Yes, nós temos Manifesto! 4
Olá pessoal,
Está publicada a versão em português do Brasil do Manifesto Ágil em http://www.agilemanifesto.org/iso/ptbr
Mais um trabalho feito com a colaboração da Comunidade Ágil Brasileira.
Todo trabalho de tradução em grupo é complicado por conta de regionalismos, opiniões pessoais, várias versões equivalentes, complementos de idéias e etc. Sabemos que é impossível agradar a todos e que algumas questões ainda ficaram em aberto, mas nossa intenção desde o início foi passar as idéias do manifesto e seus princípios de forma fidedigna à original.
E nesse critério, acho que obtivemos um grande sucesso.
Meus agradecimentos especiais para:
- José Peleteiro
- Heitor Roriz
- Flávio Steffens de Castro
- Luiz Cláudio Parzianello
- Rafael Prikladnicki
- Mariana Bravo
- Dairton Bassi
- Rafael Sabbagh Armony
- André Faria Gomes
- Cecília Fernandes
- Rodrigo Toledo
- Manoel Pimentel
- Guilherme Silveira
- Wescley Costa
- Marcelo Andrade
- Christian Peixoto
- Hugo Corbucci
- Henrik Kniberg
E todos os demais que participaram do trabalho com paciência, colaboração e compreensão.
[]s
Willi
Workshop/Dojo de Liferay na SEA 3
Para facilitar a comunicação e entender melhor o ambiente do cliente, facilitando também o feedback, é comum que a equipe de determinados projetos esteja quase sempre locada no próprio cliente. Por isso mesmo é que são buscadas diversas formas de se transmitir o conhecimento adquirido e as experiências entre os colegas e até com a comunidade. Entre estas formas de disseminar o que aprendemos nos nossos projetos, estão os blogs, filmes, trabalho em par e os Dojos. Neste contexto, resolvemos marcar em nossas agendas um horário na semana para falar de Liferay. O formato da reunião ainda está sendo moldado, e a primeira já aconteceu, na última sexta-feira, dia 9 de abril. Neste workshop-dojo de Liferay na SEA, Ian e Wesley começaram um bate-bola sobre Liferay para nivelar a turma presente. Abordaram temas como: Ferramenta para gerenciar conteúdo, uma forma de permitir atualização de um site, sistema ou portal, com informações, sem necessidade de conhecimentos específicos de desenvolvimento ou webdesign. O Liferay tem essa função - também. Applet java móvel: appLET PORTátil - daí o nome port+let. Basta baixar a versão community do Liferay já com o TomCat, na sua versão mais recente, e descompactar em sua máquina. Uma dica é descompactar na pasta Sites do Mac. E para acessar o servidor, abra o terminal, acesse a pasta do tomcat (dentro da pasta do Liferay portal), e procure a pasta bin, dentro dela, execute startup.sh ou o catalina.sh, assim: ./catalina.sh run Simples, baixe o plugin SDK no site do Liferay, e descompacte em seu computador, de preferência próximo à pasta do Liferay+tomcat. Localize o arquivo build.properties, dublique-o (para não modificar o original), e altere o nome de sua cópia para algo como build.seu_nome_de_usuario.properties. Agora abra o arquivo em um editor de texto/código, localize a linha referente à versão que você utiliza e aponte para a pasta do tomcat no seu computador: app.server.dir=/pasta_onde_está_seu_tomcat. Basta alterar a primeira linha, as demais são auto-referenciadas. Salve e feche. Via terminal, vá até a pasta "theme" dentro da pasta dos plugins, para criar o projeto do seu tema. Utilize o comando ./create.sh exemplo "Este é um Exemplo" (onde "exemplo" é o nome do projeto, tem que ser em letras minúsculas; e "Este é um Exemplo" será o nome para exibição do projeto e pode ter letras maiúsculas, acentos, etc. Aqui cabe uma dica extra. Às vezes, o comando não funciona de primeira, pois falta dar permissão para executar o create.sh: chmode +x create.sh ou se preferir dar permissão para todos os arquvios .sh, use chmode +x *.sh (dúvidas? procure o Funke) Ao fazer isso, é criada uma estrutura do projeto vazia. Mas não há necessidade de começar do zero, quando se pode apenas alterar o que é necessário, à partir de um tema completo pré-existente. Para "copiar" o tema Classic para o seu projeto, basta fazer uma alteração no build.xml: modifique o arquivo, sobrescrevendo "_styled" por "classic". Ao fazer o deploy, ele trará toda a estrutura do tema Classic, e nela, uma pasta _diff onde você poderá colocar apenas os itens que for alterar, e