O AntiAgileBrazil 2010 6

Posted by Willi Thu, 08 Jul 2010 17:11:00 GMT

Calma pessoal, deixa eu esclarecer o título primeiro: não vou meter pau no evento que foi um sucesso absoluto, e de que inclusive fui um dos organizadores! =) Na verdade, li tantos bons relatos (li todos os 34 que estão nessa lista, e incluirei o meu como 35o.), que resolvi só relatar aqui o que não foi dito em algum deles, a título de curiosidade mesmo… Um título mais adequado seria "o outro lado do Agile Brazil", ou "o que ainda não foi dito…", mas não ia ficar tão legal! A idéia foi inspirada na antibiblioteca do Umberto Eco.

Se você não foi e quiser sentir um pouco do clima do evento antes de ler o resto do post, assista a esse filme produzido pela galera da @bluesoftbr, que a gente admira muito.

Agile Brazil 2010 from Bluesoft on Vimeo.

Tem outro falando do evento no Blog deles. Altamente recomendado! =)

Na verdade eu tinha muito interesse em ler os relatos pra saber o feedback dos participantes, e inclusive saber o que rolou e aprender com os outros palestrantes, pois as únicas apresentações em que estive presente 100% do tempo foram a minha com o Alê e a do Klaus! =P Faz parte!

Comecemos do início, que não foi na terça-feira dia 22/06, mas dia 09/10… de 2009! No Ágiles2009, quando o Rafael falou conosco da SEA sobre a idéia do evento, e fiquei encarregado de ser o nosso representante no evento. Em novembro começaram as reuniões de planejamento entre os organizadores, que eram via skype, e para esse evento de apenas 4 dias, foram 8 meses de preparação…

Esse é o primeiro ponto que vou destacar: a necessidade de bastante tempo pra organizar algo dessa grandeza.

Inclusive a duração do evento foi muito discutida: Muita gente pediu mais dias de evento e menos threads paralelas (inclusive indo até o sábado, que de fato é boa idéia). Hoje é possível pensar no assunto e tomar algumas medidas, a gente já sabe que deu certo uma vez e tem tudo pra dar certo de novo - aliás, o que vocês acham? 5 dias? menos threads?

Mas imaginem pensar nisso quando nem se sabia se teríamos verba/público/local e etc?
Fazer um evento pela primeira vez é meio que Campo dos Sonhos - "se você construir, eles virão"! Tem que ter uma dose de fé e coragem! A gente já tem essa experiência dos Marés, e felizmente tem dado tudo certo. Sinal de que há uma grande demanda reprimida pelo assunto. Muitos patrocinadores inclusive já têm interesse em continuar no ano que vem, alguns inclusive ampliando a participação.

Dimensionamos o evento inicialmente pra aproximadamente 500 pessoas, com salas menores, onde ocorrem normalmente os Agile Weekends. Para nossa surpresa, as vagas se esgotaram e ainda restou uma lista de espera de mais de 200 pessoas, o que nos deu confiança para tentar um local novo. O detalhe é que isso ocorreu bem perto do evento e há um grande mérito do Rafael e da PUC terem gerenciado essa mudança de grande impacto. No final, foram aproximadamente 815 pessoas ao evento, fazendo deste, o maior já ocorrido na América Latina no contexto de métodos ágeis. (Viu? Mudanças são boas! =)

Continuando, no começo tinha um grupo grande de organizadores, que se auto-organizaram sob a coordenação do Rafael Prikladnicki e restaram 14 que estavam realmente comprometidos.


Foto do @screscencio
Mas olha, bota comprometido nisso! Na verdade esse é outro ponto que merece destaque: uma equipe nota 1000! Foi realmente um privilégio trabalhar com esse povo. Todos altamente solícitos, comprometidos, atenciosos, dedicados, batalhadores, colaborativos, sinérgicos, amigáveis… Apesar de milhares de e-mails trocados (+8000) e diversas conversas por skype, não me lembro de sequer um desentendimento entre nós. Repito aqui - foi um privilégio trabalhar com vocês.

Dessa turma, só não conhecia antes a Teresa e o Paulo Caroli, que vim a conhecer na primeira reunião presencial do grupo, na segunda-feira antes do primeiro dia do evento, como o Giovanni destacou.

Conhecemos o local que seria nosso "QG", onde teríamos rádios disponíveis, anotaríamos decisões, recados, =), =( , faríamos dipés a cada coffee e intervalo [Comunicação em abundância - outro destaque!], e conhecemos também o Marcos e a Vanessa, do cerimonial da PUC, que foram também essenciais para o sucesso do evento (Obrigado a vocês!) Foi uma lição nossa contratar um cerimonial, ajudou demais.

