Link Latte

Posted by Willi Wed, 21 Oct 2009 12:19:00 GMT

Tenho citado o Blog da SEA como meio para os candidatos conhecerem mais a empresa pra verem se se identificam e querem trabalhar aqui. Na verdade, acho que o conteúdo e todo nosso blog que é o verdadeiro “manual do SEArense”…
Existem alguns valores que podem ser inferidos de todos os posts e que gostaríamos que todos sentissem da mesma forma aqui. (Enfim, viagens à parte, vamos em frente.)

Só que temos alguns importantes posts (IMHO) do Blog velho que raramente são revistos, salvo quando os referenciamos vez ou outra. Comecei a tuitar alguns, vi que era coisa demais (e o Twitter é descartável demais como fonte), então resolvi escrever esse post só com as referências deles, pra quem tiver interesse em conhecer a SEA, como as coisas aconteceram por aqui, como somos, nossa forma de pensar e etc.


E vários outros lá no nosso blog velho… Aproveitem, é nossa experiência sendo oferecida de graça!

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PS: Os comentários podem ser deixados aqui.

Torna-te, pois, responsável 3

Posted by Alê! Mon, 27 Jul 2009 11:51:00 GMT

Torna-te, pois, responsável.

Apesar de tendência ao colapso, ainda acreditamos na Filosofia 2.0.


Definitivamente, cremos que empresas modernas devem quebrar suas barreiras egocêntricas, fomentar a opinião crítica de sua equipe, digeri-las e agir de acordo. Como dizem no mundo do Software Livre, nenhuma idéia é melhor que a idéia de todos nós juntos. Estamos falando dos princípios da Web 2.0, onde a empresa deixa de ser o núcleo emanador de verdades e torna-se a infra-estrutura viabilizadora  do desenvolvimento de sua comunidade.

Transparência vs Compromisso

Numa empresa 2.0 (por mais que não tenham ainda formalizado este conceito), a gestão estratégica do negócio recebe influências diretas de seu nível operacional. Democracia a parte, não é novidade o incômodo trazido pelo modelo. Incômodo ainda maior, quando o bombardeio de críticas é acompanhado de descompromisso. Afinal, nossa cultura é mestre em seu senso crítico evasivo.

Adoramos condenar o escalão político sem, no entanto, nos lembrarmos que nosso voto o compôs e, pior, sem nos dispormos agir de alguma forma para sua reconstituição moral. Repare em nossa sociedade. O papel acusador é vivido do mais pobre ao mais rico, do mais estudado ao menos, e todos compartilham, majoritariamente, a síndrome do ‘não é problema meu’. O problema da limpeza da cidade é do prefeito, não meu. A insegurança do condomínio é problema de seu síndico, não meu. A guerra no trânsito é culpa dos motoristas de transporte coletivo, obviamente, não meu. E, no senso comum, tropeços na gestão empresarial, é problema de seus dirigentes, não meu.

Mas não é nisso que o pensamento 2.0 acredita. O Scrum, representante deste movimento, ilustra muito bem a situação com a estória do porco e da galinha.



Não queremos crítica por crítica. Queremos crítica construtiva, preferencialmente de pessoas devidamente compromissadas com seus resultados. O poder de voz não é gratuito. Grande carga de responsabilidade o acompanha.

O que faz todo o modelo tender ao colapso é o descompromisso dos participantes. Como galinhas, muitos querem se envolver na discussão, julgando e criticando, mas poucos estão realmente dispostos às últimas consequências de seus atos. Sendo desta forma, não se atinge um equilíbrio na balança da discussão vs ação. Empresas modernas precisam muito mais de gente que faz do que de gente que fala.



Experimentamos nos últimos 4 anos a realização do planejamento estratégico da empresa com todos, absolutamente todos, os seus integrantes. Muitos gostam do processo, simpatizam-se com a disposição da empresa em a todos ouvir, mas também muitos negam-se a participar pela impressão de haver muita ideologia e pouco resultado prático do processo.

Discussão vs Ação

Passei muitos anos de minha vida em busca de idéias brilhantes e crente em sua escassez. De uns tempos pra cá, entretanto, percebi que o que nos falta não são ieias, mas capacidade de realização.

