A Rede Σ 33
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Desculpem o texto longo. Precisava dizer tudo o que tinha que ser dito. Sinto-me melhor agora… :-)
Abstract
Acho
que todo mundo sabe o
quão bem vista a comunidade técnica brasileira
é
no exterior, né? Nossa capacidade de
mobilização,
organização e motivação
não se
compara com nenhum outro canto do mundo. Vindo do mundo Java,
acompanhei de perto a evolução dos Java Users
Groups e
sei bem o quão maduros somos quando comparados a JUGs de
outros
países. No entanto, ainda não entendi por que
nós,
técnicos, ainda não refletimos o mesmo
nível de
maturidade nos negócios. Já que somos
tão bons em
fazermos coisas juntas, por que raios este mesmo potencial
não
é usado para geração de
negócios, riquezas, empregos e bem estar social? Este post,
deveras longo, discute este assunto e faz a
proposta de um novo modelo de empreendedorismo, sustentado por
princípios de soberania, confiança e
propsperidade.
Boa leitura.
Não crie empresa, crie empreendimentos!
Eestamos trazendo uma nova proposta para empreendimentos de software.
Chamemo-la de Rede Σmpreendedora
(é preciso dar um nome pra ficar fácil de
referenciá-la ao longo do texto). A proposta é
bem simples e não traz nenhum novo
conceito.
Sua inovação está no contexto em que
será
aplicada, com foco no público desenvolvedor de software.
A Rede Σmpreendedora
Imagens dizem mais que mil palavras….. Eis a proposta:
| Eu tenho uma ideia que acredito ter um bom potencial de lucratividade. | ![]() |
![]() |
Só que eu não tenho todos os recursos (tempo, infra-estrutura, design, contatos, habilidade de vendas…) para implementá-la. |
|
Eu
verifico se
alguém da minha rede de relacionamento possui
os
recursos dos quais preciso…
Pode ser um telefonema, um email ou mesmo numa conversa de boteco) |
![]() |
![]() |
…e ofereço parte dos meus ganhos a quem estiver disposto a me ajudar. |
| De forma semelhante, outras pessoas também têm ideias… | ![]() |
![]() |
…e também buscam apoio em amigos para viabilizá-las. |
|
Com
o tempo, eu terei participações
majoritárias
em poucos empreendimentos…
(os
meus empreendimentos)
|
![]() |
![]() |
…
e
participações minoritárias em
muitos outros.
(empreendimentos
de outras pessoas)
|
| Ganho
eu. Ganhamos todos. |
![]() |
Complexo?
Similares
A primeira vista, parece não haver nada de novo nesta
proposta e, de fato, não há! Veja se o modelo
sugerido em muito não se assemelha aos itens
abaixo:
Da página de uma corretora
da valores:
Trazendo à nossa realidade, quando um desenvolvedor aposta
muito
em uma ideia de produto mas não possui todos os recursos
para
concretizá-la, ele pode (i) vendê-la à
empresa que
o contrata, (ii) pagar do próprio bolso os perfis
necessários para sua implementação ou
(iii) abrir
a
participação societária a quem estiver
disposto a
ajudar.
Vender ideias está longe da realidade. Afinal,
não faltam ideias no mundo, mas sim, pessoas com capacidade
de realização. Financiar suas ideias com recursos
próprios é uma boa saída mas,
infelizmente, assumiríamos assim todos os riscos do projeto
e, infelizmente, não fomos educados pra isso.
Restaría-nos, portanto, a última
opção, de distribuição de
quotas societárias, boa por um lado, prejudicial por outro.
Ao distribuir ações de nosso empreendimento,
criamos uma ótima oportunidade de coleta
dos recurso de que necessitamos para alavancagem do projeto, o
que é ótimo! Afinal, é assim que
empresas S.A. fazem para capitalizarem-se sem endividamento.