Sala QG  Dipé
QG e Dipé dos organizadores

Depois, óbvio, churrascaria! (Vocês viram no vídeo acima).
No dia seguinte (terça 22/06), curso de CSM, CSPO e o nosso de XP. A curiosidade do curso é que foram trocados diversos e-mails, fizemos uma reunião via skype mas acabou que tudo foi resolvido só numa dipé 20 minutos antes da aula começar.
 

6 instrutores que nunca tinham dado esse curso juntos, tinha muita coisa que podia dar errado, mas graças à experiência de todos com o assunto e habilidades interpessoais desenvolvidas (sem egos atrapalhando o andamento), parece que deu tudo certo! Pelo menos o feedback que tivemos.
Apesar disso, na reunião de retrospectiva que fizemos após o evento, todos nós concordamos que deu certo, foi legal, mas admitimos que é melhor não brincar mais disso! =) Talvez tenha sido a primeira e única vez que tenhamos feito isso.

Depois, mais comilança, vinho, mais conversas muito interessantes, mais gente se conhecendo, licor cascata - tá, isso vocês viram em outros posts, assim como o curso do David Hussman (cara muito legal, comunicativo, sem estrelismos - "The Dude"), e a comilança do dia seguinte (quarta, 23/06).

Na quinta, 23/06, primeiro dia de palestras do evento, keynote do político Mr. Fowler (nem vou colocar foto), uns gostaram, outros acharam superficial - sem novidades, a frase dele que mais foi repetida foi "se algo causa dor, faça mais vezes", ou algo assim - só recomendo que não usem fora do contexto, como com a namorada/mulher…. não vai colar… =P

Durante o keynote, o Manuel Pimentel me convovou pra organizarmos uns Open Spaces que já estavam prometidos, entre eles o do Manifesto 2.0. Ali mesmo percebemos que em nenhum momento, todos os envolvidos poderiam estar disponíveis para participar, então resolvemos fazer naquele dia mesmo, eu coordenaria uma sala e daria uns "pulos" nos Open Spaces. Espero que os palestrantes da sala que coordenei não tenham se importado com minha ausência.

Mesmo me ausentando das salas, não deu pra participar muito discussões. Não li muito a respeito, mas parece que foram bem legais. Acompanhei um pouco o do Manifesto, que lotou, e um pouco o dos Marés, em que experiências foram trocadas entre o pessoal de BH (Marcos), Belém (pessoal do Tá Safo), Floripa (Ismael), Curitiba (Jonas) - ficou faltando o pessoal da Giran, do Maré-Vix.

     

Ainda na manhã, tinha que acertar os últimos detalhes da apresentação que faria (como comentarista), com o Alê. Fizemos isso durante a apresentação do Flávio Steffens de Castro, pois seria na mesma sala logo em seguida. Foi um recorde do Alê usar só 8 slides (normalmente são 200). O que faltou em slide, sobrou em polêmica, com direito a represálias (dizem por aí - e se for verdade, o lado bom é que finalmente fomos ouvidos!). Falamos da postura do governo em afirmar que desenvolvimento de software é serviço comum, não é predominantemente intelectual porque segue métodos, protocolos e técnicas pré-estabelecidas…


Essa era a vista que eu tinha da sala!

Fiquei de comentarista porque a apresentação que submeti não poderia entrar, pois só poderíamos participar uma vez palestrando. Essa foi uma regra criada pela organização que concordei e apoiei, mesmo tendo sido prejudicado por ela. O que aconteceu foi que, com tantos "feras" na organização, a primeira versão da grade praticamente era preenchida em sua maioria com nossos nomes. Tinha pouca renovação. Achamos que seríamos criticados por ter sido "panela", mesmo com a avaliação das submissões tendo sido feita por terceiros. Também gostaríamos de dar oportunidade a pessoas novas da comunidade, para fortalecê-la. Afinal, um dia também nos foi dada uma oportunidade que abraçamos e fizemos valer.

