Torna-te, pois, responsável 4
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Definitivamente, cremos que empresas modernas devem quebrar
suas
barreiras egocêntricas, fomentar a opinião
crítica de sua equipe,
digeri-las e agir de acordo. Como dizem no mundo do Software Livre,
nenhuma idéia é melhor que a idéia de
todos nós juntos. Estamos
falando dos princípios da Web 2.0,
onde a empresa deixa de ser o núcleo emanador de verdades e
torna-se a infra-estrutura
viabilizadora do
desenvolvimento de sua comunidade.
Transparência vs Compromisso
Numa empresa 2.0 (por mais que não tenham ainda formalizado
este conceito), a gestão estratégica do
negócio recebe influências diretas de seu
nível operacional. Democracia a parte, não
é novidade o incômodo trazido pelo modelo.
Incômodo ainda maior, quando o bombardeio de
críticas é acompanhado de descompromisso. Afinal,
nossa cultura é mestre em seu senso crítico
evasivo.
Mas não é nisso que o pensamento
2.0 acredita. O Scrum,
representante deste movimento, ilustra muito bem a
situação com a
estória do porco e da galinha.
Não queremos crítica por crítica.
Queremos crítica construtiva, preferencialmente de pessoas
devidamente compromissadas com seus resultados. O poder de voz
não é gratuito. Grande carga de responsabilidade
o acompanha.
O que faz todo o modelo tender ao colapso é o descompromisso
dos participantes. Como galinhas, muitos querem se envolver na
discussão, julgando e criticando, mas poucos
estão realmente dispostos às últimas
consequências de seus atos. Sendo desta forma, não
se atinge um equilíbrio na balança da
discussão vs ação. Empresas modernas
precisam muito mais de gente que faz do que de gente que fala.

Discussão vs
Ação
Passei muitos anos de minha vida em busca de idéias brilhantes e crente em sua escassez. De uns tempos pra cá, entretanto, percebi que o que nos falta não são ieias, mas capacidade de realização.
Quando se abre as portas da gestão estratégica
para a discussão coletiva, o que se busca, nas entrelinhas,
é maior apoio para a construção de um
mundo novo. Sim, a opinião coletiva é importante
mas, muito mais relevante é o apoio braçal para
realização de parte do que fora discutido.
Então, críticas sem compromisso em nada
contribuem. Não adianta 20 pessoas aparecerem com mil
pedras e sugestões de melhorias e pensarem que 3 colegas
serão suficientes para
implementá-las. Queremos gente que compre a briga conosco e
que lute ao nosso lado. Esta é a contrapartida ao direito de
voz.
Não é raro ouvir que “aqui nesta empresa, muito
se fala, mas pouco se faz” sem que o interlocutor, inadvertidamente, se
dê conta que grande parcela do “muito se fala” e da
responsabilidade pelo “pouco se faz” está em seu poder.
Então, antes de muito propor, verifique sua capacidade de
contribuição com a proposta. E, antes
de criticar a pouca realização, examine sua
consciência e confirme sua isenção de
culpa. Se sua incapacidade de contribuição em
ideias está limitada por questão financeiras ou
sociais, busque-as, viabilize-as. Se sua
contribuição com planos do passado não
tem sido expressiva, reinvente-se. Se todo o fardo do desenvolvimento
corporativo estiver sobre seus ombros, reivindique! Tudo isso faz parte
das responsabilidades cotidianas do chamado “gestor” que agora, quer
compartilhá-las com todos.
Há aqueles que acreditem que novas ideias ou modelos de
trabalhos só serão implementados se promulgados
pela alta gestão do negócio. Nada mais 1.0 a
dizer. Esses ainda acreditam no poder
e certamente estão
alheios aos novos valores da adminsitração
moderna que define a autoridade
e a liderança
como palavras
de ordem. A gestão moderna não é uma
atividade resumida ao preenchimento de planilhas e acompanhamento de
gráficos. É a arte da
socialização, da
articulação política e da
resolução de conflitos.
Portanto, pare de culpar o mundo pelas suas mazelas. Culpe a si mesmo. Busque no alto escalão apoio para a eliminação de obstáculos, e não decretos imperativos de transformação. Faça amigos e influencie pessoas. Desenvolva sua capacidade de convencimento. Seja líder. Seja um empreendedor.

“Tu te tornas eternamente responsável
por aquilo que cativas.”
Nota pra mim mesmo: discutir no próximo post como incentivar a Aptitude 2.0.
[]s
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Duca!
Pior do que a história do restaurante da galinha e do porco, é o “bife à cavalo”.
Bife à cavalo, p/ quem não conhece, é um prato feito com um bife e um ovo sobre ele.
Quem colabora com o prato: * o boi estava comprometido: deu a vida pelo negócio. * a galinha estava participando: botou o ovo. * o cavalo estava só envolvido: deu o nome pro prato.
Pensem nisso!
– Vinicius Assef.
Excelente post Alê!!!
Coincidentemente vivi um pouco disso que você falou sobre planejamento estratégico. Se puder, dá uma lida no post Planejamento Estratégico Colaborativo, que fiz no início do ano: http://bazedral.blogspot.com/2009/02/planejamento-estrategico-colaborativo.html. De lá para cá ocorreram muitas mudanças no Serpro e não mais gerencio a área, então não colhi diretamente os frutos que plantei. No entanto, posso arriscar dizer que é uma boa estratégia implantar uma sistemática simples para submissão, priorização e seleção de poucas propostas, transformando-as em projetos efetivos com a participação dos funcionários. Digo POUCAS, pois é melhor concluir 90% de 5 propostas do que 10% de 20.
That’s an all ‘round incredibly written article!!