Entretanto, perpetuamos, nesta estratégia, algumas
características 1.0, como as relações
societárias e o modelo da escassês, no qual bens
valorizam-se na mesma proporção de sua
carência no mercado (o que socialmente não
é bom) ao contrário do modelo
da abundância que diz
que:
A proposta da Rede Σ tudo a ver com o modelo do mercado de
capitais
para alavancagem de recursos sem endividamento, com algumas ressalvas:
- a “bolsa de valores”, na verdade, nada mais é que minha rede confiável de relacionamentos, geralmente formada pro outros programadores, como eu, designers, devops e mesmo vendedores;
- primordialmente, toda negociação é feita com base em troca de serviços (tempo de desenvolvimento, montagem de uma infra-estrutura, espaço em servidores, esforço comercial etc) e não necessariamente dinheiro.
- devemos estar atentos à perpetuação do modelo de escassês, buscando sua minimização, sempre que possível.
APLs tem como proposta o agrupamento de toda uma cadeia produtiva em torno de objetivos comuns a fim de pontencializar o ganho coletivo. Pela Wikipedia,
Em Brasília, temos a APLTICDF
(Arranjo Produtivo Local de
Tecnologia da Informação e
Comunicação do
Distrito Federal), que congrega empresas de diferentes especialidades
que lutam em conjunto para potencialização do
mercado
local de TI.
Às vezes batizada como Pólo
Tecnológico, a
proposta merece grande respeito, principalmente pela busca do ganho
coletivo, mas ainda assim não resolve o problema
específico de potencialização das
ideias
individuais que todos nós, técnicos, temos.
As APLs
hoje, reúnem apenas empresários
(não
necessariamente empreendedores), que se usam de uma infra-estrutura
política para barganha de benefícios comuns. E se
fizéssemos o mesmo entre nós, desenvolvedores
de software?! Esta
é uma das propostas da RedeΣ.
Propomos a aproximação
não de empresas, mas de indivíduos
técnicos, para que, além da
potencialização de empreendimentos pessoais, haja
também a possibilidade de ganho coletivo de toda a minha
rede de relacionamento, num processo convergente de esforços
para
geração de riqueza e bem estar mútuo.
Concebido por um grupo de consultores brasileiros, o jogo
propõe
um modelo de geração de riquezas
através do qual
sempre há ganhos individuais, coletivos e para o
território onde se opera cada negócio. Para que
cada
jogador
ganhe, é preciso que também haja ganhos para
todos os
demais participantes, contrariando as regras comuns de mercado.
No jogo, cada jogador (empreendedor) retira uma carta que descreve um
negócio a ser realizado. A cada jogador são dados
recursos para a realização de
negócios, mas
não necessariamente um jogador possuirá, num dado
instante, todos os recursos exigidos para a
concretização
do negócio que lhe fora atribuído. Dessa forma,
cabe ao
empreendedor consultar a mesa de jogo em busca de investimentos e
parcerias para a
conclusão bem sucedida de sua carta. Em contrapartida, a
cada
investidor disposto a ceder recursos ao empreendedor necessitado
é garantida participação nos lucros do
negócio em desenvolvimento.
O jogo não tem fim. Os jogadores é quem devem
estipular
um ponto de término. Dizem que uma única partida
pode
durar dias!!! De fato, a cada rodada, ganha o jogador da vez e ganham
todos os seus investidores. Muito semelhante ao que propusemos acima,
não?
Obrigado @viniciusteles
pela dica!
Fazendo uma analogia técnica, a
migração do modelo
de empresa
tradicional para o modelo de Rede Σ equivale à
mudança do mundo
cliente/servidor para as arquiteturas P2P de fornecimento de recursos.
Ao invés da distinção exclusiva de
papéis
(provedor e consumidor de recursos), entramos num formato onde
cada membro da rede exerce, simultaneamente, ambas as
funções.
Seja uma transferência de arquivos.
No modelo tradicional, existe um único servidor que hospeda
o
arquivo
desejado e vários clientes que o acessam para sua
obtenção. Nesta
estratégia, quanto mais clientes acessando, pior
é o
desempenho do
servidor e da rede. Em outras palavras, quanto mais usuários
na
rede, pior a rede
fica.
Num modelo P2P, por outro lado, a lógica se inverte. Quando
o
download
do arquivo é feito de algum lugar para sua
máquina,
automaticamente ele
se torna público aos demais participantes da rede. Ou seja,
quanto mais gente baixando o arquivo, mais
gente estará provendo o arquivo para download.
Quanto mais
usuários na
rede, melhor a rede fica.