Apesar de mesmo assim termos tido críticas (teríamos de qualquer maneira), acho que foi um ótimo trade-off. Afinal, isso contribuiu para uma participação massiva, divulgação em grupos mais isolados, quem ficou de fora vai ter sempre muitas oportunidades de palestrar (e aparecer), e o pessoal novo que mandou mal, já está na nossa lista negra. =)

Outra crítica é que tinha muita apresentação iniciante. Acho pertinente, apesar de vermos que sempre há muita gente interessada, ainda entrando nesse mundo. O fato é que, conforme cometários do próprio Bruno Pedroso, que foi ao XP2010, não tem havido muitos avanços no conhecimento sobre Agile. O que tem rolado é reforço das técnicas já consagradas e muito "mais do mesmo"… Talvez no WBMA tenha surgido inovação, mas de lá não tivemos retrospectiva senão boa presença de público.

Falando em Bruno, a palestra dele também teve uma boa repercussão. O tempo era curto pra construir o raciocínio elaborado que ele desenvolveu, mas por trás de toda filosofia apresentada, havia uma idéia muito simples (da qual só me interei no sábado seguinte, numa conversa no carro), e aposto que ele teria prazer em discutir horas com interessados sobre o assunto (dinâmico x estático).

À noite rolou o John Bull com boa parte da turma… Aliás, só tinha a galera do evento lá e mais, no máximo, 10 outros perdidos. Rolaram altos papos cabeça. Essas oportunidades de conversar, conhecer o pessoal, trocar idéias; na minha opinião, são as melhores partes do evento. 

[Não rolou Antônio Nunes! Se tivesse rolado, poderíamos classificar o Agile Brazil como um "Marézão"]

Último dia do evento, 24/06, sexta, keynote com o Philippe Kruchten (também brother, só que às vezes dá umas viajadas no meio das conversas), e depois o Brasil NÃO jogou.

À tarde, a palestra do Manoel Pimentel sobre coaching foi muito bem comentada. Aliás, tenho visto uma atuação crescente de coaching nessa área. Acho que tem a ver com Agile ser uma cultura, e nada como um coach pra facilitar transferência de cultura e adaptação de comportamento. Vivemos esse desafio de expansão atualmente na SEA, e o limite é justamente o tempo de transferência da cultura SEArense entre novos colaboradores.

Ao final do evento, pelo menos para a maioria dos 800 participantes, um keynote excepcional do Klaus Wuestefeld (precursor do XP no Brasil), feito em notepad!! =D Foi muito sagaz mesmo, também muito bem comentado - um diferencial do evento.
Um dos pontos altos foi quando ele fez uma analogia entre cozinha de solteiro que mora sozinho (e vai acumulando bagunça, e chega uma hora que a gente quebra o miojo no meio pra fazer na leitera porque não tem mais panela limpa), e código sem refactoring. Muita gente se identificou e riu.  Essas sacadas são preciosíssimas na hora de argumentarmos com nossos clientes. Foi perfeito! Outra coisa foi o aprendizado por osmose: também muito bem encaixado.
Ele contou sua carreira e substituiu os 5 valores do XP por 2: Learning e Coolness, que foi traduzido como "Aprendizado e Ducaralhisse".


Depois agradecimentos, vídeo do Ken Schwaber prometendo participar do Agile Brazil 2011, brindes, fotos, uma retrospectiva dos organizadores muito bem conduzida pelo Paulo Caroli em que levantamos algumas melhorias e lições que já foram destacadas aqui, e muito prazer e orgulho de ter participado disso tudo.



Eis que nasce um novo movimento!

Após tudo isso, ainda restou oportunidade para alguns dos momentos mais nobres e mais filosóficos de todo evento: Fomos a outro restaurante, mais comilança, mais vinho e mais conversa. Conversa essa que perdurou num pequeno grupo, que saiu do restaurante e foi filosofar mais no Dado Pub. O Dado Pub fechou mas a conversa não acabou. Foi parar no saguão do Hotel e lá a conversa durou até precisamente 4:10 da matina (Timebox sugerido pelo Rodrigo de Toledo, que viajaria pra casa logo em seguida de manhã cedo). Assim nasceram os Agilistas Anônimos! =D

 


Que foi outro acontecimento brilhante, graças ao Agile Brazil 2010.

E que venha o próximo!

[]’s
Willi

AgileBrazil 2010

Posted by Alê! Sat, 19 Jun 2010 20:13:00 GMT

AgileBrazil

Há 8 meses atrás, durante o Ágiles’2009, plantava-se a semente do maior evento genuinamente brasileiro sobre agilidade, então batizado de AgileBrazil (não confunda com o Agile Brazil 2009).