Quando se abre as portas da gestão estratégica para a discussão coletiva, o que se busca, nas entrelinhas, é maior apoio para a construção de um mundo novo. Sim, a opinião coletiva é importante mas, muito mais relevante é o apoio braçal para realização de parte do que fora discutido.

Então, críticas sem compromisso em nada contribuem. Não adianta 20 pessoas aparecerem com mil pedras e sugestões de melhorias e pensarem que 3 colegas serão suficientes para implementá-las. Queremos gente que compre a briga conosco e que lute ao nosso lado. Esta é a contrapartida ao direito de voz.

Não é raro ouvir que “aqui nesta empresa, muito se fala, mas pouco se faz” sem que o interlocutor, inadvertidamente, se dê conta que grande parcela do “muito se fala” e da responsabilidade pelo “pouco se faz” está em seu poder. Então, antes de muito propor, verifique sua capacidade de contribuição com a proposta.  E, antes de criticar a pouca realização, examine sua consciência e confirme sua isenção de culpa. Se sua incapacidade de contribuição em ideias está limitada por questão financeiras ou sociais, busque-as, viabilize-as. Se sua contribuição com planos do passado não tem sido expressiva, reinvente-se. Se todo o fardo do desenvolvimento corporativo estiver sobre seus ombros, reivindique! Tudo isso faz parte das responsabilidades cotidianas do chamado “gestor” que agora, quer compartilhá-las com todos.

Há aqueles que acreditem que novas ideias ou modelos de trabalhos só serão implementados se promulgados pela alta gestão do negócio. Nada mais 1.0 a dizer. Esses ainda acreditam no poder e certamente estão alheios aos novos valores da adminsitração moderna que define a autoridade e a liderança como palavras de ordem. A gestão moderna não é uma atividade resumida ao preenchimento de planilhas e acompanhamento de gráficos. É a arte da socialização, da articulação política e da resolução de conflitos.

Portanto, pare de culpar o mundo pelas suas mazelas. Culpe a si mesmo. Busque no alto escalão apoio para a eliminação de obstáculos, e não decretos imperativos de transformação. Faça amigos e influencie pessoas. Desenvolva sua capacidade de convencimento. Seja líder. Seja um empreendedor


Tu te tornas eternamente responsável
por aquilo que cativas.


Como bem já disse o Serge, não basta só a Empresa ser 2.0. É preciso que seu Pessoal também o seja. É preciso que se desenvolva a Aptitude 2.0.

Nota pra mim mesmo: discutir no próximo post como incentivar a Aptitude 2.0.

[]s

É meu e ninguém tasca! 3

Posted by Alê! Mon, 15 Jun 2009 12:46:00 GMT

É meu e ninguém tasca! Obrigado a todos que colaboraram na discussão sobre o Colapso 2.0.  Prossigamos com o raciocínio….

No post anterior eu falei do nosso fomento à cultura do empreendedorismo, do maior comprometimento e cumplicidade que se cria entre equipes e empresa e a crescente tensão gerada pela redução das diferenças de poder entre todos.


No processo de comprometimento crescente das equipes, naturalmente, aos poucos, desenvolve-se o senso crítico a respeito da distribuição de responsabilidades e de lucros, da propriedade do patrimônio em construção e das práticas até então em uso.
(…)
quanto mais 2.0 a empresa for, mais poder seu pessoal terá. Quanto mais poder, mais críticos serão. Quanto mais críticos, mais tenso será o ambiente e mais insustentável tornar-se-á a situação, até o ponto em que uma grande decisão há de ser tomada: corta-se as asinhas assanhadas de todos e retorna-se ao estilo padrão de empresa, ou acata-se a todos os bombardeios e promove-se uma grande revolução interna.


Obviamente, como bem disse @FabricioBuzeto em seu comentário, nenhum dos extremos é uma escolha inteligente. É óbvio que não vamos abandonar agora todo o processo e prol do comodismo fabril 1.0. Por outro lado, também não parece ser uma descisão esperta incentivar a ingerência anárquica e desmedida. @RicardoFunke foi bem feliz em sua citação.

Na vida, sempre temos que escolher entre o que é fácil e o que é certo!


E, neste mar de questões, temos quebrado a cabeça em busca de alguma proposta coerente com nossa filosofia e com a necessidade de sobrevivência empresarial.

