A Rede Σ 33
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Desculpem o texto longo. Precisava dizer tudo o que tinha que ser dito. Sinto-me melhor agora… :-)
Abstract
Acho
que todo mundo sabe o
quão bem vista a comunidade técnica brasileira
é
no exterior, né? Nossa capacidade de
mobilização,
organização e motivação
não se
compara com nenhum outro canto do mundo. Vindo do mundo Java,
acompanhei de perto a evolução dos Java Users
Groups e
sei bem o quão maduros somos quando comparados a JUGs de
outros
países. No entanto, ainda não entendi por que
nós,
técnicos, ainda não refletimos o mesmo
nível de
maturidade nos negócios. Já que somos
tão bons em
fazermos coisas juntas, por que raios este mesmo potencial
não
é usado para geração de
negócios, riquezas, empregos e bem estar social? Este post,
deveras longo, discute este assunto e faz a
proposta de um novo modelo de empreendedorismo, sustentado por
princípios de soberania, confiança e
propsperidade.
Boa leitura.
Não crie empresa, crie empreendimentos!
Eestamos trazendo uma nova proposta para empreendimentos de software.
Chamemo-la de Rede Σmpreendedora
(é preciso dar um nome pra ficar fácil de
referenciá-la ao longo do texto). A proposta é
bem simples e não traz nenhum novo
conceito.
Sua inovação está no contexto em que
será
aplicada, com foco no público desenvolvedor de software.
A Rede Σmpreendedora
Imagens dizem mais que mil palavras….. Eis a proposta:
| Eu tenho uma ideia que acredito ter um bom potencial de lucratividade. | ![]() |
![]() |
Só que eu não tenho todos os recursos (tempo, infra-estrutura, design, contatos, habilidade de vendas…) para implementá-la. |
|
Eu
verifico se
alguém da minha rede de relacionamento possui
os
recursos dos quais preciso…
Pode ser um telefonema, um email ou mesmo numa conversa de boteco) |
![]() |
![]() |
…e ofereço parte dos meus ganhos a quem estiver disposto a me ajudar. |
| De forma semelhante, outras pessoas também têm ideias… | ![]() |
![]() |
…e também buscam apoio em amigos para viabilizá-las. |
|
Com
o tempo, eu terei participações
majoritárias
em poucos empreendimentos…
(os
meus empreendimentos)
|
![]() |
![]() |
…
e
participações minoritárias em
muitos outros.
(empreendimentos
de outras pessoas)
|
| Ganho
eu. Ganhamos todos. |
![]() |
Complexo?
Similares
A primeira vista, parece não haver nada de novo nesta
proposta e, de fato, não há! Veja se o modelo
sugerido em muito não se assemelha aos itens
abaixo:
Da página de uma corretora
da valores:
Trazendo à nossa realidade, quando um desenvolvedor aposta
muito
em uma ideia de produto mas não possui todos os recursos
para
concretizá-la, ele pode (i) vendê-la à
empresa que
o contrata, (ii) pagar do próprio bolso os perfis
necessários para sua implementação ou
(iii) abrir
a
participação societária a quem estiver
disposto a
ajudar.
Vender ideias está longe da realidade. Afinal,
não faltam ideias no mundo, mas sim, pessoas com capacidade
de realização. Financiar suas ideias com recursos
próprios é uma boa saída mas,
infelizmente, assumiríamos assim todos os riscos do projeto
e, infelizmente, não fomos educados pra isso.
Restaría-nos, portanto, a última
opção, de distribuição de
quotas societárias, boa por um lado, prejudicial por outro.
Ao distribuir ações de nosso empreendimento,
criamos uma ótima oportunidade de coleta
dos recurso de que necessitamos para alavancagem do projeto, o
que é ótimo! Afinal, é assim que
empresas S.A. fazem para capitalizarem-se sem endividamento.
Entretanto, perpetuamos, nesta estratégia, algumas
características 1.0, como as relações
societárias e o modelo da escassês, no qual bens
valorizam-se na mesma proporção de sua
carência no mercado (o que socialmente não
é bom) ao contrário do modelo
da abundância que diz
que:
A proposta da Rede Σ tudo a ver com o modelo do mercado de
capitais
para alavancagem de recursos sem endividamento, com algumas ressalvas:
- a “bolsa de valores”, na verdade, nada mais é que minha rede confiável de relacionamentos, geralmente formada pro outros programadores, como eu, designers, devops e mesmo vendedores;
- primordialmente, toda negociação é feita com base em troca de serviços (tempo de desenvolvimento, montagem de uma infra-estrutura, espaço em servidores, esforço comercial etc) e não necessariamente dinheiro.
- devemos estar atentos à perpetuação do modelo de escassês, buscando sua minimização, sempre que possível.
APLs tem como proposta o agrupamento de toda uma cadeia produtiva em torno de objetivos comuns a fim de pontencializar o ganho coletivo. Pela Wikipedia,
Em Brasília, temos a APLTICDF
(Arranjo Produtivo Local de
Tecnologia da Informação e
Comunicação do
Distrito Federal), que congrega empresas de diferentes especialidades
que lutam em conjunto para potencialização do
mercado
local de TI.
Às vezes batizada como Pólo
Tecnológico, a
proposta merece grande respeito, principalmente pela busca do ganho
coletivo, mas ainda assim não resolve o problema
específico de potencialização das
ideias
individuais que todos nós, técnicos, temos.
As APLs
hoje, reúnem apenas empresários
(não
necessariamente empreendedores), que se usam de uma infra-estrutura
política para barganha de benefícios comuns. E se
fizéssemos o mesmo entre nós, desenvolvedores
de software?! Esta
é uma das propostas da RedeΣ.
Propomos a aproximação
não de empresas, mas de indivíduos
técnicos, para que, além da
potencialização de empreendimentos pessoais, haja
também a possibilidade de ganho coletivo de toda a minha
rede de relacionamento, num processo convergente de esforços
para
geração de riqueza e bem estar mútuo.
Concebido por um grupo de consultores brasileiros, o jogo
propõe
um modelo de geração de riquezas
através do qual
sempre há ganhos individuais, coletivos e para o
território onde se opera cada negócio. Para que
cada
jogador
ganhe, é preciso que também haja ganhos para
todos os
demais participantes, contrariando as regras comuns de mercado.
No jogo, cada jogador (empreendedor) retira uma carta que descreve um
negócio a ser realizado. A cada jogador são dados
recursos para a realização de
negócios, mas
não necessariamente um jogador possuirá, num dado
instante, todos os recursos exigidos para a
concretização
do negócio que lhe fora atribuído. Dessa forma,
cabe ao
empreendedor consultar a mesa de jogo em busca de investimentos e
parcerias para a
conclusão bem sucedida de sua carta. Em contrapartida, a
cada
investidor disposto a ceder recursos ao empreendedor necessitado
é garantida participação nos lucros do
negócio em desenvolvimento.
O jogo não tem fim. Os jogadores é quem devem
estipular
um ponto de término. Dizem que uma única partida
pode
durar dias!!! De fato, a cada rodada, ganha o jogador da vez e ganham
todos os seus investidores. Muito semelhante ao que propusemos acima,
não?
Obrigado @viniciusteles
pela dica!
Fazendo uma analogia técnica, a
migração do modelo
de empresa
tradicional para o modelo de Rede Σ equivale à
mudança do mundo
cliente/servidor para as arquiteturas P2P de fornecimento de recursos.
Ao invés da distinção exclusiva de
papéis
(provedor e consumidor de recursos), entramos num formato onde
cada membro da rede exerce, simultaneamente, ambas as
funções.
Seja uma transferência de arquivos.
No modelo tradicional, existe um único servidor que hospeda
o
arquivo
desejado e vários clientes que o acessam para sua
obtenção. Nesta
estratégia, quanto mais clientes acessando, pior
é o
desempenho do
servidor e da rede. Em outras palavras, quanto mais usuários
na
rede, pior a rede
fica.