De lá pra cá, foram mais 8.000 emails trocados, mais de 15 conf calls, cerca de 850 inscrições, 150 submissões, 7 delas vindas do exterior, 23 empresas e 6 universidades palestrantes. Para quem já se envolveu na organização de eventos, sabe a trabalheira que dá e, dados esses números, tem-se uma noção do baita feito atingido pela equipe de organização. Um salve para todos que trabalharam duro para presentear a comunidade brasileira com um encontro de tão alto nível!

Dairton Bassi Daniel Wildt Danilo Sato Giovanni Bassi
Hugo Cobucci Luiz Parzianello Manoel Pimentel Mariana Bravo
Paulo Caroli Rafael Prikladnicki Renato Willi Rodrigo de Toledo
Samuel Crescêncio Teresa Maciel



O evento já começa nesta próxima semana, em Porto Alegre/RS, com 2 dias de cursos e outros 2 de palestras.


A presença de alguns figurões do mundo do desenvolvimento de software, como Martin Fowler, Philippe Kruchten e Klaus Wuestefeld, aliada à possibilidade de intercâmbio de ideias com uma das comunidades mais ativas desses dias, faz do AgileBrazil uma oportunidade única para aprendizado e expansão do networking.

A SEA estará palestrando em dose dupla na 5ª-feira, 24/06. 

Pra você, desenvolver software é atividade intelectual? Pro Governo Brasileiro, não.
Alexandre Gomes e Renato Willi, 24/06 às 11:45hs

A mentalidade industrial de nossos legisladores desenham um futuro cataclítico para a TI no setor público. Em recente debate aberto em um órgão do governo, fomos surpreendidos com afirmações dignas de 30 anos atrás. Como atores diretos deste segmento, indignamo-nos com o desejo generalizado de se fazer sempre mais do mesmo e a displicência dos envolvidos com todas as tendências pró-agilidade, sustentabilidade e eficiência que emergem mundo afora. Iremos continuar o raciocínio iniciado no evento Agiles´2009, na palestra sobre Licitações Ágeis, revisando cada conceito relacionado, analisando a atual Lei de Licitações, refletindo sobre o que deve levar pessoas tão inteligentes a pensarem desta forma e sobre como podemos mudar a inércia da máquina pública rumo ao colapso.

Arrumando a cozinha com Pomodoro, GTD, TDD e Scrum
Bruno Pedroso, 24/06 às 18:15hs

Essa palestra apresentará as metodologias Pomodoro, GTD, TDD e Scrum enquanto peças de um sistema metodológico integral. Serão apresentadas em uma visão geral e contextualizadas no novo modelo de trabalho que se desenvolve no início desse século. Serão evidenciadas suas semelhanças e os princípios em comum que as tornam coesas em um sistema com características fractais, ou auto-similares.



Deu vontade de ir? Acho ainda dá tempo. Bora lá!




Maré BH e Maré VIX 1

Posted by Alê! Tue, 18 May 2010 11:12:00 GMT

Maré BH e Maré VIX


A maré tá cheia, iô iô!
A maré tá cheia, iá iá!


Duas edições do Maré de Agilidade estão prestes a acontecer e você é nosso convidado de honra!

Com uma pré-organização invejável, Belo Horizonte/MG  sai na frente, nos dias 20, 21 e 22/05, inaugurando a pegada social do evento e sua distribuição online por streaming de vídeo para diversas outras cidades de dentro e fora do estado de Minas Gerais. Na semana seguinte, 29/05, é a vez de Vitória/ES, que levará ao litoral capixaba um time de primeiríssima divisão para networking e troca de conhecimento com o público local.



A 5ª Edição do Maré trás em seu gene a comunidade e as parcerias bem-sucedidas das edições anteriores, fazendo desta uma edição tradicionalmente mineira. Nos corredores, o “dedo de prosa” será o construtor  de networks e em torno de uma mesa, o “café com pão de queijo” fortalecerá parcerias e formará amizades.

O Maré de Agilidade mantém-se fiel a seu objetivo de disseminar Metodologias Ágeis em todas as regiões do país. Assim, chega a Vitória em sua sexta edição.



