Escolhas 2.0 13

A princípio, meu instinto sugeriu-me falar sobre o Manifesto
2.0
(texto,
slides,
vídeo),
no qual discuto
uma nova escola de pensamento da indústria de TI
mas,
refletindo sobre a missão principal das Empresas Juniores e
no
público presente, não julguei o tema
como o mais
adequado à situação. Haveria ali muita
gente de
outras áreas que pouco compreenderiam
situações
específicas do universo do desenvolvimento de software,
além de vários estudantes com ainda pouca estrada
para de fato se sensibilizarem com a necessidade de um mundo
2.0.
Pensei então naquela palestra sobre Empreendedorismo
2.0, que realizei no UniCEUB
há algumas semanas
atrás, mas também logo desanimei, por me tocar
que, para
aqueles que estão começando uma
carreira, empreendedorismo é algo ainda muito
distante
de seu
horizonte de visão. Seria primeiro necessário
discutir
com esses alunos o que lhes acontecerá ao longo da vida
profissional e os vários caminhos que o mercado lhes tem a
oferecer. E foi então que nasceu esta
apresentação, que chamei de Escolhas 2.0, pingada
de
clichês motivacionais, mas repleta do meu mais sincero
voto (e testemunho)
a todos os presentes.
Em síntese, minha mensagem foi a seguinte:
- Todos passamos por fases profissionais.
- Em todas as fases, teremos desafios.
- É importante compreendermos a lógica de cada fase para não nos afogarmos (e sermos vencidos) em seus desafios.
- A superação de desafios é, na verdade, a nossa busca por melhor qualidade de vida (sucesso, paz, estabilidade, equilíbrio).
- Temos que atingir esta qualidade de vida num contexto capitalista, que rege toda a lógica do mundo ocidental.
- Neste contexto, o empreendimento de idéias é o caminho mais viável para nossos objetivos finais.
- Ao empreender, empreenda conforme os princípios 2.0.
[]s
Link Latte
Tenho citado o Blog da SEA como meio para os candidatos conhecerem mais a empresa pra verem se se identificam e querem trabalhar aqui. Na verdade, acho que o conteúdo e todo nosso blog que é o verdadeiro “manual do SEArense”…
Existem alguns valores que podem ser inferidos de todos os posts e que gostaríamos que todos sentissem da mesma forma aqui. (Enfim, viagens à parte, vamos em frente.)
Só que temos alguns importantes posts (IMHO) do Blog velho que raramente são revistos, salvo quando os referenciamos vez ou outra. Comecei a tuitar alguns, vi que era coisa demais (e o Twitter é descartável demais como fonte), então resolvi escrever esse post só com as referências deles, pra quem tiver interesse em conhecer a SEA, como as coisas aconteceram por aqui, como somos, nossa forma de pensar e etc.
- Pessoas auto-gerenciáveis
- Aprendendo a aprender
- Empreender faz sentido
- SEA, um celeiro de idéias
- Independência e Interdependência
- SEA’s Way of life
- A verdadeira liderança
- Falácias na Gestão de Pessoas
E vários outros lá no nosso blog velho…
Aproveitem, é nossa experiência sendo oferecida de
graça!
[]s
PS: Os comentários podem ser deixados aqui.
SINFORM, Ágiles e RailsSummit 4

A maratona começou em Ilhéus/BA, com a IX
Semana de Informática da UESC,
na qual apresentei uma palestra
sobre Computação Invisível
e um mini-curso
de Ruby e Rails.
Além da turma da organização do evento, que fez um trabalho sensacional, conheci outras grandes figuras: Camilo Lopes (IBM), Hugo Santana (Google) e o Prof. Aquiles Burlamaqui (UFRN). Foi um prazer, caras!

Na sequência, descemos pra Florianópolis/SC para participar do Ágiles2009, o principal evento de metodologias ágeis da América Latina, no qual falamos do Manifesto 2.0 e do paradoxo Agilidade x Licitações.
Rolou até uma sessão de dojo no evento!