Num modelo P2P, por outro lado, a lógica se inverte. Quando
o
download
do arquivo é feito de algum lugar para sua
máquina,
automaticamente ele
se torna público aos demais participantes da rede. Ou seja,
quanto mais gente baixando o arquivo, mais
gente estará provendo o arquivo para download.
Quanto mais
usuários na
rede, melhor a rede fica.
Trazendo à nossa realidade, quanto mais gente numa empresa,
a
priori,
pior ela fica. Afinal, quanto mais funcionários, maior
será a
burocracia e maiores serão as dificuldades de relacionamento
pessoal com
todos os escalões. Outrossim, a
ploriferação de
empresas de um mesmo
segmento também não é bem vista por
empresários tradicionais. No atual
modelo, quanto mais empresas, maior a concorrência e menores
serão as oportunidades de negócio. Em
síntese,
quanto mais cheia
estiver esta nossa rede de negócios 1.0, pior ela fica,
assim
como
nas
arquiteturas cliente/servidor.
Na proposta da Rede Σ, o crescimento de minha rede de confiança representa, naturalmente (i) mais recursos para colaborar com minhas ideias e (ii) mais ideias com as quais posso colaborar. Isto é, quanto mais cheia a rede, melhor ela se torna.
Princípios
A Rede Σ sustenta-se em alguns pilares que
orientam seu desenvolvimento.
Soberania
O que aconteceria se, exatamente hoje, os donos da empresa em que
trabalha resolvessem fechar as portas e mudarem de ramo? Considerando
que tenha sido a melhor empresa em que você já
trabalhou
na vida, seria uma #putafaltadesacanagem, não? O mesmo seria
se,
hoje, o Google também resolvesse desligar todos os seus
servidores. Quantos emails você perderia com a morte
instantânea do GMail? E as fotos que você guarda no
Picasa
ou os documentos do GDocs? Tudo viraria pó em um piscar de
olhos.
Analise bem e perceberá que vivemos em constante
submissão. Praticamente todo o controle de nossa vida
virtual
está nas mãos de pessoas que sequer conhecemos e
confiamos.
Este cenário foi o que levou Klaus
Wuestefeld,
em 2004, a
elaborar o manifesto
da Computação
Soberana
que, em síntese, defende
a liberdade plena para compartilharmos informação
e
recursos de hardware com os amigos.
Pelo manifesto do Klaus, devemos ser os donos de nossos
próprios
narizes e termos absoluta soberania para tomar a
decisão que mais adequada julgarmos ser
às nossas
necessidades.
Levando este raciocínio ao limite, o mesmo se aplica a nossa
vida profissional. Afinal, por que delegamos a decisão sobre
o
que vamos fazer amanhã à uma minoria de
empregadores
“donos da verdade”? Por que confiamos tanto nos donos das empresas que
nos sustentam, públicas ou particulares? Como o Klaus bem
disse em seu manifesto, fazemos isso
simplesmente porque todos fazem? Não faz muito sentido
entregar
o controle de nossas vidas nas mãos de quem não
confiamos.
E se, assim como no manifesto do Klaus, fôssemos soberanos o
bastante para decidirmos qual projeto vamos fazer, qual será
nosso esquema de trabalho e qual será a sua
perpetuação ao longo tempo? Seria
ótimo,
não? Oras bolas, MAS NÓS PODEMOS!!! A isso
dá-se o
nome de empreendedorismo!
Então, por que não o praticamos? Sendo simplista,
porque
fomos educados por toda a vida a sermos submissos e obedientes, e
não para questionarmos modelos consagrados.
Ao subjulgarmo-nos às determinações de
um
empregador, abdicamos da realização de nossas
ideias para
a dedicação exclusiva às ideias
alheias.
Supreende-te, então, o fato de não serem os seus
os
sonhos por fim concretizados? Nenhuma surpresa, certo? Afinal, nesta
situação, a energia gasta para
realização
de nossos propósitos maiores (não falo aqui de
bens
materiais) é mínima. Como poderíamos,
portanto,
estimar qualquer sucesso pessoal? Tudo o que você faz, por
fim,
é canalizado para o sucesso de terceiros.
Ora, e nossas ideias? E nosso propósito de vida? Conforta-te
abandoná-los em prol de uma pseudo-estabilidade
profissional?
Para uns, sim. Para outros, felizmente, é
inadimissível.
Estes, utilizam-se da relação
empregatícia como
instrumento de alavancagem individual. Captalizam-se com o dinheiro dos
outros para o financiamento posterior de seus próprios
projetos. Seria uma ótima alternativa, se não
víssemos tantas brilhantes
se
auto-sabotarem em gaiolas de ouro, encantadoras num primeiro momento,
por potencializar o financimento de projetos pessoais, mas
traiçoeiras, ao algemarem seus integrantes em
padrões
financeiros enviesados
Através da Rede Σ, estamos buscando o estabelecimento de novos modelos de sustento, tentando sair das tradicionais alternativas de relação empregado/empregador, valorizando a soberania individual e viabilizando o potencial coletivo de produção de novas ideias.
Sendo soberano, qualquer profissional tem o livre arbítrio
para
iniciar sua própria rede de empreendimentos para
implementação de suas ideias e projetos.
Não
é necessário pedir permissão a seu
empregador e
tampouco envolvê-lo no processo. Inexiste qualquer entidade
ou organismo regulador que restrinja sua expansão viral.
Seja entre seus colegas da faculdade, a turma do Dojo ou amigos
virtuais, descubram um propósito comum e sigam em frente. O
importante é que, pela proposta, todos
têm ampla autonomia e soberania para a
mobilização de grupos de empreendedorismo
bastanto, para isso, criar coragem, sair na
zona de conforto, levantar a bunda da cadeira, #tirardopapel
e #botarprafazer.
Ligue para aquele seu brother agora e veja se ele nãotem
alguma ideia de projeto na qual você possa contribuir.
Compartilhe suas ideias com seus amigos e alavanque-as.
Gostem ou não, o mundo é feito de panelas.
Você
vive em panelas. Panelas regem todas as relações
humanas.
Panelas, mal vistas em algumas ocasiões são, na
verdade,
o que de fato criam relações duradouras entre
pessoas.
Apesar da conotação pejorativa do termo, panelas
são, tecnicamente, nossas redes de confiança.
Redes de relacionamentos (o famigerado networking que
os autores sobre
carreira tanto gostam de falar) podem ser rapidamente criadas. Redes de
confiança, entretanto, representam algo
mais
avançado que só o tempo constrói. Numa
rede de confiança, o estabelecimento de
elos
de segurança, honestidade e conforto entre seus
nós cria
um ecosistema com amplas vias para o compartilhamento de
informações e a mútua
colaboração.
Chamamos, primordialmente, membros de nossa rede de
confiança
para irem à nossa casa. Qualquer dono de empresa prefere mil
vezes mais contratar integrantes de sua rede de confiança,
ainda
que em 2º ou 3º graus, à
seleção de uma
chamada aberta de currículos. Essas redes são,
portanto,
nosso porto seguro de relações humanas. Mais vale
depositar créditos no amigo do meu amigo do que em
alguém
que nunca tenha visto na vida. Torna-se, portanto, uma rede desta
natureza, o alicerce mais seguro sobre o qual deveríamos
desenvolver um plano de vida de médio a longo prazo.
Ainda do Manifesto da Computação Soberana,
A Rede Σ deve ser, portanto, acima de tudo,
confiável. Como já dito, trata-se de um ambiente
para o
desenrolar de nosso potencial empreendedor de ideias. Quanto mais
confiável forem as relações
existentes, mais
intensas serão as interações entre
seus membros e,
naturalmente, maior será o compartilhamento de
opiniões e
feedbacks, acelerando o ciclo de melhorias e potencializando as chances
imediatas de geração de valor.
