Torna-te, pois, responsável 3

Posted by Alê! Mon, 27 Jul 2009 11:51:00 GMT

Torna-te, pois, responsável.

Apesar de tendência ao colapso, ainda acreditamos na Filosofia 2.0.


Definitivamente, cremos que empresas modernas devem quebrar suas barreiras egocêntricas, fomentar a opinião crítica de sua equipe, digeri-las e agir de acordo. Como dizem no mundo do Software Livre, nenhuma idéia é melhor que a idéia de todos nós juntos. Estamos falando dos princípios da Web 2.0, onde a empresa deixa de ser o núcleo emanador de verdades e torna-se a infra-estrutura viabilizadora  do desenvolvimento de sua comunidade.

Transparência vs Compromisso

Numa empresa 2.0 (por mais que não tenham ainda formalizado este conceito), a gestão estratégica do negócio recebe influências diretas de seu nível operacional. Democracia a parte, não é novidade o incômodo trazido pelo modelo. Incômodo ainda maior, quando o bombardeio de críticas é acompanhado de descompromisso. Afinal, nossa cultura é mestre em seu senso crítico evasivo.

Adoramos condenar o escalão político sem, no entanto, nos lembrarmos que nosso voto o compôs e, pior, sem nos dispormos agir de alguma forma para sua reconstituição moral. Repare em nossa sociedade. O papel acusador é vivido do mais pobre ao mais rico, do mais estudado ao menos, e todos compartilham, majoritariamente, a síndrome do ‘não é problema meu’. O problema da limpeza da cidade é do prefeito, não meu. A insegurança do condomínio é problema de seu síndico, não meu. A guerra no trânsito é culpa dos motoristas de transporte coletivo, obviamente, não meu. E, no senso comum, tropeços na gestão empresarial, é problema de seus dirigentes, não meu.

Mas não é nisso que o pensamento 2.0 acredita. O Scrum, representante deste movimento, ilustra muito bem a situação com a estória do porco e da galinha.



Não queremos crítica por crítica. Queremos crítica construtiva, preferencialmente de pessoas devidamente compromissadas com seus resultados. O poder de voz não é gratuito. Grande carga de responsabilidade o acompanha.

O que faz todo o modelo tender ao colapso é o descompromisso dos participantes. Como galinhas, muitos querem se envolver na discussão, julgando e criticando, mas poucos estão realmente dispostos às últimas consequências de seus atos. Sendo desta forma, não se atinge um equilíbrio na balança da discussão vs ação. Empresas modernas precisam muito mais de gente que faz do que de gente que fala.



Experimentamos nos últimos 4 anos a realização do planejamento estratégico da empresa com todos, absolutamente todos, os seus integrantes. Muitos gostam do processo, simpatizam-se com a disposição da empresa em a todos ouvir, mas também muitos negam-se a participar pela impressão de haver muita ideologia e pouco resultado prático do processo.

Discussão vs Ação

Passei muitos anos de minha vida em busca de idéias brilhantes e crente em sua escassez. De uns tempos pra cá, entretanto, percebi que o que nos falta não são ieias, mas capacidade de realização.

Quando se abre as portas da gestão estratégica para a discussão coletiva, o que se busca, nas entrelinhas, é maior apoio para a construção de um mundo novo. Sim, a opinião coletiva é importante mas, muito mais relevante é o apoio braçal para realização de parte do que fora discutido.

Então, críticas sem compromisso em nada contribuem. Não adianta 20 pessoas aparecerem com mil pedras e sugestões de melhorias e pensarem que 3 colegas serão suficientes para implementá-las. Queremos gente que compre a briga conosco e que lute ao nosso lado. Esta é a contrapartida ao direito de voz.

Não é raro ouvir que “aqui nesta empresa, muito se fala, mas pouco se faz” sem que o interlocutor, inadvertidamente, se dê conta que grande parcela do “muito se fala” e da responsabilidade pelo “pouco se faz” está em seu poder. Então, antes de muito propor, verifique sua capacidade de contribuição com a proposta.  E, antes de criticar a pouca realização, examine sua consciência e confirme sua isenção de culpa. Se sua incapacidade de contribuição em ideias está limitada por questão financeiras ou sociais, busque-as, viabilize-as. Se sua contribuição com planos do passado não tem sido expressiva, reinvente-se. Se todo o fardo do desenvolvimento corporativo estiver sobre seus ombros, reivindique! Tudo isso faz parte das responsabilidades cotidianas do chamado “gestor” que agora, quer compartilhá-las com todos.

