que tentamos implantar vários procedimentos administrativos, burocráticos, taylorianos no passado. Por alguma razão, ainda desconhecida, falhamos todas as vezes. Pode ser porque não estudamos Administração de Empresas, ou não. De fato, isso sempre era visto como a causa óbvia de todos nossos problemas, até que arriscamos experimentar algo diferente.

Nos últimos tempos, sob a luz dos valores ágeis, não apenas solucionamos 80% dos conflitos tolos existentes na área, como também apresentamos índices de evolução e satisfação do grupo nunca antes observados. Ainda há muito o que melhorar, sem dúvida mas, mantidas suas devidas proporções, só tenho a acreditar que aquele pensamento "old-school" está muito comprometido.
Hoje somos muito mais democráticos, decisões são tomadas muito mais rápidas e a máquina, definitivamente, anda. Reveja alguns posts que já fizemos aqui e entenda melhor o caso.
"Estamos adotando um novo modelo de gestão para a Diretoria de Tecnologia da SEA. Após várias tentativas com modelos tradicionalistas e, agora, motivados por algumas tendências de mercado, caminhamos rumo a uma estratégia que apelidamos de "Gestão Ágil". Afinal, acreditamos que a condução de toda a área aproxima-se mais ao ato de dirigir um veículo, recheado de eventos assíncronos, do que ao seu processo de construção, previsível e determinístico.(…)"
"Se hoje eu entrar na sala de aula de qualquer universidade e perguntar quem quer ser empreededor, acredito que poucos demonstrarão interesse. Entretanto, em verdade em verdade eu vos digo: aquele que não souber empreender, queimará no purgatório da subserviência até que a asas da previdência os leve ao "conforto" da inatividade.(…)"
"Gostaria de dar meu depoimento em relação à boa experiência que tivemos numa reunião num cliente, utilizando práticas ágeis no desenvolvimento dum projeto.(…)"
"Por muito tempo estivemos melhorando nosso processo de desenvolvimento de software, treinando mais as equipes, aperfeiçoando nossas atividades, nossa documentação e mesmo assim nossa taxa de sucesso nos projetos era a mesma de qualquer empresa, segundo o Standish Group.(…)"
"(…)A SEA, já há algum tempo, vem incentivando seus colaboradores e parceiros a desenvolverem habilidades empreendedorísticas essenciais às atividades de consultoria especializada por ela executada. Vários posts já foram publicados no blog público da SEA e constantes incentivos são dados para a elaboração de projetos de pesquisa e para a condução autônoma dos projetos em execução. Agora, a fim de galgar mais um degrau nessa escala de capacitação profissional, a empresa traz uma nova modalidade de incentivo à atividade empreendedora.(…)"
"(…)É um tipo habilidade que a gente valoriza bastante aqui na SEA. Em geral valorizamos habilidades sociais, tanto quanto as técnicas. Como mencionei outro dia num email cá entre nós:
Vc sabe programar muito bem? Bom pra vc.
Vc conhece as API’s de cór e salteado? Bom pra vc.
Vc tem iniciativa, criatividade, coragem e astúcia? Bom para o projeto.(…)"
Adoraríamos também ouvir seus comentários a respeito. Estamos de portas abertas para apresentação do modelo SEA de operacionalização e gestão. Colaboração é a palavra-chave. Queremos um mundo melhor e acreditamos que só chegaremos lá se formos juntos.
Um abraço.