O que fazer para que as pessoas sintam-se sempre motivadas a serem
sempre melhores? Como evitar que profissionais acomodem-se ao longo de
suas
carreiras? Como manter aceso o espírito empreendedor em cada
um de nós?
É
possível a manutenção permanente de um
ambiente
fértil à cultura de ideias? Não temos
a resposta a
essas questões, mas temos bem clara
sua importância.
Modelos tradicionais de trabalho tendem a nivelar por baixo todos os
participantes de um grupo, gerando as malditas síndromes da
acomodação e do deixe estar. Afinal, por que
trabalhar
mais, inovar mais ou buscar novas ideias se o reconhe$$imento [sic] no
fim do
mês $erá sempre o mesmo?
Alguns setores usam modelos comissionados para gerar
motivação constante mas, considerando que a
política não se estende a todo quadro
operacional,
acaba que a abordagem só empurra o problema para
regiões
menos expostas do negócio. Ou seja, motiva-se o vendedor,
que
é a cara da empresa no mercado, e acomoda-se os
técnicos,
escondidos em algum porão mal iluminado da
corporação.
Ademais, a
técnica comumente sustenta-se sobre valores de venda, e
não sobre o resultado (ROI) de fato gerado, ocasionando um
ciclo
interno auto-destrutivo. Equanto uns vendem a todo custo, por
não terem seus reconhecimento$ associados ao sucesso ou
fracasso
do empreendimento, outros, limitam-se à operação
padrão, já
que nem mai$ e nem meno$ lhes será
atribuído.
Há uma fábula
bem conhecida entre executivos
que diz que, para manter sua equipe
sempre ativa, é necessária a
adição de
elementos que lhes provoquem a busca constante pela
sobrevivência. Nesta corrida, alguns morrerão, mas
o
resultado final será de indivíduos extremamente
capacitados a lidarem com o canibalismo do mercado. Pessoalmente,
concordo com a estratégia até certo ponto, mas
discordo
com a forma que algumas grandes multinacionais implementam-na.
Como exercício, responda à questão:
que perda
teria a sociedade se você morresse hoje (toc toc na madeira)?
Se
lhe falta resposta, revise seus propósitos e reflita sobre
sua
real importância para o negócio a que se dedica.
No
formato tradicional de trabalho, ser ou não socialmente
relevante é opcional. Já na abordagem da
Rede Σ,
é questão de sobrevivência. Ganha
você, por estar em constante atividade mental (a melhor
vacina para maus da 3ª idade), e ganha o grupo, por manter-se
sempre energizado para a vida.
Achamos que a Rede Σ contribui para a
manutenção desta excelência individual
e coletiva
de produtividade. No modelo proposto, cada indivíduo
é
soberano para implementar os empreendimentos que quiser e estabelecer
as relações que melhor lhe aprouver. Dessa forma,
cabe a
ele manter-se ativo e útil na rede. Por ser um meio
naturalmente
meritocrático, sustentam-se nela
apenas aqueles com melhores ideias e competências de
colaboração, gerando um ciclo virtuoso de alta
produtividade, inovação e
geração de
ativos. E, àqueles que não acompanharem o
desenvolvimento
coletivo, restará a marginalização.
Afinal, a Rede é, por
essência, dinâmica e a cada
instante se refaz.
Como todo modelo meritocrático (vide software livre), a
proposta da Rede Σ é autoregulável. Por
possuir
uma dinâmica orgânica, de constante
mutanção,
sempre há a oportunidade de melhoria contínua.
Um integrante que não se atualize profissionalmente, perde
instantaneamente seu prestígio. Outro que, num instinto de
más intenções, utilize-se do
ecosistema para
benefício exclusivo ou ilícito, será
naturalmente
descartado em futuras oportunidades. Cada membro desta teia tem apenas
uma única chance para vacilar. Ao mínimo sinal de
sabotagem, assim como nas relações humanas,
perde-se de
imediato o elo de confiança que o mantinha ligado ao sistema.
Como as relações de negócio
são
estabelecidas a cada empreendimento, tem-se sempre a oportunidade de
substituir parcerias mal feitas por novos relacionamentos negociais.
Afinal, uma sociedade é o reflexo de um
alinhamento de
interesses num dado instante de tempo, e não um compromisso
que
deve prevalecer por toda eternidade. Com o passar dos dias, cada parte
de um acordo societário sofre influências
específicas e particulares que, a longo prazo, as fazem
desenvolver modelos mentais distintos daqueles existentes no
início do relacionamento. Com isso, desenrolam-se os
conflitos
que, a depender da maturidade dos envolvidos, podem desnutrir todo o
ativo até então cultivado, prejudicando os
próprios donos e todos os que dependem dos empregos gerados
pelo
empreendimento.
Na Rede Σ, sociedades são, de fato, o que elas são (o reflexo de um alinhamento de interesses num dado instante de tempo) e não um compromisso eterno de realização conjunta de negócios. A cada nova ideia, cabe ao empreendedor avaliar o estado de sua atual rede de confiança e buscar nela integrantes com mais potencial de contribuição ao empreendimento. A medida que se desenvolvem divergências entre indivíduos que outrora se relacionavam, ocorre o natural enfraquecimento de alguns laços, a consolidação de outros novos e a reconfiguração natural da Rede.
Gênesis
Todos nós temos grandes ideias diariamente. Uns mais, outros
menos, mas volta e meia a lampadadinha pipoca em nossa
consciência. Por alguns instantes, temos a certeza de ser
esta a
ideia que faltava para um mundo melhor e que certamente
ficaríamos ricos se a puséssemos em
prática mas,
por estarmos presos a rotinas profissionais, acabamos por abandonar
aquilo que poderia vir a ser as próximas grandes
inovações da indústria (ou
não).
Na SEA, temos plena consciência disso e, além das
ideias
de seus donos, há tempos buscamos formas de aproveitar o
potencial empreendor de nossos funcionários, sem muito
sucesso,
confesso.
Em Setembro/2007, abrimos nosso blog público com o post Mudanças
na TEC que, dentre outras
coisas, dizia:
Em Novembro/2007, dissemos no texto Empreender
faz Sentido:
Em Março/2008, foi a vez do post SEA:
um celeiro de ideias:
De 2008 pra cá, frustrados com as tentantivas anteriores,
temos
cronicamente debatidos sobre novos modelos de empresa.
Conversando muito com @alissonvale,
principalmente, percebemos que o
formato tradicional de empresa, com N sócios e M empregados,
não parece mais ser o mais adequado para quem tem perfil
empreendedor. Falamos já há algum tempo sobre a
criação de um ecosistema de
colaboração
mútua, através do qual vários
empreendedores
pudessem se beneficiar individual e coletivamente, mas pouco
avançamos em termos práticos.
Paralela a essas discussões pouco conclusivas, emergiu na
SEA um
movimento interessantíssimo (e preocupador). Sem qualquer
envolvimento
direto nosso, organicamente aconteceu a formação
de
núcleos de empreendimentos marginais à atividade
principal da empresa. Foram pessoas que, motivadas exclusivamente por
seus ideiais, compuseram-se com colegas de confiança para a
implementação de projetos de toda
sorte. Se, por uma lado, orgulhou-nos assistir o
nascimento deste movimento e a maturidade de nossa equipe, por outro,
preocupou-se a situação pela
divergência de
esforços que passamos a ter.
Desde que percebemos a evolução deste movimento,
começamos um debate sobre como canalizar todo este
espírito empreendedor para um foco comum.
Chegamos a propor a participação
societária da SEA
em um dos empreendimentos individuais mas, pela falta de acordo entre
os percentuais de participação, foi mais uma
tentativa
frustrada.