Dia 20/05
08:00 - Abertura e Credenciamento
08:00 - Márcio Sete: Gestão ágil de projetos com Scrum
19:00 - Éder Frances: Principais Problemas do Product Owner

Dia 21/05
08:00 - Abertura e Credenciamento
08:00 - Marco Mendes: Arquiteturas ágeis      
19:00 - Rodrigo Yoshima: TDD com Java    
19:00 - Mácio Sete: Visual Studio Team System com SCRUM

Dia 22/05
07:00 - Abertura e Credenciamento
08:00 - Manoel Pimentel: Coaching e Facilitação de Equipes Ágeis
09:00 - Guilherme Silveira: Deploy contínuo - pois integração contínua não basta
10:00 - Coffee Break
10:30 - Carlos Barbieri e Isabela Fonseca: MPS.BR com metodologias ágeis
11:30 - Rodrigo Yoshima: Implantando Scrum - experiências de um Agile Coach
12:30 - Almoço
13:30 - Leandro Ângelo: Ágil: Previsibilidade & CMMi, como ficam?
14:30 - Heitor Horiz: Planejamento e Estimativas em Projetos Ágeis
15:30 - Pedro Valente: PO na prática
16:30 - Coffee Break
17:00 - Renato Willi: Agilidade e Licitações
18:00 - Alexandre Gomes: Escolhas 2.0
19:00 - Cristiano Lopes: Carreira Profissional – escolha o seu sucesso
20:00 - Encerramento / #horaextra
Dia 29/05
08:00 - Recepção, credenciamento e coffee break
09:00 - Abertura oficial
09:20 - Palestra: Um Produto em duas semanas
por Guilherme Silveira, da Caelum
10:20 - Palestra: Negociação de contratos de projetos ágeis por Paulo César M Jeveaux, da Giran
11:20 - Palestra: TDD e Zero Defeito por Fabrício Matos, da Qualidata
12:30 - Parada para o almoço
14:00 - Palestra: Domain-Driven Design por Denis Ferrari, da Mindworks
15:00 - Palestra: a definir por Guilherme Chapiewski, do Yahoo!
16:00 - Coffee break
16:30 - Mesa redonda com Guilherme Silveira, Guilherme Chapiewski, Fabrício Matos, Paulo César M Jeveaux e Denis Ferrari
17:30 - Sorteios e confraternização

Pra você, o que é o Maré?

Durante a preparação dessas duas edições houve um intenso debate na lista de organização do evento sobre a real essência da iniciativa. De uma thread de quase 80 mensagens, colhi alguns depoimentos que me resgataram o orgulho de ser parte deste movimento. Até poema saiu! :-)

Maré de Amizade
Sensações permitidas por distancia,
sem pensar em quando ou como,
razões ou consequências

Só por brincar, unir, falar,
querer, fazer, correr, pular,
a noite ou dia, tanto faz

indivíduos em grupo
respeitando e sendo respeitados
concorrendo e cooperando
convivendo e aproveitando

sentindo as consequências da alegria
forçar a querer mais a cada dia
vivendo um dia de cada vez
em cada porto em que se achegam

na maré de amizade

http://pastie.org/948493

O que me fez vestir a camisa do Maré foi que, o Maré era (é) um dos poucos eventos (se não o único) onde eu via que, por mais que cada um dos palestrantes/organizadores tivessem abordagens e propostas diferentes em volta de Agile (prática), todos estavam alinhados quanto aos valores. Isso era perceptível para mim, e de um valor inestimável.
O Maré também era (é) o evento em que ninguém estava ali para se promover, para alimentar seu ego…mas sim para “trocar idéias com essa galera que é massa demais e que tem uma corrente de respeito mútuo”.
Seria (será) muito triste começar a visualizar na grade do Maré pessoas que claramente querem se promover ou alimentar seu ego. Ou aqueles que querem mostrar que sabe mais que o outro. Ou que está ali para falar mal do X ou Y.
Eu gosto do Maré porque aprendo muito a cada palestra do Ale Gomes, Willi, Bruno, Victor, Manoel, Serghe (e outros), e vejo que a galera que estava ali também estava querendo aprender com você.
Eu gosto do Maré porque é um evento “leve”, como tomar cerveja no buteco (com U mesmo, aquele pé-sujo da esquina), onde as pessoas que estão ali não querem saber se você é advogado, doutor, programador, padeiro, mecânico…no buteco todo mundo é igual, e todos estão ali para alegrar seu sábado e bater um bom papo.
Ou seja, eu gosto do Maré por causa dos valores e das pessoas! A partir do momento em que esses dois não estiverem mais presentes, para mim deixou de ser Maré.
O Maré pra mim é uma confraternização entre pessoas que gostam, ou querem conhecer a “cultura ágil”.
O Maré pra mim é como um show de rock underground com o palco baixo, onde a galera ta ali sobe pra cantar junto, e a interação com a galera é muito próxima e transparente, muitas vezes você até conhece os caras da banda, ou a galera que ta lá pra assistir o show.
O Maré pra mim é a discussão e inovação na forma de divulgar e difundir um conhecimento ou cultura.
O Maré pra mim é conhecer pessoas novas e trocar ideias e conhecimento com elas.
O Maré pra mim é o bUteco que você encontra amigos e faz novos amigos, que te ajudam a crescer e ver realidades diferentes com muitas coisas em comum, além de te levarem pra casa depois de extrapolar na bebida….hehehehehe!!!
O Maré pra mim é a reunião de pessoas engajadas no movimento e por pessoas que querem conhecer o movimento.
O Maré é um evento 2.0, extrovertido, sem frescura, inovador e de muito conteúdo!!!
Eu já participei de muitos eventos, eventos de muitos tamanhos e formatos, mas nenhum deles tem o espírito que o Maré teve pra mim…participei do Maré Fortaleza e Belém que fui organizador e mesmo em Fortaleza eu não conhecendo a maior parte da galera eu ainda assim me senti em um evento diferente dos que eu já havia participado, devido esse jeitão Maré de ser (Willi no curso de XP - “Esse é o JEITÃO XP de fazer Software”)…essa é a identidade do Maré pra mim. Aqui em Belém qualquer estresse e trabalho que tivemos foi compensado pela experiência de ter feito um Maré com o jeitão Maré de ser!
Maré é o Labo B da coisa toda
Eu vou pra Maré não pra ouvir a palestra do Willi, mas pra conhecer a Lucília, o Sanches, o Milfont, os Lucianos (CE e BA), a Pamela, o Natanael e todos aqueles que não temos a oportunidade de conhecer no eixo mainstream de eventos.