Trazendo à nossa realidade, quanto mais gente numa empresa,
a
priori,
pior ela fica. Afinal, quanto mais funcionários, maior
será a
burocracia e maiores serão as dificuldades de relacionamento
pessoal com
todos os escalões. Outrossim, a
ploriferação de
empresas de um mesmo
segmento também não é bem vista por
empresários tradicionais. No atual
modelo, quanto mais empresas, maior a concorrência e menores
serão as oportunidades de negócio. Em
síntese,
quanto mais cheia
estiver esta nossa rede de negócios 1.0, pior ela fica,
assim
como
nas
arquiteturas cliente/servidor.
Na proposta da Rede Σ, o crescimento de minha rede de confiança representa, naturalmente (i) mais recursos para colaborar com minhas ideias e (ii) mais ideias com as quais posso colaborar. Isto é, quanto mais cheia a rede, melhor ela se torna.
Princípios
A Rede Σ sustenta-se em alguns pilares que
orientam seu desenvolvimento.
Soberania
O que aconteceria se, exatamente hoje, os donos da empresa em que
trabalha resolvessem fechar as portas e mudarem de ramo? Considerando
que tenha sido a melhor empresa em que você já
trabalhou
na vida, seria uma #putafaltadesacanagem, não? O mesmo seria
se,
hoje, o Google também resolvesse desligar todos os seus
servidores. Quantos emails você perderia com a morte
instantânea do GMail? E as fotos que você guarda no
Picasa
ou os documentos do GDocs? Tudo viraria pó em um piscar de
olhos.
Analise bem e perceberá que vivemos em constante
submissão. Praticamente todo o controle de nossa vida
virtual
está nas mãos de pessoas que sequer conhecemos e
confiamos.
Este cenário foi o que levou Klaus
Wuestefeld,
em 2004, a
elaborar o manifesto
da Computação
Soberana
que, em síntese, defende
a liberdade plena para compartilharmos informação
e
recursos de hardware com os amigos.
Pelo manifesto do Klaus, devemos ser os donos de nossos
próprios
narizes e termos absoluta soberania para tomar a
decisão que mais adequada julgarmos ser
às nossas
necessidades.
Levando este raciocínio ao limite, o mesmo se aplica a nossa
vida profissional. Afinal, por que delegamos a decisão sobre
o
que vamos fazer amanhã à uma minoria de
empregadores
“donos da verdade”? Por que confiamos tanto nos donos das empresas que
nos sustentam, públicas ou particulares? Como o Klaus bem
disse em seu manifesto, fazemos isso
simplesmente porque todos fazem? Não faz muito sentido
entregar
o controle de nossas vidas nas mãos de quem não
confiamos.
E se, assim como no manifesto do Klaus, fôssemos soberanos o
bastante para decidirmos qual projeto vamos fazer, qual será
nosso esquema de trabalho e qual será a sua
perpetuação ao longo tempo? Seria
ótimo,
não? Oras bolas, MAS NÓS PODEMOS!!! A isso
dá-se o
nome de empreendedorismo!
Então, por que não o praticamos? Sendo simplista,
porque
fomos educados por toda a vida a sermos submissos e obedientes, e
não para questionarmos modelos consagrados.
Ao subjulgarmo-nos às determinações de
um
empregador, abdicamos da realização de nossas
ideias para
a dedicação exclusiva às ideias
alheias.
Supreende-te, então, o fato de não serem os seus
os
sonhos por fim concretizados? Nenhuma surpresa, certo? Afinal, nesta
situação, a energia gasta para
realização
de nossos propósitos maiores (não falo aqui de
bens
materiais) é mínima. Como poderíamos,
portanto,
estimar qualquer sucesso pessoal? Tudo o que você faz, por
fim,
é canalizado para o sucesso de terceiros.
Ora, e nossas ideias? E nosso propósito de vida? Conforta-te
abandoná-los em prol de uma pseudo-estabilidade
profissional?
Para uns, sim. Para outros, felizmente, é
inadimissível.