Há cerca de um mês atrás,
discutíamos sobre
isso em um grupo de amigos (os Agilistas
Anônimos) sem, mais
uma vez, chegarmos a um ponto
prático comum.
Vamos abrir uma empresa
- pautado no pensamento 2.0;
- valorizando aprendizado e ducaralhice;
- altamente motivada e melhorando continuamente;
- vendendo consultoria de Scrum, XP e Kanban;
- e criando produtos de software para uma sociedade melhor
?”
“Convergência é tudo! E é isso que eu vejo nessa galera.
Seria fantástico poder fazer alguma coisa juntos.
O difícil é o ‘como’… alguma idéia?”
Nas vésperas do OxenteRails
tivemos, eu, @rwilli
e
@brunopedroso
uma longa
conversa sobre este cenário. Mais uma vez, destacamos todas
as
inciativas marginais à SEA e debatemos sobre meios de
convergência desta energia. Conclusão? Nenhuma :-/
No primeiro dia de Oxente, almoçando com alguns SEArenses
presentes (@tulios,
@edhana,
@igallina
e @aitherios),
falamos um bocado
sobre como resolver esta situação,
confortável
para cada um, mas péssima para todos! A conversa, com o
cenário de Ponta Negra ao fundo e regada a peixe e
camarão, foi fantástica. Desenhamos
possíveis
caminhos mas, mais uma vez, não chegamos a um ponto
conclusivo.
Foi na #horaextra do segundo dia de evento, no entanto, que os astros
se alinharam.
Sem nunca ter globalizado este debate, integrei-me, expontaneamente, a
uma roda de bate-papo que começou com uma
sentença
semelhante a esta:
Coincidência ou não, começou ali a
mesma
discussão em torno da qual há muito
refletíamos.
E, com a colaboração de um e de outro, o grupo
foi
crescento, mais e mais pessoas identificaram-se com aquela
situação, e foi dali que começamos a
desenhar esta
proposta, que não representa um fim, mas o
início de um grande debate público sobre
@alissonvale
ou ainda
@klauswuestefeld
Entrei em
êxtase desde então. Obrigado @viniciusteles,
@fagiani,
@rafaelp
e @smergulhao
por terem
iniciado o assunto.
Público
Que fique claro que não estamos advogando contra a
formação tradicional de empresas (N
sócios x M
empregados) em prol de um modelo exclusivamente empreendedor
(empreendedor x empreendor) ! A proposta da Rede Σ
não
é
universal. Atributos empreendedorísticos
não podem
ser generalizados. Nem todo munto tem interesse em correr riscos ou
viver em constante desafio. Há no mercado
espaço
de sobra para quem opta pela segurança, estabilidade e
submissão e, os próprios empreendimentos,
além de
seus criadores, necessitam de pessoas dispostas de neles trabalharem.
Percebemos então que a Rede é, na verdade, nada
mais que
alternativa a um perfil muito específico de profissional e
não uma nova regra de mercado que substituirá o
atual
modelo secular.
Poréns
Dos vários poréns que foram levantados em
discussões sobre esta proposta, há um que ainda
não soube responder.
Será que toda esta ideia não pode nos levar a um
padrão mesquinho de comportamento, sempre barganhando algo
em
troca de todo e qualquer favor?
Será que seremos sóbrios o bastante para
distinguir o
brother do investidor? Esta preocupação
está diretamente relacionada à
perpetuação do modelo de escassês
mencionado anteriormente….
Feedback
Encarecidamente, peço a todos que deixem sua
opinião,
positiva ou não. Tenho depositado muitas fichas neste
esquema e
gostaria da ajuda de todos para evoluí-lo.
Estamos hoje, na própria SEA, tentando iniciar sua
implementação. Estamos chegando ao fim do
financiamento
de um produto e,
para continuar com sua
evolução,
propusemos sociedade ao grupo de desenvolvedores que o conduzia.
Não é ainda um modelo totalmente soberado, mas
já
é um início. Mantenho-vos informados sobre o
aprendizado
que tivermos.
[]s
@alegomes









Poxa! Muito legal Alê!
Acho que a iniciativa tem tudo para dar errado no começo :-) mas se consolidar muito bem com o tempo.
Lendo o texto eu também pensei nesse aspecto da mesquinharia, da troca sempre com troco pra mim. Mas isso está na conciência de quem vai usar a rede, não tem como evitar, nem minimizar.
Outro problema é que, naturalmente, alguns projetos da rede serão sucesso e outros não. Então, com o tempo, algumas pessoas na rede estarão bem e outras não. Aí pode surgir aquela coisa de “é ótimo, mas só pro fulano. Para mim é ruim”.
Fora que os bons projetos vão acabar atraindo mais empreendedores do que os “maus” projetos. E no fundo pode ser que o projeto ruim só precisava de mais empreendedores para se tornar um bom projeto. Ou seja, o desafio vai ser: atrair gente para todos os projetos.
Mas achei a idéia genial, e tenho algumas idéias que depois quero colocar nessa rede :-)
Abraços @marcosvafg
Alexandre, post provocativo e controverso e voce apresenta sinceridade na sua exposição. Conheci um empresário que usava um discurso semelhante a esse , mas que se atrapalhou justamente na parte crucial : a divisão dos lucros . O assunto me interessa e merece uma conversa no proximo encontro do Arduino, durante o cafe na padaria. Abs, Jeronimo
Muito interessante a idéia, mas existem duas coisas que me preocupam: Divisão dos Lucros como disse o Jerônimo, a parte legal(jurídica) de tudo isso…
Também não sei responder sobre a burocracia. Tô querendo descobrir na prática….. Deixar que a necessidade a faça surgir.
Olá Alexandre, gostaria de parabeniza-lo pela iniciativa e dizer que achei seu estudo muito bom! Quero que saiba que tem meu apoio para ideias, desenvolvimentos e no uso da rede, sinto que será extremamente útil, definindo muito bem sua base e mapeando os possíveis contratempos para resolve-los o quanto antes. Qualquer coisa que precisar não deixe de me mandar um email! Boa sorte velho! E não desanime com os pequenos empecilhos no caminho!
Ola ale,
parabéns pelo texto, grandes idéias.. apesar dos riscos, acredito que a Sea e sua rede de confiança tem maturidade e experiência suficiente pra tornar esse projeto realidade e um sucesso, o que me chamou a atenção é o fato desse modelo nos convidar a deixar um pouco de lado a corrida capitalista pelo lucro acima de tudo que estamos acostumados e pensar de uma forma mais comunista, diria até mais humana, porém sem deixar de lado aquilo que buscamos que é a melhoria de nossas vidas. Podem dizer que é utópico, mas não impossível.
estou eu em meio ao grande impasse empreendedoristico (inventei essa)… me aventurar em um projeto que pode ou não dar certo, ou continuar na bela e agonizante zona de conforto com recompen$$a sempre injusta.
conhecer iniciativas como essa me encoraja e muito empreender e aceitar os desafios, espero que em breve eu possa ser uma fonte de download dessa rede.
Não, Filipe! Não há nada de comunismo na proposta.
o fator coletivo da proposta tem como único objetivo a potencialização dos meus ganhos individuais e não a distribuição igualitária de riqueza.
o caráter meritocrático do modelo, através de seus mecanismos autorreguladores, punem severamente quem não dançar conforme a música.
O que estamos tentando conceber é um modelo que, mesmo sob as duras leis do capitalismo selvagem, possibilitem de fato o estabelecimento de relações win-win e o desenvolvimento social.
Sobre o seu impasse, a pior decisão é não tomar decisão alguma. ;-)
[]s
Acho a idéia bastante válida.
Ao meu ver ela se parece muito com a extrapolação do processo de criação de muitos empreendimentos.