Há aqueles que acreditem que novas ideias ou modelos de trabalhos só serão implementados se promulgados pela alta gestão do negócio. Nada mais 1.0 a dizer. Esses ainda acreditam no poder e certamente estão alheios aos novos valores da adminsitração moderna que define a autoridade e a liderança como palavras de ordem. A gestão moderna não é uma atividade resumida ao preenchimento de planilhas e acompanhamento de gráficos. É a arte da socialização, da articulação política e da resolução de conflitos.

Portanto, pare de culpar o mundo pelas suas mazelas. Culpe a si mesmo. Busque no alto escalão apoio para a eliminação de obstáculos, e não decretos imperativos de transformação. Faça amigos e influencie pessoas. Desenvolva sua capacidade de convencimento. Seja líder. Seja um empreendedor


Tu te tornas eternamente responsável
por aquilo que cativas.


Como bem já disse o Serge, não basta só a Empresa ser 2.0. É preciso que seu Pessoal também o seja. É preciso que se desenvolva a Aptitude 2.0.

Nota pra mim mesmo: discutir no próximo post como incentivar a Aptitude 2.0.

[]s

Retrospectiva da Turma 4 do minicurso de XP

Posted by Willi Thu, 23 Jul 2009 17:45:00 GMT

Ao invés de escrever sobre nossas impressões sobre a 4a turma do minicurso “XP na Prática”, vamos transcrever aqui o feedback dado pelo Luiz Henrique Correa, originalmente enviado para a lista AgilDF@googlegroups.com (participe!), e aqui publicado com sua devida permissão.



No último dia 18/07 participei do Mini Curso XP na Prática, ministrado pelo pessoal da SEA Tecnologia. Gostaria de relatar aqui as minhas experiências e impressões sobre o curso.

Não é de hoje que eu estudo sobre metodologias ágeis, e o curso pra mim serviu como uma forma de aparar algumas arestas e experimentar de
fato um ambiente Ágil na prática. A didática utilizada é algo completamente diferente do normal, pelo menos dos cursos que eu já participei, o que na minha opinião foi um ponto muito a favor.

Início do Curso:

O curso é prático mesmo. O que faz com que os participantes mergulhem num dia de trabalho XP.
Após uma rápida (muito rápida!) apresentação dos conceitos, valores, práticas e princípios de XP, entramos de cabeça no planejamento das atividades e iterações.

Planejamento das Iterações:

Achei interessante o fato do Bruno (Instrutor) conduzir a reunião de planejamento somente “ditando” as regras (alertando o grupo sobre o tempo máximo da iteração, ajudando na quebra das histórias, etc) e não conduzindo os alunos pela mão.

A turma foi obrigada a se entender quanto aos prazos para realizar as atividades do projeto, e nesse ponto conseguimos ver o quanto é difícil estimar prazos. O problema da estimativa é “resolvido” nas retrospectivas, onde podemos reavaliar e melhorar a nossa estimativa tendo a experiência da iteração anterior. O comprometimento com os prazos também é muito mais intenso quando o próprio time é quem os define, diferente das abordagens comando-controle.

Quebrar as histórias em atividades e tarefas menores, ajuda a enxergar o problema de uma forma mais realista, e com isso podemos estimar melhor e trabalhar mais focado em cada parte do projeto. Tanto gerenciar quanto trabalhar dessa forma é muito mais viável.

Mão na Massa:

Depois do planejamento inicial, o pessoal da Sea iniciou o desenvolvimento das funcionalidades programando para que a turma pudesse começar a se familiarizar com o jeitão XP de fazer as coisas. A programação foi sempre realizada em pares e usando as técnicas de TDD. Depois da primeira iteração os alunos começaram a colocar a mão na massa, também programando em pares usando TDD. Nesse momento percebemos que na prática, a teoria é outra!