Impressionou-me neste encontro a qualidade das discussões e
o nível da galera presente. Em especial, encantou-me o
discurso do
Roy Singham, CEO da ThoughtWorks,
não apenas pela presença de palco e pela
habilidade de condução da palestra mas,
principalmente, pela grande intersecção do que
ele falou com o que nós temos falado no Manifesto
2.0. \o/ Se alguém tiver
gravado, dá um toque, por favor!
Ah, e aproveito pra mandar um salve pro Samuel Crescêncio
(@screscencio), Victor Hugo (@victogh) e pro Bruno Ghisi (@bghisi).
Muitíssimo obrigado pela recepção
fantástica que nos deram. Vocês são
foda!

Por fim, seguimos pra São Paulo/SP, para participar do
RailsSummit
2009 que, IMHO é,
atualmente, o melhor evento de
TI do Brasil. Apesar de não estarmos na
programação oficial da conferência,
tivemos a oportunidade de novamente falar do Manifesto 2.0
como uma lightning talk, que os
amigos da BlueSoft fizeram o gentil favor de filmar e publicar.
Manifesto 2.0 no Rails Summit 2009 por Alexandre Gomes from Bluesoft on Vimeo.
E, por falar em empreendimento, deve rolar no próximo ano um evento sobre Empreendedorismo em TI. Fiz essa sugestão ao final da palestra do @viniciusteles e a galera comprou a idéia. Muito provavelmente, será no Rio. Atentem-se!
E, por falar em @viniciusteles, ele o @akitaonrails fizeram as melhores palestras do evento, em minha humilde opinião. Portanto, não percam a oportunidade de assisti-los.
As demais apresentações já estão disponíveis aqui. O @leozera nos fez um ótimo review do primeiro e do segundo dia, com links para os slides e tudo mais. Outras impressões sobre o evento podem ser vistas no TrendTime.
A turma da @sea_tecnologia foi, gostou e indica a quem se interessar.

2010
Finda a maratona, é hora de retornar à vida real,
responder alguns emails e preparar o espírito para 2010 que,
AFAIK, já conta com:
- Março - Maré de Agilidade (Belo Horizonte/MG)
- Abril - MaréDeAgilidade.Gov.Br (Brasília/DF)
- ?? - Maré de Agilidade (Florianópolis/SC)
- Junho - Ágil Brasil (Porto Alegre/RS)
- Agosto - Bundle Maré de Agilidade + Oxente Rails (Natal/RN)
- Setembro - DevInRio (Rio de Janeiro/RN)
- Outubro - Ágiles (Lima/Peru), RailsSummit (São Paulo/SP)
Como diria o Guapo, e vamo que vamo!
[]s
Torna-te, pois, responsável 3
Definitivamente, cremos que empresas modernas devem quebrar
suas
barreiras egocêntricas, fomentar a opinião
crítica de sua equipe,
digeri-las e agir de acordo. Como dizem no mundo do Software Livre,
nenhuma idéia é melhor que a idéia de
todos nós juntos. Estamos
falando dos princípios da Web 2.0,
onde a empresa deixa de ser o núcleo emanador de verdades e
torna-se a infra-estrutura
viabilizadora do
desenvolvimento de sua comunidade.
Transparência vs Compromisso
Numa empresa 2.0 (por mais que não tenham ainda formalizado este conceito), a gestão estratégica do negócio recebe influências diretas de seu nível operacional. Democracia a parte, não é novidade o incômodo trazido pelo modelo. Incômodo ainda maior, quando o bombardeio de críticas é acompanhado de descompromisso. Afinal, nossa cultura é mestre em seu senso crítico evasivo.Mas não é nisso que o pensamento 2.0 acredita. O Scrum, representante deste movimento, ilustra muito bem a situação com a estória do porco e da galinha.
Não queremos crítica por crítica. Queremos crítica construtiva, preferencialmente de pessoas devidamente compromissadas com seus resultados. O poder de voz não é gratuito. Grande carga de responsabilidade o acompanha.
O que faz todo o modelo tender ao colapso é o descompromisso dos participantes. Como galinhas, muitos querem se envolver na discussão, julgando e criticando, mas poucos estão realmente dispostos às últimas consequências de seus atos. Sendo desta forma, não se atinge um equilíbrio na balança da discussão vs ação. Empresas modernas precisam muito mais de gente que faz do que de gente que fala.