Você tem uma idéia e um grupo de conhecidos que decidem engajar na luta e segue em frente. O lance é que a maioria dos empreendimentos são como um casamento. Duram por tempo indeterminado, pressupõe-se fidelidade e filhos são benéficos e até ouvidos, mas as decisões ficam a cargo dos pais.
No caso da rede Sigma acho que você leva isso um nível acima retirando algumas restrições (como a fidelidade eterna =P). E acho que muitos dos empecilhos que podem surgir podem ser minimizados com a confiança. Mas não deixam de ser desafiadores.
Como no exemplo citado da divisão de lucros. Eu acho um dos desafios maiores dessa idéia. Afinal, medir isto é medir o mérito versus esforço da iniciativa e suas partes. Dependendo da ganância das pessoas o projeto pode se tornar inviável (seja de início ou caso esta ganância surja com o tempo).
Infelizmente, acho que os elementos existem tanto em favor como contra a idéia. Mas acho que só uma abordagem empírica poderia nos tirar do ciclo de análise de riscos =P
Magistralmente escrito, provocante e inspirador. Idéias estimulantes e relativamente bem conhecidas mescladas numa nova “embalagem”, sem usar da hipocrisia de simular ineditismo.
Certamente vai manter acesas mentes, corações e idéias empreendedoras.
Parabéns.
Tomara que dê bons frutos. Mantenha-mos informados.
E’ a 1a vez que visito seu blog. Certamente voltarei.
[ ]s Dario Mor
Ale, grande post!
Algum tempo atras eu pensei em um modelo semelhante mas me deixei abater por pensamentos negativistas externos… Parabens por ter colocado a ideia para a comunidade de forma clara e objetiva.
Como o Je falou, um ponto critico eh a divisao do lucro, pois a ganancia das pessoas pode atrapalhar muito. Como pesar cada parte do trabalho entre Concepcao da Ideia/Design/Planejamento/Desenvolvimento/Implantacao/Infra/Suporte ?
Forte abraco!! Silvio
A grande questão por trás da divisão de lucros está na equação que relaciona as variáveis ‘comprometimento’ e ‘reconhecimento’. Já matutamos um bocado, mas nunca chegamos a lugar algum. Afinal, como afirmar que fulano é mais comprometido que ciclano? Pelo número de horas trabalhadas? Pela quantidade de linhas de código? Difícil, né?
Eu penso que, no fim das contas, isso será resolvido pelos princípios da confiança e autorregulação.
A partir do momento que não se chegar a um acordo prévio sobre distribuição de valores, acho que naturalmente o nível de confiança (ou empatia) entre as partes se desgasta e, pela natureza dinâmica da Rede, outras relações acabam são buscadas.
[]s
Xará, Seu artigo é bastante inspirador! Já tinha conhecimento das tuas idéias quando falamos sobre o assunto no TDC 2010 - lado B de empreendedorismo (sou o cara do sistema de clínica). Naquele dia já saí da lá com um pensamento bastante positivo e muito motivado. Agora entendi completamente o que vc quis dizer lá. Concordo plenamente contigo e também tenho minhas dúvidas de como colocar na prática esse modelo de empreendedor + empreendedor = solução. Mas acho que assim como quase tudo no mundo, o empirismo vai trazer à tona as respostas que buscamos. Saiba que tem aqui um apoiador e parceiro pra idéias e contribuições nessa rede. Tenho certeza que não nos deixando abater pelo medo ou críticas pessimistas e possível chegar a um caminho bom pra todos. Divisão de lucros é um obstáculo a ser vencido, porém acho que o pior obstáculo, é criar mecanismos de não continuidade da sociedade/parceria sem valor agregado. O ponto que você tocou sobre a divergência de esforços também é um fator preocupante e deve ser levado em conta na hora de estabelecer os vinculos de empreendimento. Tenho um projeto juntamente com um amigo a minha maior duvida hoje é como seriamos parceiros/sócios nesse projeto sem essa interferência de divergências. ja conversamos muito e ainda não chegamos a um consenso, porém o projeto continua andando e creio que essa discussão vira mais à tona na hora que tivermos os primeiros re$ultados. Mas sinceramente não estou preocupado com isso agora. Porque o que vale nesse momento é que estamos nos divertindo muito!
abraços
Alexandre Liodoro
Tenho o problema de encontrar pessoas dispostas a arriscar, ideias que percebi que tem muito nicho de mercado, tenho aos montes, mas ainda no papel :( Abraços @paulokhouri
Então,
Talvez se pensássemos num modelo parecido com os das ações das bolsas de valores, algo que pudesse retornar o lucro de forma proporcional ao mérito usando as mesmas regras do próprio mercado, sei lá… Viajei?
O que eu quero dizer é que talvez devêssemos criar ou aplicar uma regra de mercado específica para isso. De repente vendo isso com alguém que entenda bastante dessas coisas teríamos alguma resposta mais embasada.
Acho que essa questão da grana é o grande problema mesmo, se não existisse dinheiro no mundo aposto que as pessoas trabalhariam mais, seriam mais motivadas e ninguém faria as coisas esperando algo em troca… Só minha humilde opinião…
De fato, Funke, a questão financeira é o maior fator que nos impede de evoluir para outro modelo. E, por isso, tenho a suspeita de que se buscarmos resposta com qualquer ‘especialista’ da área, haverá uma grande tendência de permanecermos fazendo mais do mesmo, sem chances de evoluir para algo novo, já que muito provavelmente esses ‘especialistas’ assim o são dentro dos padrões ‘falidos’ do capitalismo, e não em novos paradigmas.
Bom Alê, não querendo te chamar de preconceituoso… rsrsrs
Mas acredito perfeitamente que um “especialista” da área, talvez “gente boa”, pudesse comprar sua ideia e ajudar, porque não?
Complementando, o que quis dizer foi que, da mesma forma que não podemos ser comunistas num país capitalista e vice-versa, se quisermos implementar um novo modelo de trabalho como esse, então temos que jogar com as mesmas regras do jogo. De repente de uma forma mais criativa, mas sendo as mesmas regras…
Pensei bastante hoje e até consigo enchergar uma forma de divisão dos lucros, vamos supor que um projeto seja dividido em 10 partes (implantação, suporte, desenvolvimento, infra, etc…), caberia ao ‘dono’ da idéia ou o gestor escolhido na própria rede definir perncentuais do faturamento para cada parte… e a partir disso buscar ajuda na rede…
ops… enchergar==enxergar… grande falha…
Excelente Ale!
Vou palpitar um pouco sobre este ponto a respeito de dimdim.
Acredito que no começo onde nada existe nada mais justo do que a divisão equalitaria entre os participantes do empreendimento. A partir do momento que a coisa começa a andar o retorno financeiro individual deve ser alto regulatorio já que auto regulamento é um principio da proposta. Como isso funcionaria?
Todos envolvidos teriam acesso as mesmas informações, inclusive acesso a quanto esta disposto a contribuir e se comprometer. Sendo assim, porque cada indivíduo não pode de atribuir um valor?
Esse valor seria “votado”, discutido e justificado perante aos outros que decidiriam em comum acordo se o valor escolhido é justo. A partir dai, esse processo de avaliação seria executado o tempo todo e as participações seriam ajustadas de acordo com as condições do momento ate que o amor “acabe” ou que as coisas entrem nos eixos.
Isso daria margem para complos, aproveitamento por parte de um grupo maior dentro do próprio empreendimento e até abuso de certa forma pois um indivíduo poderia ser “usado” durante um tempo e descartado. Bem triste, mas assim é a vida.
Uma hora o mundo gira e os agressores podem virar os agredidos da vez. Dessa forma apenas as pessoas mais aptas tanto em skills técnicas quanto sociais obteriam sucesso assim como na seleção natural.