Estes, utilizam-se da relação
empregatícia como
instrumento de alavancagem individual. Captalizam-se com o dinheiro dos
outros para o financiamento posterior de seus próprios
projetos. Seria uma ótima alternativa, se não
víssemos tantas brilhantes
se
auto-sabotarem em gaiolas de ouro, encantadoras num primeiro momento,
por potencializar o financimento de projetos pessoais, mas
traiçoeiras, ao algemarem seus integrantes em
padrões
financeiros enviesados
Através da Rede Σ, estamos buscando o estabelecimento de novos modelos de sustento, tentando sair das tradicionais alternativas de relação empregado/empregador, valorizando a soberania individual e viabilizando o potencial coletivo de produção de novas ideias.
Sendo soberano, qualquer profissional tem o livre arbítrio
para
iniciar sua própria rede de empreendimentos para
implementação de suas ideias e projetos.
Não
é necessário pedir permissão a seu
empregador e
tampouco envolvê-lo no processo. Inexiste qualquer entidade
ou organismo regulador que restrinja sua expansão viral.
Seja entre seus colegas da faculdade, a turma do Dojo ou amigos
virtuais, descubram um propósito comum e sigam em frente. O
importante é que, pela proposta, todos
têm ampla autonomia e soberania para a
mobilização de grupos de empreendedorismo
bastanto, para isso, criar coragem, sair na
zona de conforto, levantar a bunda da cadeira, #tirardopapel
e #botarprafazer.
Ligue para aquele seu brother agora e veja se ele nãotem
alguma ideia de projeto na qual você possa contribuir.
Compartilhe suas ideias com seus amigos e alavanque-as.
Gostem ou não, o mundo é feito de panelas.
Você
vive em panelas. Panelas regem todas as relações
humanas.
Panelas, mal vistas em algumas ocasiões são, na
verdade,
o que de fato criam relações duradouras entre
pessoas.
Apesar da conotação pejorativa do termo, panelas
são, tecnicamente, nossas redes de confiança.
Redes de relacionamentos (o famigerado networking que
os autores sobre
carreira tanto gostam de falar) podem ser rapidamente criadas. Redes de
confiança, entretanto, representam algo
mais
avançado que só o tempo constrói. Numa
rede de confiança, o estabelecimento de
elos
de segurança, honestidade e conforto entre seus
nós cria
um ecosistema com amplas vias para o compartilhamento de
informações e a mútua
colaboração.
Chamamos, primordialmente, membros de nossa rede de
confiança
para irem à nossa casa. Qualquer dono de empresa prefere mil
vezes mais contratar integrantes de sua rede de confiança,
ainda
que em 2º ou 3º graus, à
seleção de uma
chamada aberta de currículos. Essas redes são,
portanto,
nosso porto seguro de relações humanas. Mais vale
depositar créditos no amigo do meu amigo do que em
alguém
que nunca tenha visto na vida. Torna-se, portanto, uma rede desta
natureza, o alicerce mais seguro sobre o qual deveríamos
desenvolver um plano de vida de médio a longo prazo.
Ainda do Manifesto da Computação Soberana,
A Rede Σ deve ser, portanto, acima de tudo,
confiável. Como já dito, trata-se de um ambiente
para o
desenrolar de nosso potencial empreendedor de ideias. Quanto mais
confiável forem as relações
existentes, mais
intensas serão as interações entre
seus membros e,
naturalmente, maior será o compartilhamento de
opiniões e
feedbacks, acelerando o ciclo de melhorias e potencializando as chances
imediatas de geração de valor.
O que fazer para que as pessoas sintam-se sempre motivadas a serem
sempre melhores? Como evitar que profissionais acomodem-se ao longo de
suas
carreiras? Como manter aceso o espírito empreendedor em cada
um de nós?
É
possível a manutenção permanente de um
ambiente
fértil à cultura de ideias? Não temos
a resposta a
essas questões, mas temos bem clara
sua importância.
Modelos tradicionais de trabalho tendem a nivelar por baixo todos os
participantes de um grupo, gerando as malditas síndromes da
acomodação e do deixe estar. Afinal, por que
trabalhar
mais, inovar mais ou buscar novas ideias se o reconhe$$imento [sic] no
fim do
mês $erá sempre o mesmo?