Discussão vs
Ação
Passei muitos anos de minha vida em busca de idéias
brilhantes e crente em sua escassez. De uns tempos pra cá,
entretanto, percebi que o
que nos falta não são ieias, mas capacidade de
realização.
Quando se abre as portas da gestão estratégica
para a discussão coletiva, o que se busca, nas entrelinhas,
é maior apoio para a construção de um
mundo novo. Sim, a opinião coletiva é importante
mas, muito mais relevante é o apoio braçal para
realização de parte do que fora discutido.
Então, críticas sem compromisso em nada
contribuem. Não adianta 20 pessoas aparecerem com mil
pedras e sugestões de melhorias e pensarem que 3 colegas
serão suficientes para
implementá-las. Queremos gente que compre a briga conosco e
que lute ao nosso lado. Esta é a contrapartida ao direito de
voz.
Não é raro ouvir que “aqui nesta empresa, muito
se fala, mas pouco se faz” sem que o interlocutor, inadvertidamente, se
dê conta que grande parcela do “muito se fala” e da
responsabilidade pelo “pouco se faz” está em seu poder.
Então, antes de muito propor, verifique sua capacidade de
contribuição com a proposta. E, antes
de criticar a pouca realização, examine sua
consciência e confirme sua isenção de
culpa. Se sua incapacidade de contribuição em
ideias está limitada por questão financeiras ou
sociais, busque-as, viabilize-as. Se sua
contribuição com planos do passado não
tem sido expressiva, reinvente-se. Se todo o fardo do desenvolvimento
corporativo estiver sobre seus ombros, reivindique! Tudo isso faz parte
das responsabilidades cotidianas do chamado “gestor” que agora, quer
compartilhá-las com todos.
Há aqueles que acreditem que novas ideias ou modelos de
trabalhos só serão implementados se promulgados
pela alta gestão do negócio. Nada mais 1.0 a
dizer. Esses ainda acreditam no poder
e certamente estão
alheios aos novos valores da adminsitração
moderna que define a autoridade
e a liderança
como palavras
de ordem. A gestão moderna não é uma
atividade resumida ao preenchimento de planilhas e acompanhamento de
gráficos. É a arte da
socialização, da
articulação política e da
resolução de conflitos.
Portanto, pare de culpar o mundo pelas suas mazelas. Culpe a si mesmo.
Busque no alto escalão apoio para a
eliminação de obstáculos, e
não decretos imperativos de
transformação. Faça amigos e influencie
pessoas. Desenvolva sua capacidade
de convencimento. Seja
líder. Seja um empreendedor.