E pra você, o que é o Maré?

Maré de Agilidade, 5ª ed., em BH

Posted by Alê! Sun, 02 May 2010 23:00:00 GMT

Maré de Agilidade em BH

Yes, nós temos Manifesto! 3

Posted by Willi Mon, 26 Apr 2010 16:01:00 GMT

Olá pessoal,

Está publicada a versão em português do Brasil do Manifesto Ágil em http://www.agilemanifesto.org/iso/ptbr

Mais um trabalho feito com a colaboração da Comunidade Ágil Brasileira.

Todo trabalho de tradução em grupo é complicado por conta de regionalismos, opiniões pessoais, várias versões equivalentes, complementos de idéias e etc. Sabemos que é impossível agradar a todos e que algumas questões ainda ficaram em aberto, mas nossa intenção desde o início foi passar as idéias do manifesto e seus princípios de forma fidedigna à original.

E nesse critério, acho que obtivemos um grande sucesso.

Meus agradecimentos especiais para:

  • José Peleteiro
  • Heitor Roriz
  • Flávio Steffens de Castro
  • Luiz Cláudio Parzianello
  • Rafael Prikladnicki
  • Mariana Bravo
  • Dairton Bassi
  • Rafael Sabbagh Armony
  • André Faria Gomes
  • Cecília Fernandes
  • Rodrigo Toledo
  • Manoel Pimentel
  • Guilherme Silveira
  • Wescley Costa
  • Marcelo Andrade
  • Christian Peixoto
  • Hugo Corbucci
  • Henrik Kniberg

E todos os demais que participaram do trabalho com paciência, colaboração e compreensão.

[]s

Willi

Certificações Ágeis a preço de banana

Posted by BrunoPedroso Sun, 11 Apr 2010 20:45:00 GMT

Este é sem dúvida um título que chama bastante atenção e atrai muita gente pra ler o post. Mas porque será? Porque certificações são tão atraentes?

Não sei se vc já ouviu falar, mas estão sendo criadas mais algumas certificações ágeis,o que é uma ótima notícia para aqueles que gostam de adquiri-las (eu particularmente estou mais excitado com o lançamento do iPad), e muito pano pra manga para discussões acaloradas.

Reflita um pouco antes de continuar: que critério podemos usar para reconhecer a qualidade técnica de um profissional (especificamente no contexto do desenvolvimento Ágil)? De onde vem a necessidade da nossa indústria que fez surgir as certificações? Dos contratantes em potencial ou das empresas que certificam? Elas estão sendo efetivas em resolver os problemas a que se propõem? Quem deveria decidir sobre esses critérios e como as pessoas devem ser avaliadas?

Ao mesmo tempo - isso parece que não tem sido tão comentado, não sei porquê - a comunidade internacional Ágil tem se organizado em uma espécie de iniciativa open-source para a definição dos critérios de mérito profissional, em resposta às iniciativas comerciais que estão por aí. E é sobre essa "resposta" que gostaria de comentar aqui.