Alguns setores usam modelos comissionados para gerar
motivação constante mas, considerando que a
política não se estende a todo quadro
operacional,
acaba que a abordagem só empurra o problema para
regiões
menos expostas do negócio. Ou seja, motiva-se o vendedor,
que
é a cara da empresa no mercado, e acomoda-se os
técnicos,
escondidos em algum porão mal iluminado da
corporação.
Ademais, a
técnica comumente sustenta-se sobre valores de venda, e
não sobre o resultado (ROI) de fato gerado, ocasionando um
ciclo
interno auto-destrutivo. Equanto uns vendem a todo custo, por
não terem seus reconhecimento$ associados ao sucesso ou
fracasso
do empreendimento, outros, limitam-se à operação
padrão, já
que nem mai$ e nem meno$ lhes será
atribuído.
Há uma fábula
bem conhecida entre executivos
que diz que, para manter sua equipe
sempre ativa, é necessária a
adição de
elementos que lhes provoquem a busca constante pela
sobrevivência. Nesta corrida, alguns morrerão, mas
o
resultado final será de indivíduos extremamente
capacitados a lidarem com o canibalismo do mercado. Pessoalmente,
concordo com a estratégia até certo ponto, mas
discordo
com a forma que algumas grandes multinacionais implementam-na.
Como exercício, responda à questão:
que perda
teria a sociedade se você morresse hoje (toc toc na madeira)?
Se
lhe falta resposta, revise seus propósitos e reflita sobre
sua
real importância para o negócio a que se dedica.
No
formato tradicional de trabalho, ser ou não socialmente
relevante é opcional. Já na abordagem da
Rede Σ,
é questão de sobrevivência. Ganha
você, por estar em constante atividade mental (a melhor
vacina para maus da 3ª idade), e ganha o grupo, por manter-se
sempre energizado para a vida.
Achamos que a Rede Σ contribui para a
manutenção desta excelência individual
e coletiva
de produtividade. No modelo proposto, cada indivíduo
é
soberano para implementar os empreendimentos que quiser e estabelecer
as relações que melhor lhe aprouver. Dessa forma,
cabe a
ele manter-se ativo e útil na rede. Por ser um meio
naturalmente
meritocrático, sustentam-se nela
apenas aqueles com melhores ideias e competências de
colaboração, gerando um ciclo virtuoso de alta
produtividade, inovação e
geração de
ativos. E, àqueles que não acompanharem o
desenvolvimento
coletivo, restará a marginalização.
Afinal, a Rede é, por
essência, dinâmica e a cada
instante se refaz.
Como todo modelo meritocrático (vide software livre), a
proposta da Rede Σ é autoregulável. Por
possuir
uma dinâmica orgânica, de constante
mutanção,
sempre há a oportunidade de melhoria contínua.
Um integrante que não se atualize profissionalmente, perde
instantaneamente seu prestígio. Outro que, num instinto de
más intenções, utilize-se do
ecosistema para
benefício exclusivo ou ilícito, será
naturalmente
descartado em futuras oportunidades. Cada membro desta teia tem apenas
uma única chance para vacilar. Ao mínimo sinal de
sabotagem, assim como nas relações humanas,
perde-se de
imediato o elo de confiança que o mantinha ligado ao sistema.
Como as relações de negócio
são
estabelecidas a cada empreendimento, tem-se sempre a oportunidade de
substituir parcerias mal feitas por novos relacionamentos negociais.
Afinal, uma sociedade é o reflexo de um
alinhamento de
interesses num dado instante de tempo, e não um compromisso
que
deve prevalecer por toda eternidade. Com o passar dos dias, cada parte
de um acordo societário sofre influências
específicas e particulares que, a longo prazo, as fazem
desenvolver modelos mentais distintos daqueles existentes no
início do relacionamento. Com isso, desenrolam-se os
conflitos
que, a depender da maturidade dos envolvidos, podem desnutrir todo o
ativo até então cultivado, prejudicando os
próprios donos e todos os que dependem dos empregos gerados
pelo
empreendimento.
Na Rede Σ, sociedades são, de fato, o que elas são (o reflexo de um alinhamento de interesses num dado instante de tempo) e não um compromisso eterno de realização conjunta de negócios. A cada nova ideia, cabe ao empreendedor avaliar o estado de sua atual rede de confiança e buscar nela integrantes com mais potencial de contribuição ao empreendimento. A medida que se desenvolvem divergências entre indivíduos que outrora se relacionavam, ocorre o natural enfraquecimento de alguns laços, a consolidação de outros novos e a reconfiguração natural da Rede.