“Tu te tornas eternamente responsável
por aquilo que cativas.”
Nota pra mim mesmo: discutir no próximo post como incentivar a Aptitude 2.0.
[]s
É meu e ninguém tasca! 3
No post anterior eu falei do nosso fomento à cultura do empreendedorismo, do maior comprometimento e cumplicidade que se cria entre equipes e empresa e a crescente tensão gerada pela redução das diferenças de poder entre todos.
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No processo de comprometimento crescente das equipes, naturalmente, aos poucos, desenvolve-se o senso crítico a respeito da distribuição de responsabilidades e de lucros, da propriedade do patrimônio em construção e das práticas até então em uso. (…) quanto mais 2.0 a empresa for, mais poder seu pessoal terá. Quanto mais poder, mais críticos serão. Quanto mais críticos, mais tenso será o ambiente e mais insustentável tornar-se-á a situação, até o ponto em que uma grande decisão há de ser tomada: corta-se as asinhas assanhadas de todos e retorna-se ao estilo padrão de empresa, ou acata-se a todos os bombardeios e promove-se uma grande revolução interna. |
Obviamente, como bem disse @FabricioBuzeto em
seu comentário,
nenhum dos extremos é uma escolha
inteligente. É óbvio que não vamos
abandonar agora
todo o processo e prol do comodismo fabril 1.0. Por outro lado,
também não parece ser uma descisão
esperta
incentivar a ingerência anárquica e desmedida.
@RicardoFunke foi bem feliz em sua citação.
![]() |
Na vida, sempre temos que escolher entre o que é fácil e o que é certo! |
E, neste mar de questões, temos quebrado a cabeça
em
busca de alguma proposta coerente com nossa filosofia e com a
necessidade de sobrevivência empresarial.
Por nossa filosofia, as equipes devem ser autônomas para a
definição dos melhores métodos e
técnicas para seus projetos e acreditamos que essa autonomia
não deve ser dada arbitrariamente, mas conquistada pelo
mérito. Mas, para sobrevivência empresarial, esta
autonomia não deve sobrepor as prioridades financeiras e
estratégicas da empresa.
A questão meritocrática foi discutida no Manifesto 2.0.
Mérito se conquista de diversas formas, mas todas convergem
à confiança.
Disso, fica explícita a grande barreira do empresariado 1.0
em atribuir autonomia a seus times. Se autonomia se conquista por
mérito e mérito é uma
questão de confiança, enquanto não
houver cumplicidade integral entre a alta gestão e os grupos
operacionais, dificilmente haverá a plena
confiança e, logicamente, nunca se estabelecerá o
livre direito às equipes de de fazer e acontecer.
Aos olhos externos, toda essa discussão parece superficial e
muito óbvia de ser resolvida (aliás,
conduzir uma empresa/equipe/família, de uma forma geral,
é muito óbvio até você ter a
sua própria). Mas
pense comigo: um belo dia, você, profissional de sucesso,
resolve abdicar de todas as benesses que o status lhe confere, sair de
sua zona de conforto e iniciar a construção de um
negócio próprio. Imediatamente, seus rendimentos
mensairs serão reduzidos a 50, 30 ou 25% do anterior. Em
pouco tempo, a alegria de não ter chefe
é cedida à cobrança constante e
intensa de seus poucos clientes conquistados a ferro e fogo.
A muito custo e pauladas, o negócio
começa a entrar nos trilhos e você vê um
pequeno ponto luminoso no fim do túnel. Daí,
insurge um movimento que reivindica mais direitos e maior autonomia
para conduzir parte do *seu*
negócio o.O. Pombas, não foi o sangue deles que
escorreu para que sua empresa chegasse até aqui.
Não tiveram o salário reduzido a 1/4 para
garantir a sobrevivência do empreendimento. Por que raios
então que agora chegam, a esta altura do campeonato, e ainda
pedem pra sentar na janelinha? Você, como
empresário, não se sentiria
desconfortável e não ficaria com a pulga
atrás da orelha? Você como mãe ou pai,
não se sentiria insultado se um desconhecido lhe desse
pitacos sob a criação de sua criança
de 6 anos de idade? Exageros e sofismas a parte, acho que é
mais ou menos este o sentimento que paira sob uma mente da maioria dos
donos de empresa.
Voltando à questão, você daria este
voto de confiança a pessoas que não carregaram a
mesma cruz que você? Quais serão suas verdadeiras
expectativas? Será que realmente têm valor a
agregar ao negócio ou não passam de oportunistas
embebedados por ideais comunistas com grande potencial de destruir retroceder
sua empresa? Mantendo a metáfora, uma doméstica
com 6 meses de casa tem ou não autonomia para conduzir a
parte da educação de seus filhos? São
essas as questões que fazem com que as empresas de hoje seja
como são.
Ouvi recentemente um empresário dizendo que não
abre mão do controle de sua área por
não acreditar que outras pessoas terão a mesma
capacidade de gestão que a sua. Ignorando a
prepotência e arrogância, até que faz
sentido. Mas então, como resolver a grande
questão do universo sem rachá-lo ao meio?
Dizer que o poder deve ser igualmente
repartido dentro da empresa, independente de raça, cor,
credo, formação e salário
não vale, pois isso significaria uma mudança de
paradigma tão, mas tão grande, que talvez apenas
0.0001% das empresas do mundo aceitariam fazer. Seria o extremismo que
o @FabricioBuzeto mencionou em seu comentário no post
anterior. Então, como chegar a um meio termo?
[]s
O Colapso 2.0? 7