no deploy, estas alterações irão se sobrepor aos itens herdados do tema clássico, no seu tema. Dentro da pasta do tema, há a pasta _diff, além das pastas dos itens do tema, como css, images, templates, etc. Para fazer alguma modificação no seu tema novo, basta copiar o item a ser alterado, mantendo a estrutura de pastas, para a pasta _diff. Não altere os itens originais, apenas os que você copiar para a pasta _diff. Assim, você poderá fazer um deploy para verificar no próprio portal, as alterações feitas. Uma dica sobre CSS: quando for modificar os arquivos CSS, basta alterar o arquivo custom.css, pois ele foi criado exatamente para suas customizações. Ele é carregado por último e o que estiver nele, irá alterar as configurações de CSS dos demais arquivos. Os arquivos CSS estão organizados de modo que se você queira alterar algo relacionado à navegação, basta abrir o css de navegação, copiar e colar no seu custom.css apenas aquilo que você vai alterar. Os arquivos servem de referência para suas alterações. Depois de ter feito alguma modificação em seu tema, por exemplo, modificando a cor do fundo ou o tamanho das fontes no arquivo custom.css na pasta _diff/css do seu tema, você deve estar na pasta do seu tema (via terminal), e usar o comando ant deploy. É uma boa idéia ter o ant instalado, para que isso funcione. Outra dica é ter o port instalado caso você use um Mac, isso permitirá portar os comandos de unix para o Mac. É isso aí, foi muito interessante e instrutivo, e vamos repetir nesta sexta-feira mais uma rodada sobre Liferay. Para quem quiser buscar mais informações sobre o Liferay, a dica é acompanhar os slidecasts do minicurso de Liferay do Alê: 1 e 2, _3_ e _4_, e também buscar na própria comunidade do Liferay, que tem muito material informativo (em inglês), desde fórums a artigos em pdf.
Certificações Ágeis a preço de banana
Este é sem dúvida um título que chama bastante atenção e atrai muita gente pra ler o post. Mas porque será? Porque certificações são tão atraentes?

Não sei se vc já ouviu falar, mas estão sendo criadas mais algumas certificações ágeis,o que é uma ótima notícia para aqueles que gostam de adquiri-las (eu particularmente estou mais excitado com o lançamento do iPad), e muito pano pra manga para discussões acaloradas.
Reflita um pouco antes de continuar: que critério podemos usar para reconhecer a qualidade técnica de um profissional (especificamente no contexto do desenvolvimento Ágil)? De onde vem a necessidade da nossa indústria que fez surgir as certificações? Dos contratantes em potencial ou das empresas que certificam? Elas estão sendo efetivas em resolver os problemas a que se propõem? Quem deveria decidir sobre esses critérios e como as pessoas devem ser avaliadas?
Ao mesmo tempo - isso parece que não tem sido tão comentado, não sei porquê - a comunidade internacional Ágil tem se organizado em uma espécie de iniciativa open-source para a definição dos critérios de mérito profissional, em resposta às iniciativas comerciais que estão por aí. E é sobre essa "resposta" que gostaria de comentar aqui.
Tenho passado o olho no resumo das mensagens da lista e no wiki que está sendo gerado, e estou achando fabulosa a forma de trabalho do grupo, o clima construtivo do projeto e seu resultado, que na minha humilde opinião, promete bastante!
O projeto é uma resposta importantíssima, fundamental para o equilíbrio do eco-sistema, e que vemos com frequência no mundo do software livre, onde já estamos acostumados a reconhecer seu valor. Porém, a filosofia do software livre aplicada ao desenvolvimento de um conceito social altamente relevante - critérios de mérito profissional - ainda é uma manifestação relativamente rara, nova, ou pouco observada, no mínimo.
Estamos acostumados desde que nascemos a ver as regras sendo definidas "de cima pra baixo", seja por meio do castigo dos pais, das normas corporativas, do poder econômico ou do código de leis. Não costumamos ver a comunidade se organizando efetivamente para definir as regras do jogo, mas tenho a impressão de que veremos isso cada vez mais, e que processos participativos e meritocráticos serão talvez o centro da convivência humana em um futuro bem próximo.
Enquanto isso, adoraria ver mais brasileiros envolvidos no projeto!