Tenho passado o olho no resumo das mensagens da lista e no wiki que está sendo gerado, e estou achando fabulosa a forma de trabalho do grupo, o clima construtivo do projeto e seu resultado, que na minha humilde opinião, promete bastante!

O projeto é uma resposta importantíssima, fundamental para o equilíbrio do eco-sistema, e que vemos com frequência no mundo do software livre, onde já estamos acostumados a reconhecer seu valor. Porém, a filosofia do software livre aplicada ao desenvolvimento de um conceito social altamente relevante - critérios de mérito profissional - ainda é uma manifestação relativamente rara, nova, ou pouco observada, no mínimo.

Estamos acostumados desde que nascemos a ver as regras sendo definidas "de cima pra baixo", seja por meio do castigo dos pais, das normas corporativas, do poder econômico ou do código de leis. Não costumamos ver a comunidade se organizando efetivamente para definir as regras do jogo, mas tenho a impressão de que veremos isso cada vez mais, e que processos participativos e meritocráticos serão talvez o centro da convivência humana em um futuro bem próximo.

Enquanto isso, adoraria ver mais brasileiros envolvidos no projeto!

Dojo SEA 2010 1

Posted by BrunoPedroso Mon, 11 Jan 2010 13:43:00 GMT

Salve!

Vamos reiniciar as atividades do DojoSEA essa semana, com uma reunião aberta (estão todos convidados).

Quarta-feira, dia 13/jan/2010

Às 17:00

Na SEA (CLN 110 - em cima do Marvin)

 

Nossa atividade para essa primeira reunião do ano será:

- Assistir ao Screencast de JQuery do peepcode e discutir;

- Conversar sobre as atividades para esse ano;

 

Sejam todos muito bem vindos !

 

 

Lean em 4 minutos 13

Posted by Willi Wed, 02 Dec 2009 12:10:00 GMT

Uma interpretação muito pessoal do Lean…

 

E em inglês…

 

Agilidade & Licitações 14

Posted by Willi Tue, 03 Nov 2009 17:57:00 GMT

Estamos numa espécie de cruzada na resolução deste problema, tão maior que a gente, que é o de se trabalhar utilizando metodologias ágeis no governo. As dificuldades são enormes, e ainda não há solução satisfatória, mas em que ponto estamos no momento?

No Ágiles 2009, fizemos uma apresentação sobre este tema (abaixo).

Seguida pela entrevista do Alê pelo Luiz, da Bluesoft:

Entrevista com Alexandre Gomes da SEA Tecnologia no Ágiles 2009 from Bluesoft on Vimeo.

Resumindo a conversa, devido a uma combinação de várias Leis e acórdãos do TCU, o Governo passou a considerar desenvolvimento de software como sendo um serviço comum, sendo obrigado a ser adquirido via pregão. E a unidade de software licitada é normalmente baseada numa métrica, a maioria Pontos por Função.

Uma das conseqüências do uso de pregões para aquisição de software tem sido a diminuição da necessidade de comprovações técnicas, que ocorriam nas licitações do tipo técnica e preço. Por exemplo, onde antes se pedia MPS.BR nível A, hoje aceita-se qualquer certificação MPS.BR. O mesmo vale para o CMMI. E também já faz algum tempo que certificações de profissionais não são mais pedidas como critérios de pontuação técnica, visto que a empresa não precisa ter o profissional contratado antes do início do projeto. As comprovações técnicas dos profissionais são pedidas no momento do contrato, já definido o ganhador do pregão.

Um dos objetivos dos órgãos públicos estarem diminuindo esses critérios para participação é permitir a concorrência entre mais empresas e diminuir o preço do serviço, visto que este é considerado serviço comum. Isso tende a diminuir a força e a fatia de mercado de médias e grandes empresas dentro das áreas de Tecnologia da Informação do governo (será que estavam satisfeitos com elas?). Mas vamos analisar a questão de serviço comum por um instante.

A Lei nº 10.520/02, define que bens e serviços comuns são aqueles cujos padrões de desempenho e qualidade possam ser objetivamente descritos no edital, por meio de especificações usuais no mercado. Mas observem nos slides os “objetivos” padrões de desempenho e qualidade que caracterizam software como serviço comum (e tirem suas próprias conclusões).