Que redondo que nada.
O fácil é ser quadrado.
Há muito que tentamos na SEA desenvolver um modelo
diferenciado de gestão, no mínimo, mais divertido
e sustentável que as formas tradicionais que vemos por
aí. O percurso, entretanto, é árduo e,
depois de tantos tropeços, começa-nos a ficar
bastante clara a razão pela qual a grande parte das empresas
optam pelas receitas de sempre, chatas, burocráticas e
quadradas. É muito mais simples.
Já fizemos vários
relatos
aqui
no
blog
de
iniciativas
internas
rumo à Emrpesa
2.0 e até fomos
reconhecidos oficialmente por
algumas dessas investidas. A proposta é de extremo
romantismo e nos custa vários novos cabelos brancos a cada
dia. Para cada nova proposta inovadora de gestão, um mol
de desafios e questões nos saltam à frente a
espera de solução. E, depois de alguns anos
acreditando e insistindo nesta filosofia, percebemos o porquê
de empresas lideradas por pessoas tão modernas renderem-se a
modelos tão antigos, industriais, hierarquizados,
centralizados e de comando e controle.
Talvez um dos nossos principais discursos internos seja o fomento
à atividade
empreendedora (lembrando que
empreendedor é diferente de empresário).
Há bastante tempo atrás lançamos o
primeiro programa interno de
incentivo ao desenvolvimento de idéias pessoais.
Não necessariamente estejamos nos referindo ao modelo
70-20-10 do Google, mas
gostaríamos que o pessoal da SEA pensasse além de
suas rotinas operacionais.
Infelizmente, já faz algum tempo dessa primeira proposta e
até hoje o modelo não se consolidou.
Não sabemos ao certo a verdadeira razão e por
isso viemos a público abrir a discussão na
certeza de que suas consequências terão grande
poder transformador na qualidade de vida de todos nós.
O Colapso 2.0
A filosofia ágil e suas generalizações
e derivações, sob a luz do Manifesto
2.0, sugere a maior
independência e autonomia das equipes de trabalho. Na SEA,
vamos além, promovendo esses atributos
democráticos aos níveis mais
estratégicos da organização. E, para
alegria de uns e tristeza de outros, cada vez mais este processo parece
ser irreversível. Alegria pois é de conhecimento
público desde os estudos
de Maslow, e recentemente reforçado por Asproni,
que os fatores de satisfação
profissional e pessoal não estão essencialmente
fundados nas premiações financeiras, mas em
elementos subjetivos relacionados à
percepção do indivíduo à
sua condição de trabalho, favorecidos pela
manutenção de um ambiente democrático,
fértil ao desenvolvimento e crescimento profissional.
Tristeza pois cada nova liberdade dada aumenta o poder das pessoas no
processo produtivo, tornando a máquina, aos olhos 1.0,
vulnerável a muito mais riscos que outrora.
Quando as pessoas se envolvem num processo de tomada
democrática de decisões e
definição estratégica, de
transparência de todos os ciclos empresariais, de autonomia
dos grupos e de total liberdade de expressão, é
natural sua maior cumplicidade junto à empresa. Para quem
busca maior comprometimento (e não apenas envolvimento) de
seu time, essa é uma receita de mão cheia. Por
conseguinte, quanto maior a cumplicidade, menor é a
extensão vertical da pirâmide organizacional e
maior é o sentimento de igualdade entre todos,
até que se percebe que todos são iguais, mas uns
são mais iguais que outros, e aí
começam os problemas.
No processo de comprometimento crescente das equipes, naturalmente, aos
poucos, desenvolve-se o senso crítico a respeito da
distribuição de responsabilidades e de lucros, da
propriedade do patrimônio em construção
e das práticas até então em uso. E
é aí que eu digo. Ser transparente,
dói. Ser democrático, dói. Tratar
todos com indistinção de [coloqueaquitudooqueestiverprevistono_Art.3oda_constrituição]
mais formação profissional e cargo na empresa,
é um sofrimento. Abre-se margem para as mais severas
críticas e questionamentos sobre tudo aquilo até
então estabelecido. E você, gestor 2.0, deve estar
totalmente disposto a ouvir e discutir.
Acontece, no entando, que o modelo começa a tender ao
colapso. Pois, quanto mais 2.0 a empresa for, mais poder seu pessoal
terá. Quanto mais poder, mais críticos
serão. Quanto mais críticos, mais tenso
será o ambiente e mais insustentável
tornar-se-á a situação, até
o ponto em que uma grande decisão há de ser
tomada: corta-se as asinhas assanhadas de todos e retorna-se ao estilo
padrão de empresa, ou acata-se a todos os bombardeios e
promove-se uma grande revolução interna.
Você, como empresário, que tanto suou pra chegar
até aqui, o que faria?

