Link Latte

Posted by Willi Wed, 21 Oct 2009 12:19:00 GMT

Tenho citado o Blog da SEA como meio para os candidatos conhecerem mais a empresa pra verem se se identificam e querem trabalhar aqui. Na verdade, acho que o conteúdo e todo nosso blog que é o verdadeiro “manual do SEArense”…
Existem alguns valores que podem ser inferidos de todos os posts e que gostaríamos que todos sentissem da mesma forma aqui. (Enfim, viagens à parte, vamos em frente.)

Só que temos alguns importantes posts (IMHO) do Blog velho que raramente são revistos, salvo quando os referenciamos vez ou outra. Comecei a tuitar alguns, vi que era coisa demais (e o Twitter é descartável demais como fonte), então resolvi escrever esse post só com as referências deles, pra quem tiver interesse em conhecer a SEA, como as coisas aconteceram por aqui, como somos, nossa forma de pensar e etc.


E vários outros lá no nosso blog velho… Aproveitem, é nossa experiência sendo oferecida de graça!

[]s



PS: Os comentários podem ser deixados aqui.

[Cobertura FISL 10] Netbooks com a Beagleboard

Posted by Eduardo Marques Sat, 27 Jun 2009 19:32:00 GMT

Agora o Assunto é Beagleboard.


Acabei de assistir a palestra do Francisco Alecrim sobre a Beagleboard. A primeira impressão é boa por que tinha muita gente interessada no assunto. O auditório não era muito grande, mas estava cheio. O Alecrim, começou arrumando todo o ambiente para fazer as demonstrações. De início parece uma parafernalha sem fim espalhada, mas só depois percebi que ele guarda todas as coisas para sua demonstração numa pequena frasqueira. Dessa forma, 5 minutos depois, o ambiente já estava pronto, e começou a apresentação.

O Francisco trabalha no OpenBossa que é uma divisão do INdT(Instituto Nokia de Tecnologia) voltada para o desenvolvimento de soluções open source.

Então ele começa explicando que a principal aplicação futura de variantes da Beagleboard, ou melhor, de placas de desenvolvimento com processadores OMAP (Cortex- A8 da família 3), são a criação dos novos netbooks. Ele faz a demonstração de um netbook chamado de Touch Book, que deve ser lançado em meados de 2010 e cujo o hardware interno é exatamente igual a uma beagleboard, com uma extensão na placa principal. Uma das suas principais características é a duração de sua bateria que é de aproximadamente 15 horas, o que serve para demonstrar como o consumo dessa placa é baixo.

Logo depois Alecrim começou a discutir sobre a utilização de linux em dispositivos embarcados, principalmente os voltados para Beagleboard e para as outras plataformas utilizadas pela Nokia. Essa empresa utiliza basicamente chips OMAP em seus celulares mais avançados como o N95 e o Nokia 810. Esses processadores são de séries anteriores (utilizam ARM11) a utilizada na beagleboard, mas já contam com versões experimentais de linux portadas para eles. A Nokia ainda não possui um telefone comercial que utilize linux, mas os primeiros devices devem ser lançados brevemente, utilizando a mesma família de processadores Omap que a Beagleboard utiliza(série 3). Dentre as distribuições citadas temos, Angstron, Mamona, Ubuntu, mas nada impede que seja criada um distribuição específica para sua aplicação já que o que importa são o kernel do linux e o rootfs específicos para arquitetura ARM, ambos disponiveis na internet, no git do kernel.org e no site do projeto da Beagleboard no google code.

Então porque utilizar Processadores OMAP?

Os OMAPs são processadores do tipo SOC ( System on Chip ) que possuem um DSP integrado junto com o processador principal e memória. Para quem não sabe, um DSP - Digital Signal Processar - é um processador especializado em processamento de sinais digitais, nessa caso, sinais de áudio e vídeo. Como já foi dito anteriormente os processadores Omap 3 que a Beagleboard utiliza são processadores Arm Cortex A8 que rodam a velocidade de 600Mhz, mas que conseguem chegar até 800Mhz(vide o novo iPhone que está para ser lançado). Além disso ele possui recursos de aceleração de vídeo com suporte a Open GL. Aliado aos recursos de processamento outra grande vantagem da Beagleboard é o seu baixo consumo de energia, de aproximadamente 2W.

A família Cortex é a nova família de processadores ARM, e vai equipar os principais devices que serão lançados no mercado nos próximos anos. Logo, portar sua aplicação para outro device com a mesma arquitetura de processador não deve ser um problema.

A vantagem de se utilizar a Beagleboard é o baixo curso do kit de desenvolvimento, e a possibilidade de criar novos produtos com ela. Isso decorre do fato do projeto de hardware e software ser totalmente Open Source, desenvolvido e suportado pela comunidade. Por esse motivo ela é uma placa de desenvolvimento que simplesmente funciona. A prova de sua viabilidade é o release dos primeiros netbooks, como o Touch Book demonstrado anteriormente.

Daí a palestra segue para o lado mais técnico da coisa, e o Alecrim mostra o processo de boot, e a sua configuração e a inicialização da Beagleboard. Mostra o acesso utilizando o minicom.