Gênesis
Todos nós temos grandes ideias diariamente. Uns mais, outros
menos, mas volta e meia a lampadadinha pipoca em nossa
consciência. Por alguns instantes, temos a certeza de ser
esta a
ideia que faltava para um mundo melhor e que certamente
ficaríamos ricos se a puséssemos em
prática mas,
por estarmos presos a rotinas profissionais, acabamos por abandonar
aquilo que poderia vir a ser as próximas grandes
inovações da indústria (ou
não).
Na SEA, temos plena consciência disso e, além das
ideias
de seus donos, há tempos buscamos formas de aproveitar o
potencial empreendor de nossos funcionários, sem muito
sucesso,
confesso.
Em Setembro/2007, abrimos nosso blog público com o post Mudanças
na TEC que, dentre outras
coisas, dizia:
Em Novembro/2007, dissemos no texto Empreender
faz Sentido:
Em Março/2008, foi a vez do post SEA:
um celeiro de ideias:
De 2008 pra cá, frustrados com as tentantivas anteriores,
temos
cronicamente debatidos sobre novos modelos de empresa.
Conversando muito com @alissonvale,
principalmente, percebemos que o
formato tradicional de empresa, com N sócios e M empregados,
não parece mais ser o mais adequado para quem tem perfil
empreendedor. Falamos já há algum tempo sobre a
criação de um ecosistema de
colaboração
mútua, através do qual vários
empreendedores
pudessem se beneficiar individual e coletivamente, mas pouco
avançamos em termos práticos.
Paralela a essas discussões pouco conclusivas, emergiu na
SEA um
movimento interessantíssimo (e preocupador). Sem qualquer
envolvimento
direto nosso, organicamente aconteceu a formação
de
núcleos de empreendimentos marginais à atividade
principal da empresa. Foram pessoas que, motivadas exclusivamente por
seus ideiais, compuseram-se com colegas de confiança para a
implementação de projetos de toda
sorte. Se, por uma lado, orgulhou-nos assistir o
nascimento deste movimento e a maturidade de nossa equipe, por outro,
preocupou-se a situação pela
divergência de
esforços que passamos a ter.
Desde que percebemos a evolução deste movimento,
começamos um debate sobre como canalizar todo este
espírito empreendedor para um foco comum.
Chegamos a propor a participação
societária da SEA
em um dos empreendimentos individuais mas, pela falta de acordo entre
os percentuais de participação, foi mais uma
tentativa
frustrada.
Há cerca de um mês atrás,
discutíamos sobre
isso em um grupo de amigos (os Agilistas
Anônimos) sem, mais
uma vez, chegarmos a um ponto
prático comum.
Vamos abrir uma empresa
- pautado no pensamento 2.0;
- valorizando aprendizado e ducaralhice;
- altamente motivada e melhorando continuamente;
- vendendo consultoria de Scrum, XP e Kanban;
- e criando produtos de software para uma sociedade melhor
?”
“Convergência é tudo! E é isso que eu vejo nessa galera.
Seria fantástico poder fazer alguma coisa juntos.
O difícil é o ‘como’… alguma idéia?”
Nas vésperas do OxenteRails
tivemos, eu, @rwilli
e
@brunopedroso
uma longa
conversa sobre este cenário. Mais uma vez, destacamos todas
as
inciativas marginais à SEA e debatemos sobre meios de
convergência desta energia. Conclusão? Nenhuma :-/
No primeiro dia de Oxente, almoçando com alguns SEArenses
presentes (@tulios,
@edhana,
@igallina
e @aitherios),
falamos um bocado
sobre como resolver esta situação,
confortável
para cada um, mas péssima para todos! A conversa, com o
cenário de Ponta Negra ao fundo e regada a peixe e
camarão, foi fantástica. Desenhamos
possíveis
caminhos mas, mais uma vez, não chegamos a um ponto
conclusivo.
Foi na #horaextra do segundo dia de evento, no entanto, que os astros
se alinharam.