Acreditamos que ainda existem algumas fragilidades nessas definições para podermos considerar desenvolvimento de software como serviço comum. Por exemplo: concordamos que haver mecanismos de gestão do projeto favorece que os projetos estejam mais sob controle e que documentação aumente as chances do sistema ser melhor manutenível, mas e se forem mal planejados? Quais são os critérios de qualidade de um plano? Ou de um documento de visão? Ou de um documento de arquitetura? Quando existem, são caracterizados pela presença de tópicos (ex: documento de visão ter definição do problema, necessidades, características e definição dos usuários) e validação de um profissional. Mas isso não seria ainda muito subjetivo? Você pode definir mal o problema, as necessidades e mesmo assim esses tópicos constarem no documento. E a documentação também pode ficar obsoleta. O profissional vai usar quais critérios objetivos para validar a documentação? O mesmo vale para os questionários e aceites normalmente utilizados.

Reiterando: consideramos todos esses mecanismos válidos para aumentar as chances da qualidade do resultado, mas ainda não podem ser considerados como definitivos para tal finalidade. Por isso proporemos novos critérios, baseados em métricas de qualidade como cobertura de testes e taxa de duplicidade do código que, assim como os atuais, também favorecerão a qualidade do software entregue, bem como manutenibilidade e documentação do código.

É claro que pode-se ter um software 100% coberto por testes e ainda assim estes testes serem ruins. Nenhuma métrica totalmente objetiva jamais será perfeita. O fato é que haver testes automatizados no software aumenta as chances de ele ter qualidade, ser melhor documentado e mais manutenível ao longo do tempo.

Observe que estes critérios não resolveriam o problema da qualidade no momento da contratação, pois as métricas só seriam aferidas nas entregas. Mas, ao longo do tempo, descartando-se as empresas que não entregam software com qualidade (por exemplo, numa eventual fase de homologação), haveria uma adaptação dos produtos e do mercado para uma realidade melhor.

Por que o interesse nesses novos critérios? Porque apesar das boas intenções, as conseqüências desse formato de contratação não têm sido boas. Os preços de fato caíram muito, mas muitas empresas não estão conseguindo entregar os sistemas. E muitas delas entregam sistemas de qualidade muito ruim, o que em muitos casos deverá resultar em nova contratação para o mesmo projeto (Isso já foi noticiado na imprensa.). Ou seja, não está havendo economia de fato. Acreditamos que esse modelo tende a colapsar. Ainda há necessidade de adaptação a esse novo formato, e acreditamos que estas métricas de qualidade de código contribuem para isso.

Outra razão (mais particular), é que nós trabalhamos com testes automatizados, sabemos que isso favorece a qualidade dos sistemas e sabemos o quanto isso melhoraria os sistemas que têm sido desenvolvidos para a população. Só que até então, não observamos nenhum retorno desse diferencial. O desenvolvimento está nivelado por baixo. Então a idéia é tangibilizar essa qualidade para que seja valorizada e requerida em editais, para que todos que trabalham como trabalhamos e agregam o valor que agregamos no código possam se beneficiar disso.

Portanto, nossa próxima batalha é essa: tangibilizar a qualidade que dizemos agregar, de forma a contribuir para aumentar a qualidade do serviço de desenvolvimento de software prestado ao Estado. Depois, tentar sensibilizar o governo em quanto a isso, para que possa melhorar seus editais de contratação (quiçá, Acórdãos e Leis!). Quem tá junto nessa?
Já existe um grupo discutindo isso. Se tiver interesse em participar, mande um e-mail para renato ponto willi arromba seatecnologia ponto com ponto br.

[]s
Willi

O Trabalho no mundo 2.0

Posted by Alê! Mon, 26 Oct 2009 11:10:00 GMT

O Trabalho no mundo 2.0

O Bruno fez um post expetacular em seu blog pessoal relacionando vários ingredientes hackers com a tendência 2.0. Vale muito a pena conferir. Vejam:




Nessa virada de século, o Trabalho (com T maiúsculo) passa por um processo de reformulação comparável ao que aconteceu na revolução industrial. A demanda por trabalhos criativos e a situação global como um todo mostram a necessidade de reformular os antigos processos e métodos à luz de mudanças importantíssimas que vêm ocorrendo em nossa sociedade, em especial o surgimento da Internet e todas suas consequências. O desenvolvimento de software e a cultura hacker possuem papel fundamental nessa mudança, assim como o próprio uso de computadores e programas pela sociedade. Fazem surgir - dentre outras coisas - novas técnicas, métodos, metodologias e processos de trabalho mais afins com a natureza do que estamos realizando (a sociedade como um todo), as quais cito nesse texto, por enquanto, apenas como fonte de pesquisa, motivação e conselho.”

Continue a leitura do artigo no blog eXPresso Capital.