Por nossa filosofia, as equipes devem ser autônomas para a definição dos melhores métodos e técnicas para seus projetos e acreditamos que essa autonomia não deve ser dada arbitrariamente, mas conquistada pelo mérito. Mas, para sobrevivência empresarial, esta autonomia não deve sobrepor as prioridades financeiras e estratégicas da empresa.

A questão meritocrática foi discutida no Manifesto 2.0. Mérito se conquista de diversas formas, mas todas convergem à confiança. Disso, fica explícita a grande barreira do empresariado 1.0 em atribuir autonomia a seus times. Se autonomia se conquista por mérito e mérito é uma questão de confiança, enquanto não houver cumplicidade integral entre a alta gestão e os grupos operacionais, dificilmente haverá a plena confiança e, logicamente, nunca se estabelecerá o livre direito às equipes de de fazer e acontecer.

Aos olhos externos, toda essa discussão parece superficial e muito óbvia de ser resolvida (aliás, conduzir uma empresa/equipe/família, de uma forma geral, é muito óbvio até você ter a sua própria). Mas pense comigo: um belo dia, você, profissional de sucesso, resolve abdicar de todas as benesses que o status lhe confere, sair de sua zona de conforto e iniciar a construção de um negócio próprio. Imediatamente, seus rendimentos mensairs serão reduzidos a 50, 30 ou 25% do anterior. Em pouco tempo, a alegria  de não ter chefe é cedida à cobrança constante e intensa de seus poucos clientes conquistados a ferro e fogo.  A muito custo e pauladas, o negócio começa a entrar nos trilhos e você vê um pequeno ponto luminoso no fim do túnel. Daí, insurge um movimento que reivindica mais direitos e maior autonomia para conduzir parte do *seu* negócio o.O. Pombas, não foi o sangue deles que escorreu para que sua empresa chegasse até aqui. Não tiveram o salário reduzido a 1/4 para garantir a sobrevivência do empreendimento. Por que raios então que agora chegam, a esta altura do campeonato, e ainda pedem pra sentar na janelinha? Você, como empresário, não se sentiria desconfortável e não ficaria com a pulga atrás da orelha? Você como mãe ou pai, não se sentiria insultado se um desconhecido lhe desse pitacos sob a criação de sua criança de 6 anos de idade? Exageros e sofismas a parte, acho que é mais ou menos este o sentimento que paira sob uma mente da maioria dos donos de empresa.

Voltando à questão, você daria este voto de confiança a pessoas que não carregaram a mesma cruz que você? Quais serão suas verdadeiras expectativas? Será que realmente têm valor a agregar ao negócio ou não passam de oportunistas embebedados por ideais comunistas com grande potencial de destruir retroceder sua empresa? Mantendo a metáfora, uma doméstica com 6 meses de casa tem ou não autonomia para conduzir a parte da educação de seus filhos? São essas as questões que fazem com que as empresas de hoje seja como são.

Ouvi recentemente um empresário dizendo que não abre mão do controle de sua área por não acreditar que outras pessoas terão a mesma capacidade de gestão que a sua. Ignorando a prepotência e arrogância, até que faz sentido. Mas então, como resolver a grande questão do universo sem rachá-lo ao meio?

Dizer que o poder deve ser igualmente repartido dentro da empresa, independente de raça, cor, credo, formação e salário não vale, pois isso significaria uma mudança de paradigma tão, mas tão grande, que talvez apenas 0.0001% das empresas do mundo aceitariam fazer. Seria o extremismo que o @FabricioBuzeto mencionou em seu comentário no post anterior. Então, como chegar a um meio termo?

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Idéias antigas, práticas novas 2

Posted by Alê! Tue, 08 Jul 2008 10:53:00 GMT

Eu tenho falado da filosofia ágil por todo lugar que passei ultimamente e, após uma ou outra olhada torta, a conclusão coletiva sempre tem sido simpática aos valores defendidos.

Em alguns lugares mais tradicionalistas, disseram que já ouviram esse discurso N vezes na história da computação e que, no fundo, todo mundo está atrás da qualidade e produtividade no desenvolvimento de software. Até acredito nisso, mas tenho uma tendência a acreditar mais no momento atual do que nas tentativas de outrora. Nós da SEA não vivemos todas as "grandes idéias" do passado, mas estamos participando do momento atual e temos observado grandes resultados na pele.