Sem nunca ter globalizado este debate, integrei-me, expontaneamente, a
uma roda de bate-papo que começou com uma
sentença
semelhante a esta:
Coincidência ou não, começou ali a
mesma
discussão em torno da qual há muito
refletíamos.
E, com a colaboração de um e de outro, o grupo
foi
crescento, mais e mais pessoas identificaram-se com aquela
situação, e foi dali que começamos a
desenhar esta
proposta, que não representa um fim, mas o
início de um grande debate público sobre
@alissonvale
ou ainda
@klauswuestefeld
Entrei em
êxtase desde então. Obrigado @viniciusteles,
@fagiani,
@rafaelp
e @smergulhao
por terem
iniciado o assunto.
Público
Que fique claro que não estamos advogando contra a
formação tradicional de empresas (N
sócios x M
empregados) em prol de um modelo exclusivamente empreendedor
(empreendedor x empreendor) ! A proposta da Rede Σ
não
é
universal. Atributos empreendedorísticos
não podem
ser generalizados. Nem todo munto tem interesse em correr riscos ou
viver em constante desafio. Há no mercado
espaço
de sobra para quem opta pela segurança, estabilidade e
submissão e, os próprios empreendimentos,
além de
seus criadores, necessitam de pessoas dispostas de neles trabalharem.
Percebemos então que a Rede é, na verdade, nada
mais que
alternativa a um perfil muito específico de profissional e
não uma nova regra de mercado que substituirá o
atual
modelo secular.
Poréns
Dos vários poréns que foram levantados em
discussões sobre esta proposta, há um que ainda
não soube responder.
Será que toda esta ideia não pode nos levar a um
padrão mesquinho de comportamento, sempre barganhando algo
em
troca de todo e qualquer favor?
Será que seremos sóbrios o bastante para
distinguir o
brother do investidor? Esta preocupação
está diretamente relacionada à
perpetuação do modelo de escassês
mencionado anteriormente….
Feedback
Encarecidamente, peço a todos que deixem sua
opinião,
positiva ou não. Tenho depositado muitas fichas neste
esquema e
gostaria da ajuda de todos para evoluí-lo.
Estamos hoje, na própria SEA, tentando iniciar sua
implementação. Estamos chegando ao fim do
financiamento
de um produto e,
para continuar com sua
evolução,
propusemos sociedade ao grupo de desenvolvedores que o conduzia.
Não é ainda um modelo totalmente soberado, mas
já
é um início. Mantenho-vos informados sobre o
aprendizado
que tivermos.
[]s
@alegomes
II Workshop arduino-brasilia 3
<!DOCTYPE html PUBLIC “-//W3C//DTD HTML 4.01 Transitional//EN”>

| Sábado 28 de agosto de 2010 15:00h |
.:.
SEA Tecnologia .:. CLN 110 Bloco A Sala 104 Brasília - DF |
O que vamos fazer neste workshop? Hackings!!! Vem pra ver.
Só
adianto que teremos Arduinos, ProgramMEs, Karduinos, SunSPOTs,
Sentillas, SmartPens Livescribe, injeção
eletrônica
e muitos, muitos sensores. #ftw
Inspire-se no site Elétron
Livre e traga suas ideias!!!
.:
Update em 31/08/2010 :.
O Jerônimo (@blogdoje) nos fez uma ótima
introdução teórica sobre
eletrônica, Arduino e afins. Veja nesta filmagem tosca.
II Workshop de Arduino - Introdução Teórica from unbiquitous on Vimeo.
[]s
Serviços Liferay SOAP com Groovy
<!DOCTYPE html PUBLIC “-//W3C//DTD HTML 4.01 Transitional//EN”>
Muito mais simples, né? Pena que não funciona no
Liferay :-(
Primeiro, porque a API utilizada pelo GroovyWS (Apache CXF) não
suporta sobrecarga de métodos
e os WSDLs do Liferay estão recheados disso. Segundo, porque
a mesma API não
suporta serviços
RPC/encoded
e o ServiceBuilder gera tudo assim.
Uma pena, senão seria uma
baita mão na roda, né não? Se tiver
alguma ideia de como transpor esta dificuldade, por favor, deixe-nos um
comentário. Usar outra API Java para XML não vale
;-)
[]s