Daí voltamos a apresentação para duas distribuições linux, o Mamona e o Angstrom. O Alecrim explica que a maior diferença entre as duas é o maior suporte que o Angstrom possui, e o objetivo do Angstrom é para desenvolvedores de plataforma, enquanto o Mamona é feito para desenvolvedores de aplicação. Dessa forma o Mamona é muito mais fácil de instalar e utilizar que Angstrom. Um aspecto interessante é que os dois projetos dividem os mesmos meta-arquivos de compilação para a criação do ambiente. Além disso eles compartilham algumas soluções para problemas comuns.

Basicamente para a utilização do mamona você precisa baixar e instalar o script mamona-installer.

Após o término da palestra conversei tanto com o Ricardo Salveti, quanto com o Francisco Alecrim, e eles se empolgaram com a iniciativa do projeto Karmonitor. O mais envolvido é o Francisco, que me passou algumas dicas iniciais de testes que podemos fazer na Beagleboard. Os dois estão disponíveis e constantemente estão conversando sobre o assunto no freenode.

O único ponto negativo foi ter perdido a palestra do Salveti no dia 24. Mesmo assim fiquei conversando com o pessoal do INdT no stand do Qt(Cuja a empresa desenvolvedora foi comprada pela Nokia).

Para encontrar os slides da palestra, é só ir em http://franciscoalecrim.com

* Depois posto as fotos e o vídeo da demonstração feita durante a palestra!

Abraço!

 

[Cobertura FISL 10] Richard Stallman - Copyright vs Community

Posted by Eduardo Marques Sat, 27 Jun 2009 13:18:00 GMT

Palestra Stallman. Vendo o gordinho "por cima"(literalmente)

Sinceramente, eu não conhecia muito sobre o Richard Stallman, mas hoje tive a oportunidade de ver uma de suas apresentações, e tive uma boa surpresa. Por tudo o que já me haviam dito anteriormente, esperava ver um cara uniformizado ( mesmo que fosse somente com a camisa do GNU ), mal educado, que fala alto, interrompe todas as pessoas, meio psico-comunista/freetard/motherfucker/qualqueroutroadjetivotosco que não sorri e come criancinhas. Para minha surpresa, e de boa parte da platéia, vimos o pançudinho um tanto alegre, pulando em uma perna só durante a leitura do seu currículo, e fazendo várias correções, algumas sérias e as outras somente para tirar um sarro do apresentador, e que chegou a ensaiar uns passinhos de dança, arrancando algumas risadas meio tímidas da platéia. Daí sucederam-se várias surpresas, como a primeira frase: "eu não vim aqui falar de software livre (pausa), mas sim das perguntas que vocês sempre me fazem no final das minhas apresentações…". Isso resumiria o espírito da apresentação que no fim das contas foi sobre, como a consciência de software livre e liberdade , e não a visão de Stallman, pode ser aplicada no mundo real, onde quem trabalha (e quem não trabalha também), quer receber alguma coisa por isso. Como o modelo de software livre, a irrestrita liberdade de uso, modificação e distribuição pode ser implementada.

Como primeiro exemplo Stallman, cita a origem da cópia de livros e manuscritos. O compartilhamento dos livros nasceu da dificuldade de replicação dos mesmos. Ou seja, dai se criou a cultura do compartilhamento de conhecimento, gerado pela tecnologia de produção de mídia que existia antigamente. Claro que com a evolução da prensa, a forma mais fácil de se compartilhar conhecimento tornou-se a impressão de livros o que foi incentivado pelas leis de direitos autorais, que permitiam que um autor imprimisse um livro de forma exclusiva, direitos esses que era cedidos pelos reis, principalmente quando os autores estavam de acordo com as idéias da realeza e a citavam de forma positiva no começo dos seus livros. Eles faziam isso para proteger seu direito de comercialização e de divulgação dos seus livros. Com a criação de editoras de livros, essa funcionalidade protecionista perdeu o seu principal motivo. A partir daí a grande questão é que com a evolução tecnológica muitas coisas mudaram, e entre elas o conceito de compartilhamento de conhecimento.