Como César Brod, colunista da tradicionalíssima lista Dicas-L, do colega Rubens Queiroz, bem disse, metodologias ágeis de desenvolvimento não se aplicam apenas para software. E ele exemplifica isso com o caso da Alaska Airlines que, utilizando-se de técnicas muito utilizadas em projetos Scrum, otimizaram seus procedimentos de atendimento. E, para engrossar o coro, compartillho experiência semelhante que temos tido na própria gestão da área técnica da SEA.

Bem que tentamos implantar vários procedimentos administrativos, burocráticos, taylorianos no passado. Por alguma razão, ainda desconhecida, falhamos todas as vezes. Pode ser porque não estudamos Administração de Empresas, ou não. De fato, isso sempre era visto como a causa óbvia de todos nossos problemas, até que arriscamos experimentar algo diferente.


Nos últimos tempos, sob a luz dos valores ágeis, não apenas solucionamos 80% dos conflitos tolos existentes na área, como também apresentamos índices de evolução e satisfação do grupo nunca antes observados. Ainda há muito o que melhorar, sem dúvida mas, mantidas suas devidas proporções, só tenho a acreditar que aquele pensamento "old-school" está  muito comprometido.

Hoje somos muito mais democráticos, decisões são tomadas muito mais rápidas e a máquina, definitivamente, anda. Reveja alguns posts que já fizemos aqui e entenda melhor o caso.

Mudanças na TEC

"Estamos adotando um novo modelo de gestão para a Diretoria de Tecnologia da SEA. Após várias tentativas com modelos tradicionalistas e, agora, motivados por algumas tendências de mercado, caminhamos rumo a uma estratégia que apelidamos de "Gestão Ágil". Afinal, acreditamos que a condução de toda a área aproxima-se mais ao ato de dirigir um veículo, recheado de eventos assíncronos, do que ao seu processo de construção, previsível e determinístico.(…)"

 Empreender faz sentido

"Se hoje eu entrar na sala de aula de qualquer universidade e perguntar quem quer ser empreededor, acredito que poucos demonstrarão interesse. Entretanto, em verdade em verdade eu vos digo: aquele que não souber empreender, queimará no purgatório da subserviência até que a asas da previdência os leve ao "conforto" da inatividade.(…)"

Depoimento pró-agilidade

"Gostaria de dar meu depoimento em relação à boa experiência que tivemos numa reunião num cliente, utilizando práticas ágeis no desenvolvimento dum projeto.(…)"

Por que mudar?

"Por muito tempo estivemos melhorando nosso processo de desenvolvimento de software, treinando mais as equipes, aperfeiçoando nossas atividades, nossa documentação e mesmo assim nossa taxa de sucesso nos projetos era a mesma de qualquer empresa, segundo o Standish Group.(…)"

SEA: um celeiro de idéias

"(…)A SEA, já há algum tempo, vem incentivando seus colaboradores e parceiros a desenvolverem habilidades empreendedorísticas essenciais às atividades de consultoria especializada por ela executada. Vários posts já foram publicados no blog público da SEA e constantes incentivos são dados para a elaboração de projetos de pesquisa e para a condução autônoma dos projetos em execução. Agora, a fim de galgar mais um degrau nessa escala de capacitação profissional, a empresa traz uma nova modalidade de incentivo à atividade empreendedora.(…)"

Pessoas auto-gerenciáveis

"(…)É um tipo habilidade que a gente valoriza bastante aqui na SEA. Em geral valorizamos habilidades sociais, tanto quanto as técnicas. Como mencionei outro dia num email cá entre nós:
Vc sabe programar muito bem? Bom pra vc.
Vc conhece as API’s de cór e salteado? Bom pra vc.
Vc tem iniciativa, criatividade, coragem e astúcia? Bom para o projeto.(…)"


Adoraríamos também ouvir seus comentários a respeito. Estamos de portas abertas para apresentação do modelo SEA de operacionalização e gestão.  Colaboração é a palavra-chave. Queremos um mundo melhor e acreditamos que só chegaremos lá se formos juntos.

Um abraço.