Essa não é uma ideia nova, mas acredito ser bastante valida. Gosto muito quando o Ricardo Semler fala a respeito em suas palestras e livros.
Não é a solução ideal a longo prazo, mas permite fazer as engrenagens rodarem por um bom tempo. Depois, quando não der mais certo a gente vê o que faz :)
Uma ideia que eu tive hoje de manhã seria usar a ferramenta feedbackme.
Dessa forma, o peso da distribuicão direta não ficaria nas mãos de ninguém e talvez a própria ferramenta faria a distribuicão bastando apenas entrar com o valor.
Com a importância de dar o feedback usando a ferramenta ela poderia ser cada vez mais utilizada com mais seriedade.
Alê, vou deixar a grana de lado e falar da operacionalização do modelo.
Sabemos que uma corrente é tão forte quanto seu elo mais fraco. Pensando nisso, como fazer para a roda girar se alguém “der pra trás” ou morrer mesmo?
Como não haveria o modelo de subordinação funcional (chefe x empregados), entendi que pessoas não seriam contratadas.
Dessa forma, teoricamente, você teria uma única fonte de recursos (financeiro, tempo, esforço, conhecimento, networking, convênio, infra-estrutura, etc.) para cada atividade (ou fase, ou etapa) do empreendimento “x”, por exemplo. O modelo pode basear-se em redundância de parceiros para as etapas, mas aí eu acho meio difícil convencer fulano e ciclano a trabalharem juntos rachando os lucros. (Olha o maldito dinheiro novamente na parada!)
Consegui ser claro? rsrs
– @viniciusban
ps: me avisa pelo twitter qdo responder.
Bem,
Pensei mais um pouco sobre a questão da divisão dos lucros (e nos comentários seguintes) e acho que o ponto que o Alê reforçou realmente mostra um embasamento forte pra sustentar o modelo. Acho que se inicia um relacionamento (empreendimento) baseado em confiança, no início desta aventura se acerta os valores. Com o tempo estes valores podem ser revistos (como citaram). Caso não se chegue a um acordo, a parte insatisfeita pode sair (afinal, sem acordo não se continua o trabalho). Neste sentido a confiança é quebrada e a rede se quebra naquele ponto e quem sai vai atrás de novos nós pra se conectar. Essa “flutuabilidade” das pessoas na rede pode parecer muito ruim. Mas se nos basearmos que esta rede se baseia em confiança e empreendedorismo podemos supor que quem faz parte dela está disposta a correr riscos em prol dos benefícios que estes lhe trarão. Afinal, existem riscos e benefícios. Você analisa o seu ROI e caso não lhe agrade basta buscar outro modelo. Como o Alê disse, este não é o único modelo disponível, nem exclui os demais e muito menos é incompatível de co-existir com eles.
grande alê…
ótimo post… mas me permita colocar um ponto: este post está genial, mas nesta sua genialidade… você “apenas” retratou o modelo que ocorre no silicon valley… e lá o é o local onde existe mais empreendimentos por m2 nesta nossa área - coincidência? não! o ponto é que, infelizmente, nós brasileiros não temos este costume… vivemos em uma sociedade acostumada com a carteira de trabalho (uma vez conversando com um amigo gringo falei de nossa carteira… ele achou até interessante porque assim agente não precisa montar um curriculum :D) - empreender aqui é ser maluco… ou pior, o looser (pessoas da família comentam: “ele é tão inteligente, pena que não sabe ganhar dinheiro, poderia estar trabalhando em uma multi-nacional e ganhando muito mais. tem louco para tudo.”.)! gostaria também de colocar uma pitada de realidade no seu post e falar de: capital (dinheiro, money, bufunfa, …). você pode iniciar um empreendimento com uma bela rede… distribuindo ações da sua empreitada… mas no fundo você precisa gerar receita. receita é o ponto da sustentabilidade de qualquer empreendimento. e para mim gerar receita é uma das coisas mais difíceis, pois está relacionado a uma área que nós técnicos não somos tão fluentes: vendas! vender é uma arte… como programar também é… só que é muito difícil dominar as duas ao mesmo tempo. e para ajudar a você a descobrir seu modelo de comercialização, impulsionar suas vendas gostaria de colocar uma figura facilitadora de um negócio: os investidores anjos (investidor de pequeno porte). o investidor anjo em geral é um cara bem sucedido na área que se propõe a investir, quando ele investe em uma empresa além de trazer algum recurso financeiro (que no final das contas nem é o mais importante na minha opinião), ele traz a experiência e sua rede de relacionamento! ele passa a ser um mentor para você, só que é um mentor que tem grande interesse no seu sucesso, pois se você se der bem ele terá retorno financeiro… isso é algo que acaba por fortalecer a rede e cria um circulo virtuoso, pois se o seu negócio prosperar e você ganhar muito com ele, você pode se tornar um anjo e investir em quem está começando… é isso…
ps: isso vale tanto para investidores anjo bem como clones de ycombinators… o conceito é o mesmo
[]s alexandre porcelli
Fala Alê,
Td em paz kra? Antes de mais nada não sei se lembra de mim mas palestramos juntos em um BelJungle, em Belém e, após algum tempo, nos encontramos novamente no M3DDLA, em Goiânia.
Acompanho com muita atenção seus posts e mais ainda esses relacionados a empreendedorismo. A meu modo de ver esse modelo de “despertar” para o mundo a muito tempo não muda. Precisou realmente um cara ou um grupo da área de tecnologia dar uma balançada nos seus conceitos e formas de aplicação. É o que vc está fazendo agora!
Concordo com a maioria das afirmações em sua tese. Afinal, eu como detentor de uma pequena empresa (empresário ou empreendedor?) em Imperatriz-MA, vivo os conflitos despertados por vc também e eles vagueiam aqui na minha mente a muito tempo. Vc conseguiu expor tudo isso em palavras. Agora, resta apenas a gente refletir.
Uma idéia é apenas um “meio gol” e com “meio gol” não se ganha partida! Mas, se não existe a mesma como é que toda uma cadeia produtiva iria ser mobilizada? Essa cadeia ficaria eternamente estática se não fosse despertada pela idéia! Mas, idéias não mudam o mundo. Ações para implementá-las sim é que mudam.
Acredito sinceramente que nessa sua manifestação temos enfim o despertar de um novo paradigma e como sabemos, a ciência se desenvolve através da quebra de paradigmas. Daí cabe nossas cabeças pensantes, a partir do centro dessa sua “manifestação cerebral” adicionar elementos e questionamentos até torná-la 100% aplicável. Pois como vc disse, determinadas inquietações ainda continuam a incomodá-lo.
[]s Eloi Jr
Esse post ta duca!!! Não sei se lembras de mim, de Belém :) Achei ótima a forma que você expôs suas idéias, e derrotas aprendendo com elas. Isso me lembrou muito o Positivismo, a base da constituição do nosso país.
O que pode-se melhorar na ideia é a forma de Autorregulação, como dito nos comentarios, se acontecer algum problema, não grave, vais simplesmente tirar as pessoas? Só deixar para mais claro. Entende?
Ao meu ver, uma cooperativa cairia muito bem. Ao ser gerado o estatuto de forma de trabalho, missão, visão, objetivos valores (vide http://www.ocb.org.br/).
Só para completar a cada 3 (três) cooperativas pode montar-se uma Federação (que serve para varias coisas, diminuição de custos, facilidade de tecnologias, integração). A cada 3 (três) Federações pode montar uma Confederação, que é uma representação nacional que reuni os valores princípios comuns, e muitas outras coisas. É um modelo burocratico, que todos são empreendedores, que pode ser vista para vários fins.