TDD:

Sem dúvida o ponto alto do curso foi a utilização das Técnicas de TDD. Logo de início, pensar no teste antes de programar era difícil, e por isso muitas vezes o monitor nos chamava a atenção: “Faz o teste primeiro!”. Mas depois, em pouco tempo, já estávamos praticamente “dependentes” de criar o teste antes de programar, pelo menos no meu grupo foi assim. Não pensávamos mais na funcionalidade sem antes pensar no teste. Com isso ganhamos em foco, comunicação, simplicidade e segurança. Não chegamos a refatorar nada, em função do tamanho do projeto e do pouco tempo que tínhamos, mas certamente com a extensa cobertura de testes (acho que uns 26 testes para umas 8 funcionalidades, pelo que eu me lembro) qualquer mudança poderia ser
feita sem as tradicionais dores de cabeça e, sem precisar “debugar” o código para entender o que estava acontecendo, bastava olhar a suite de testes.

Ao final do projeto, com todos os testes automatizados que tínhamos, estávamos com uma excelente documentação dos requisitos (atual e funcional!), com uma ótima rastreabilidade das funcionalidades e dependências de código, além de uma bruta segurança para fazer qualquer modificação necessária, sem medo de quebrar as funcionalidades existentes. Tudo isso graças aos nossos Testes Automatizados, tudo isso graças ao TDD.

Programação em Pares:

Ver o pessoal da Sea programando em pares é muito bacana. A sintonia dos pares, a troca de experiências, a comunicação, tudo parece muito necessário no contexto XP. Mas confesso que eu não sou muito adepto a essa prática, prefiro uma sessão de programação pareada mais específica, para um problema ou outro, ou até mesmo escrever alguns testes ou métodos em pares. Mas sempre programar em pares eu não vejo com muitos bons olhos e não tive tão boas experiências com essa prática. Mas tenho que admitir que existem muitos benefícios nela.

Retrospectiva:

Sempre depois de cada iteração nós realizávamos uma retrospectiva: O que fizemos, o que pretendemos fazer, e onde precisamos melhor para atingir os nossos objetivos. Nessas rertrospectivas tínhamos a chance de rever o nosso planejamento inicial e adequá-lo a nossa real necessidade naquele momento. Um ponto muito interessante das retrospectivas, era quando o Time sabia que não conseguiria entregar toda a funcionalidade prometida na release, e tinha que negociar com o cliente o que era mais importante, qual era a funcionalidade que agregava mais valor ao cliente, pois era essa que receberia o foco nas
próximas iterações. Esse exercício mostrou o quanto a figura do “cliente presente” é importante para o sucesso do projeto.

Documentação? Modelos?

Normalmente eu sempre procuro ter um diagrama de classes à mão para programar. E antes de programar eu gosto de pensar no diagrama de classes. No nosso projeto não criamos e nem usamos qualquer diagrama UML, e sabe que falta eles fizeram? Nenhuma! Fui pensar nisso depois que cheguei em casa e analisei alguns pontos do curso para escrever sobre ele. E eu creio que essa total irrelevância dos diagramas deve-se ao TDD. Criando os testes e modelando via TDD acabamos por saber exatamente o que precisamos fazer a cada passo, e com isso, os nossos métodos e classes vão nascendo de acordo com a necessidade real e momentâneas do projeto. Nada de desperdício!

Lógico que em nenhum momento foi falado que diagramas e modelos não são necessários nem importantes, mas o recado é: fazer quando necessário, fazer para auxiliar na comunicação da equipe e não fazer apenas por fazer.

O Pessoal da Sea:

Eu não participei de toda a programação, a turma ficou muito grande (um ponto negativo mas sem culpa do pessoal da SEA) e eu dei espaço para outro colega programar. Aproveitei e fui trocar idéias com o Willi, Bruno e Carol. Todos são muito acessíveis, humildes em escutar as nossas opiniões e bastante generosos ao explicar muito de como eles pensam e agem no dia-a-dia dos seus projetos. A troca de experiências é sem dúvida um outro ponto fortíssimo do curso.