Seguindo a mesma linha de pensamento, Stallman expõe questões pertinentes da indústria de filmes e indústria fonográfica. Nesse momento a surpresa foi ver que ele admite que existam regras de direitos autorais, e que as mesmas podem ser válidas e legítimas se aplicadas de uma forma diferente da forma atual. Citando um exemplo do ciclo de vida de uma publicação nos Estados Unidos, que Stallman classifica como de 3 anos da data de lançamento, ele propõe um tempo real para a manutenção dos direitos autorais de 9 anos. Fazendo um comparativo e citando algumas conversas com escritores americanos ele cita um caso em que um escritor disse que qualquer valor de tempo maior que 5 anos seria um abuso em termos de restrições criadas para manter os direitos autorais. Justamente nesse ponto, quando todo mundo começa a se perguntar, se isso não vai contra o objetivo de todo escritor, Stallman lança a idéia de que o objetivo do escritor sempre é, tirando a minoria que deseja somente ganhar dinheiro, ter seus livros lidos. Voltando ao tema da música, ele expõe que somente as super estrelas da música ganham valores significativos com a venda de CDs. As gravadoras fazem com que o lucro dos artistas com CDs sejam "confiscados" para pagar pelos adiantamentos dados por conta da produção de discos, produção de turnês, promoção pessoal, imagem, etc. Então acreditar que as leis copyright protegem o artista, segundo Stallman, é um erro. Dessa forma ele propõe alguns métodos de cobrança mais justos para a indústria, como a utilização de uma taxa que incide sobre o valor pago por cada pessoa ao seu ISP, para financiar a música e cultura. Os recursos seriam compartilhados entre os músicos que você baixou alguma música. Outro exemplo, é de algumas iniciativas de músicos que disponibilizam as suas músicas gratuitamente em seus sites, e se você gostar, pode dar uma contribuição ao músico. Outra opção é o modelo de contribuição voluntária. Você escuta uma musica, e se você gostar, doa 1 real ou 0,50 centavos para o músico. Você faria isso semanalmente ou diariamente, ou simplesmente não faria a doação. Só doa quem quiser.

Acho que a grande sensação da palestra é que a visão dele, depende de alterações profundas na nossa idéia de recompensa de valores, comércio e cultura.
 

[FISL] Pirate Bay - Peter Sunde

Posted by Eduardo Marques Fri, 26 Jun 2009 22:05:00 GMT

Pessoal acho que vocês estavam esperando pelo primeiro post sobre o FISL 10. Demorou, mas finalmente, temos conexão para mandar alguma coisa. Então vamos mandando as primeiras impressões:
 
Começamos nossa jornada pela palestra de Peter Sunde do Pirate Bay, chegou fazendo muito menos estardalhaço do que o esperado. No começo ele expôs a origem de tudo, o que para as vendedoras de jogo, filmes e software pode ser descrito como a "Origem do Mal". Como a maioria de nós ele sempre teve o costume de compartilhar arquivos, jogos e músicas com os amigos. É o conceito de copiar e colar, compartilhar e distribuir. Então, algum tempo ele se uniu a seus dois amigos Fredrik Neij, e Gottfrid Svartholm(A.K.A Anakata), para fazerem um servidor de "coisas" para eles e seus amigos. Então nos primeiros slides, Peter mostra o passado dos servidores do Pirate Bay, um computador comum, com um servidor de rede e um balanceador de carga, montados em um rack de 19” improvisado, com fiação mal-feita e mal organizada. Para acesso a internet, a banda que eles dispunham era de somente 1 mbps. A coisa toda cresceu, e 2 anos depois eles já contavam com mais de uma dezena de servidores em rack, e um link de 10mbps. Com o crescimento do site e o aumento no número de usuários e arquivos compartilhados, a grande maioria arquivos protegidos com regras de copyright de outros países, a iniciativa de Peter e seus amigos começou a chamar muita atenção, principalmente das grandes produtoras cinematográficas de Hollywood. Daí(to começando a falar que nem os gaúchos), começou a onda de cartas, primeiramente bem educadas, e depois com a contratação de agências de advocacia americanas especializadas em direitos autorais, cartas contendo vários tipos de ameaças citando leis não aplicáveis fora de seu país de origem, devidamente respondidas por seu amigo Anakata, que conseguiu aumentar ainda mais a ira dos advogados. Peter nos mostrou alguns casos curiosos como a primeira vez em que os servidores foram apreendidos. Para isso as empresas puseram um detetive particular atrás do Anakata para descobrir a localização dos servidores do site. O interessante é que o site divulgava essa localização em um dos seus links. Quando a localização dos servidores foi "descoberta", os advogados mandaram novas cartas ameaçando o grupo, mas como não haviam leis para puni-los ou para desligar os seus servidores então esses avisos também foram desconsiderados. Para contornar a situação, as empresas americanas "convenceram" a polícia sueca a fazer uma busca e apreensão nos servidores do Pirate Bay(que a propósito também hospedavam vários serviços de outras empresas). Essa foi a primeira atuação ilegal contra o site, o que gerou algumas reações por parte dos três amigos:
 - Os servidores do Pirate Bay agora são descentralizados, e não se sabe a localização deles, somente de um dos concentradores centrais.
 - Uma lista com as possíveis causas de queda do pirate bay, e o tempo que eles levam para levantar o servidor novamente. Coisas do tipo:
    # o Anakata ficou realmente bêbado, deu algum problema nos servidores e não tinha ninguém perto para ajudar - 7 dias
    # O Fredick ficou doente - 4 dias
    # Alguma empresa, ou a polícia sabotou os servidores do Pirate Bay - 3 dias fora do ar.
 
Depois de demonstrar outros casos de abuso, e outras situações engraçadas Peter encerra a palestra dando a sua visão sobre compartilhamento de arquivos, de que é da natureza humana compartilhar, e que o as pessoas tem o total direito de fazer isso. Muito interessante!
 

Vou ficar devendo as fotos agora porque to sem o cabo, mas mais tarde eu posto!

Abraços!