Um case: em Bogotá, foi copiado o sistema de transporte de Curitiba, onde as empresas são Cooperativas, os motoristas e cobradores são os donos, e os antigos donos de outras empresas, são “administradores” desses novos empreendimentos. Para entender sobre que falo tem um vídeo da Cidades e Soluções da Globonews, porem não achei, no mesmo momento que eu achar eu posso postar aqui novamente. . Porem o vídeo http://bit.ly/dcTa3c mostra um pouco do que eu to falando sobre transporte publico. Sobre o transporte publico veja em http://www.araucariatc.com.br/ssa/newsflash/curitiba-participa-de-congresso-mundial-sobre-mobilidade-urbana.html
Nossa maior dificuldade é como você deixou mais claro ali em cima, é a Cultura das pessoas. Nos meus estudos espíritas, há no Livro dos Espiritos na parte de lei do progresso, um texto que comenta que precisamos passar isso para nossas gerações, assim aos poucos vemos a nossa realidade mudar, sem o velho paradigma. E também procurar todo dia fazer todo dia uma oportunidade nova.
Uma vez conversando com @rildosan, ele falou uma verdade, quando não há dinheiro, acaba todo o idealismo proposto. Em minhas palavras, você precisa comer, e para comer precisa de dinheiro, então faça o que realmente é preciso para isso acontecer.
Pegando o gancho do capital(R$ dinheiro) em uma visão administrativa sobre ele, só existe um produto se tem cliente para comprar, assim gerando renda aos investidores, e a cada novo implemento ou melhoria, gera o retorno do investimento (ROI). Fácil de entender difícil de fazer. Acho que você entende isso melhor que eu. Eu ate hoje ainda não consegui uma forma de lidar com tecnologias novas e antigas que tem que ser mantidas (o famoso código velho, quando o chefe não quer mudar).
Ideias empreendedoras não são para muitos, pois empreendedores, ao meu ver, são pessoas completas, que pensam na qualidade de vida, sustentabilidade, lucro, responsabilidade, disciplina, determinação, comprometimento, geração de valores (capitais e morais) para si e para o próximo (cliente, colaborador e sócios). Apesar disso tem como pessoas que não são assim chegar nesse nível.
O @marcelioleal estão com um projeto, não sei que nível está, sobre empreendedorismo também, de ajudar pessoas empreendedoras a fazer acontecer os seus negócios, gerando royalts. Muito interessante, vale a pena conversar com ele.
Sobre a divisão do lucro, temos que achar uma forma de produção e alinhamento de equipe. Lembrei do ponto de função. Que nunca consegui entender totalmente, mas que tenta mostra uma dita realidade. Podemos fazer um calculo mais simples, baseada em conhecimento (línguas estrangeiras , certificações, provas internas, cursos, mestrados e doutorados), alterando diretamente a produtividade. Lembrando que na psicologia o homem é um ser bio-psico-social. Resultado de sua biologia, psique e social (goga no Google pra aprofundar).
Vale lembrar que não somos como engenheiros que tem metas a atingir, de algo físico. Trabalhamos com algo abstrato, acho que podemos medir é o tempo que dura o software. Se um software fica defasado em 18 meses (por exemplo). Temos que ter o retorno do investimento e lucro em menos tempo que isso.
O Ricardo F. Ormieres, falou em bolsa de valores, vocês podem ver que na bolsa há @(arroba) do boi. Que é negociada e gera muita grana. Já pensou em linha de código na bolsa? Ou ações de empresas de ti na bolsa? Mas onde queremos atingir é o capital humano. As pessoas são valorizadas pelo que realmente conhecem, quem sabe mais vale mais. Bom aconselho uma leitura o livro, O ócio criativo, do italiano Domenico De Mais.
Alexandre, embalando nesse tema que muito me intriga, mais do que tentando aterrissar por enquanto, também sinto uma espécie de Zeitgeist (“espírito do tempo”) pairando no ar a esse respeito em diferentes contextos. Acredito que idéias nesse rumo tem surgido como uma tentativa de acompanhar os novos tempos produtivos, inegavelmente abalados pela formação da Sociedade em Rede, tal como sustentada pelo sociólogo Manuel Castells (no livro Sociedade em Rede - A Era da informação: Economia, Sociedade e Cultura). Em uma organização articulada nesses novos contextos (veja, não em uma empresa necessariamente), esses tempos nos desafiam, entre uma porção de outras coisas, quanto à evolução das relações de trabalho.
Para esse tipo de contexto, a sustentação da sociedade em redes, alavancadas pelas TICs, multiplica oportunidades e força as organizações a repensar suas relações de poder, ao mesmo tempo em que passam a sentir o tamanho do impacto do Capital Humano, sentindo na pele os efeitos da já popular “Guerra de Talentos”. Além disso, com a comunidade ao seu redor e a própria organização hiperconectadas, já não é mais tão fácil “esconder as sujeiras debaixo do tapete”. Se durante o século passado inteiro vivíamos o luxo capitalista e o árduo conflito entre Capital e Trabalho, talvez seja hora de começarmos a rever nossos modelos mentais, o conceito de trabalho e a relação entre os empregadores “donos da verdade” e os “empregados”. Por outro lado, parece também que as pessoas estão cada vez mais buscando diferentes vínculos de trabalho e com diferentes organizações e redes (será que no fundo uma organização pode ser entendida como rede?), não se “engaiolando” em uma empresa. Assim, princípios como confiança, transparência, soberania, igualdade, autorregulação e descentralização do poder poderiam ser adaptativos a organizações que vivem esse contexto, de maneira integrada com os diferentes stakeholders.
Observando esses princípios, não consigo visualizar uma necessidade de diferenciação entre modelos de negócio e modelos de relação de trabalho, porque uma rede tecida a partir desses princípios não é regida pelos limites das fronteiras da organização.
Surgem então propostas, como a que você apresentou. Acho muito legal mesmo que a Sea esteja disposta a fazer experimentos nesse sentido e apostar no ROI (legal a perspectiva do Fabs), mesmo que eu imagine que a proposta tenha alguns desafios relevantes, como o da manutenção de um alto grau de produtividade frente a projetos que por algum motivo precisam ser feitos mas as pessoas da rede não “compraram”, o dos riscos relacionados à volatilidade de interesses pelas pessoas em um projeto, o do excesso de ambição e vaidades dos empreendedores (o que está por trás de tanta gente hoje querer ser dono de uma boa idéia que deu sucesso?), o da propriedade intelectual, o dos diferentes níveis de envolvimento, o a divisão de lucros, o da quantificação do valor do trabalho e por aí vai.
Mas acho também que possa ser interessante experimentar e conhecer outras alternativas em maior ou menor escala que se orientem por aqueles princípios, já que esses modelos ainda parecem funcionar tão em estágio inicial mesmo. Exemplos intermediários já adotados e que podem e devem ser sofisticados poderiam ser: horizontalização das relações (e das diferenças entre os benefícios a que se tem acesso entre os diferentes níveis), distribuição das tomadas de decisão, instrumentos de fomento à democracia, co-criação com diferentes públicos, intra-empreendedorismo, participação nos lucros e resultados, oferta de Stock Options, flexibilidade, etc. Caminhos mais do tipo disruptivo poderiam ser algo do tipo “Open Business”, um conceito com que tive ainda pouco contato, acho que vale um aprofundamento. Uma linha que tendo a seguir também é o do resgate do conceito de organização como um grupo de pessoas que coordenam esforços com a finalidade realizar propósitos comuns. Nessa linha, aqueles princípios deveriam então orientar todas as relações, pois a balança não estaria a favor de nenhum dos lados, o que vale é a concretização de um propósito comum.
Bom, simplesmente adoro o tema, desculpe o tamanho do comentário:P Desejo muito aprendizado no experimento de vocês!
Abraços,
Raquel Vilas Boas
Minha lâmpada já havia piscado algumas vezes em relação a este modelo.
Creio que ele seja o futuro empreendedor, mas como todo modelo haverá problemas a serem resolvidos. Mesmo assim aposto minhas fichas nele.