[]s
Empreendedorismo em Votuporanga 1
Conforme anunciado no post Gestão heurística, ágil e premiada, seguem slides da apresentação que fizemos em 31/10/2008 no Encontro Regional de Empreendedorismo em Votuporanga/SP.
[]s
Gestão heurística, ágil e premiada 2
Diz o dito popular que a unanimidade é burra. Outro, bem clichê por sinal, diz que se você segue o caminho que todos seguem, chegará não mais que onde todos chegaram.
No livro (e filme) Uma mente brilhante, de Sylvia Nasar, a história (verídica) de John Nash mostra bem isso. Nash, Nobel de Economia, não gostava de assistir aulas. Por ele, seguir o raciocínio dos mestres podaria-lhe a criatividade, levando-o às mesmas interpretações, dificuldades e limitações. Por isso, gostava de descobrir tudo por conta própria. O modelo mais heurístico possível. Ele acreditava que assim poderia ir mais longe.
Na SEA, o que inicialmente nos parecia uma grande fraqueza, se tornou, com o tempo, um dos nossos maiores diferenciais. A empresa começou sem qualquer capacitação administrativa. Sentíamos muito medo disso. Sem conhecer as seculares teorias de Fayol, Taylor et. al., certamente estaríamos condenados e engrossaríamos logo as estatísticas de mortalidade empresarial do SEBRAE. Entretanto, os fatos nos demonstrou outra faceta da situação. Como não conhecíamos nenhum modelo tradicional, consolidado e sólido de gestão, acabamos desenvolvendo o nosso próprio jeito de trabalhar, extremamente inspirado pela filosofia new-school e integralmente baseado em tentativas e erros.
Ninguém descorda de que a empresa parecia o caos, até que em 2006, de forma totalmente inexperada, fomos surpreendidos com o Prêmio Êxito Empresarial, na categoria de prestadores de serviços, concedido pelo SEBRAE e parceiros.

Segundo notícia de lançamento do Prêmio,
"As cinco empresas vencedoras, uma em cada categoria (indústria, comércio, serviços, agronegócio/rural e empreendedorismo social), serão as que se destacarem por uma melhor abordagem dos critérios considerados na avaliação, que são: liderança, estratégias e planos, clientes, sociedade, informações e conhecimentos, pessoas e processos, pondo em prática medidas que garantem o sucesso dos seus empreendimentos no mercado."

Depois deste feito, passamos a observar com mais carinho tudo o que tínhamos feito até então. Na prática, estávamos nada mais nada menos do que trazendo para o mundo administrativo conceitos da comunidade de software livre, da filosofia ágil e dos princípios lean.
Hoje, falamos disso aos quatro ventos. A última ocasião foi no Encontro Nacional de Empreendedores Juniores, onde tivemos um caloroso feedback. Já a próxima apresentação será em Votuporanga, no Congresso Regional de Empreendedorismo. Clique no convite abaixo para mais detalhes.

Definitivamente, o caminho pro sucesso não é necessariamente único.
Se quiser saber mais, deixe-nos um comentário.
[]s