Penso que esse modelo onde todos crescem é uma das melhores formas de acabarmos com esse capitalismo de exploração. Onde o colaborador é visto como apenas um escravo do processo.
Como foi dito, este processo incentiva o grupo a trabalhar motivado, pois todos ganham. O ponto mais critico no sucesso da rede Sigma é manter o “olho gordo” calmo.
O sucesso desta rede esta ligada a visão de irmandade e crescimento mútuo, esquecendo um pouco do EU e lembrando constantemente do NÓS.
Sucesso Brothers!
http://blog.seatecnologia.com.br/2010/08/31/a-rede-sigma-mpreendedora
Animal, Alê. Animal! Eu tenho pensado muito sobre isso também já faz algum tempo, e acho que o modelo atual, apesar de válido, não favorece a criação de equipes de alta produtividade porque há muita separatividade entre empregado, empregador e empresa. Não há ideal comum! Na maioria das empresas as pessoas não se dedicam tanto quanto podem porque sabem no fim das coisas não importa o quanto o bolo cresça sua fatia fica sempre do mesmo tamanho. A pessoa vai para faculdade e estuda 4 anos aprendendo coisas que provavelmente não vão ajudar muito na realização de seus projetos e nem mesmo na prática, vão aprender o que precisam para satisfazer o mercado (isso vale, pelo menos, para desenvolvimento de software)… Passam 20 horas por semana na faculdade. Quanto terminam, pegam seu diploma e conseguem um emprego, depois disso não conseguem dedicar nem 5 horas do seu tempo na semana fora da empresa para aprender algo que os tornem mais produtivos, exatamente porque acham que não devem usar ‘seu tempo’ para beneficio da empresa. Entra aí também a lei do mínimo esforço.
Muitos trabalham só por dinheiro, nem sequer gostam do que fazem. Não tem paixão. Não querer ser mestres. Não querem dominar. Querem seu salário no final do mês, e isso lhes basta. Trabalhar das 9 as 6 e ir para casa. Isso resumo sua relação com o trabalho.
Veja, não estou dizendo que isso é um crime, nem nada, mas para ambientes que querem alta produtividade, alta qualidade e querem dominar a arte, isso é um cancer.
Já outros trabalham porque amam o que fazem, e por amarem dedicam-se e dão o seu melhor, mas ainda para esses chegará uma hora que percebam que talvez financeiramente estarão travados se não empreenderem, e poderão ficar um pouco desmotivados com negócio em sim, mantendo foco apenas em aprender e aplicar novas tecnologias, muitas vezes pulando de empresa em empresa, sem comprometimento com os planos da empresa que está. Por isso, eu penso, temos um problema!!!
Acho que vocês estão indo no caminho certo e vou acompanhar de perto!!!!
Algumas boas referências que tenho, ao menos como um ponto de partida, além das que você citou são essas: - Ricardo Semler - Empresas Trilógicas (vale dar uma lida): http://www.stop.org.br/site/catalogo/secoes.php?idsecao=211
Apesar de como alguns disseram essas idéias não serem novas, é como Morpheus fala para o Neo no Matrix: - Você tem que aprender que conhecer o caminho e trilhar o caminho são coisas diferentes.
Desculpa o desabafo…. =)
Depois que assisti o video da palestra do Fagiani vim ler esse post. Simplesmente sensacional!
Não é demérito nenhum não ter algo inovador, no sentido de apenas novas ideias. O que vocês propuseram é inovador sem ser novo, e é brilhante!
Já tinha pensado alguma coisa relacionada com a Rede Σ mas sempre faltava algo mais consistente, vocês fizeram e agora é evoluir esse conceito, fomentando o empreendedorismo colaborativo. Empreender não é um jogo de soma zero!
Fantástico! \o/
Isso nao se parece com aquele modelo de crowdfunding. Tem um projeto que precisa de X capital para vingar. Dependendo da quantia investida , recebe-se um bonus Ou se nao arrecadarem o montante necessario aquela grana e’ devolvida.
O que muda nesse caso seria o RISCO, se o projeto mesmo implementado nao vingar. O esforco ou a grana investida e’ perdida. Interessante esse jogo, como sabemos empreender envolve riscos..
Com o perdão da palavra, a crítica que vou fazer ao texto pode não ser agradável, mas certamente estou fazendo com a melhor das intenções. Aprecio o trabalho que você teve de compartilhar tudo isso. Recebi através de um grande amigo que gostou da sua publicação, e me sinto na necessidade de acrescentar meus “dois centavos” nessa discussão.
Segue.
Não é possível desviar o foco de pessoas que não querem esse foco desviado.
Se você tem desenvolvedores que quererm legitimamente montar um negócio próprio, a verdade é nua e crua: você pode estar perdendo recursos, porque pela própria definição da vontade deles, eles não querem mais ser empregados.
Se esse for o caso, o máximo que você pode tentar fazer é começar a se comportar como um possível cliente, e consumir o produto que eles querem fornecer. Já vi isso acontecer antes. Se você não for parte do mercado alvo desses desenvolvedores, então babau, pode ser que esteja hora de pensar em contratar mais gente.
Se isso ocorre com certa frequencia, então é hora de assumir a responsabilidade sobre o processo e fazer um plano de contingência pra quando isso acontecer de novo.
Sobre a matéria:
Achei que é um bonito castelo montado sobre areia, já que você não define “risco” e “valor” com clareza, como também não discute a factibilidade daquilo que você chama “idéia”, além do TEMPO que as pessoas têm pra trocarem serviços e favores.
Essa rede pode muito bem gerar ruído e improdutividade ao invés de valor. É preciso definir esses parâmetros.
Tudo que você supuser em cima dessas indefinições é inseguro demais pra ser confiado. Portanto, você pode estar induzindo pessoas a pensarem na direção errada, e confundindo a direção correta a ser tomada.
Faltam elementos na analogia com a Bolsa de Valores, já que ela também produz bolhas ENORMES que deixam milhões de desempregados e é habitada por muitos e muitos oportunistas. Vide a crise americana. Existe o lado bom, do relacionamento “ponto-a-ponto”, mas naturalmente temos que endereçar também as desvantagens do modelo.
Acreditar imprudentemente nesse modelo é tão bom e perigoso quanto entrar em um ônibus estranho em cujo destino está escrito “terra prometida”, assumir que ele vá realmente chegar lá e ainda por cima que o lugar realmente seja a terra prometida que você quer, e não mais uma decepção.
Abraços, e parabéns pela matéria e pela Sea Tecnologia, que é pelo visto seu empreendimento de sucesso :-)
Rodrigo.
PS: Parabéns também por admitir os problemas que você tem tido, tornando-os públicos. Não é qualquer pessoa que é segura o suficiente pra falar sobre seus próprios limites. Não me admiro que você tenha uma empresa de sucesso :)
Gosto muito do seu pensamento e respectivamente do pesamento de todos desse grupo da Sea, focando não somente o empreendedorismo mais as idéias de colaboração e inovação (o que sem existir, não há como empreender também). Sou ainda um newbie nisso… ainda estou preso à empresa em que trabalho e não montei ainda uma empresa. Apesar de já ter cogitado, para trabalhar como PJ, mas ainda não. Gostaria mesmo de chamar alguns amigos responsáveis e desenvolver um projeto para conquistar o mundo, ser uma empresa ícone em um assunto e crescer tão rápido quanto possível… ainda vou conseguir isso. Acho que o primeiro passo é sonhar e planejar e depois agir para conquistar.
Alê Gomes, valeu por compartilhar conosco suas idéias e ideais empreendedores. Vou la na conferencia de desenvolvedores em Goiânia à convite do Raphael Adrien mas ansioso para ver as palestras de empreendedorismo!
Abração a todos!