Minha Conclusão:


O curso foi excelente, mas não é pra qualquer um. Eu acho - opinião exclusivamente minha - que nem todos poderão desfrutar dos ensinamentos do curso, porque ele é bem diferente de tudo que normalmente estamos acostumados (além do tema também ser bem diferente do tradicional). Para aproveitar o curso eu acredito ser extremamente necessário um conhecimento, e até mesmo uma simpatia prévia, de métodos ágeis. Em alguns pontos a ficha demora a cair, e só cai realmente se você pensar no que vivenciou e analisar de uma forma “mente aberta”, tudo o que foi visto e praticado no curso.

Pra mim, o curso serviu para reforçar todas as (boas) idéias e impressões que eu já tinha sobre as metodologias ágeis. Serviu também para que eu conhecesse na prática todo o poder de TDD e de iterações curtas, aliadas com um planejamento que nasce de dentro para fora (da equipe para o Gerente). Uma mensagem bem forte também que é passada durante todo o trabalho, é que as Metodologias Ágeis devem sempre ser adaptadas a sua realidade, então, não espere mágica!

Parabéns e sucesso ao pessoal da SEA!

Maré de Agilidade e Oxente Rails

Posted by Alê! Mon, 20 Jul 2009 22:11:00 GMT

MareDeAgilidade e Oxente Rails

Você tem duas grandes razões pra visitar o Nordeste em agosto de 2009!

Dois eventos de singular relevância estão para acontecer entre os dias 6 e 10/08. 


Maré de Agildiade


Um deles, Maré de Agilidade, é conhecido antigo dos leitores de nosso blog. Começou como experimento local brasiliense, ganhou estrada e já segue para sua 3a. edição. Ocorrerá desta vez na terra do sol seguindo a mesma receita da edição soteropolitana.

Serão 3 dias de mini-cursos a preço de banana e um dia de palestras com figurinhas conhecidas da comunidade ágil. Check it out:

Mini-Cursos 06, 07 e 10/08
Gerenciamento Ágil de Projetos com Scrum Manoel Pimentel
eXtreme Programming (XP) na Prática Renato Willi e Bruno Pedroso
Desenvolvimento web ágil com RubyOnRails Alexandre Gomes
Gestão Ágil de Requisitos Manoel Pimentel
Teste de aplicações Rails Alexandre Gomes
Planejamento e estimativas em projetos ágeis Fabiano Milani


Palestras 08/08
Manifesto 2.0 Alexandre Gomes
Gestão Lean para desenvolvimento de Software Manoel Pimentel
A Agilidade está no ar Renato Willi e Bruno Pedroso
“Sou ágil, logo não planejo!” Fabiano Milani
Governança no desenvolvimento ágil Clavius Tales
Conhecendo o desenvolvimento guiado a testes e a comportamento(TDD e BDD) Christiano Milfont
Onde mora a produtividade do Ruby on Rails? Fabio Kung
Painel com todos os palestrantes: Agile na Real - Interoperabilidade, Mix e Adaptações @ALL

E é sempre bom lembrar que o Maré é um evento intinerante, da comunidade para a comunidade. Escreva para maredeagilidade no GMail e veja como levá-lo à sua cidade.

Oxente Rails

Bem próximo ao Maré, e na mesma época, acontecerá o Oxente Rails, realizado pela comunidade local e com a presença confirmada das maiores autoridades nacionais e internacionais sobre o assunto.

O Oxente Rails vai acontecer em Natal, RN, nos dias 07 e 08 de agosto. Na programação palestras sobre Ruby on Rails, Desenvolvimento Ágil e diversos outros temas – interessantes pra quem ainda não conhece e pra quem já trabalha na área. Voici:

Palestras 07 e 08/08
Ruby on Rails: Ecossistema e Comunidade Fábio Akita
Desenvolvimento Ágil Tapajós e Sylvestre Mergulhão
Design de Interface para Programadores Juarez Filho
BDD com Rails Cauê Guerra
Deploy de Aplicações Rails Dante Regis
A ciência por trás do Ruby Carlos Brando
Pragmatic Thinking and Learning Andy Hunt
Easy Rails: Ruby on Rails fácil no Windows e Linux Régis Pires
Case de sucesso – Adotando Ruby on Rails no Tribunal de Justiça de Sergipe Dante Régis
Scaling Rails: Redeparede.com servindo 7,5 milhões por mês Tapajós e Sylvestre Mergulhão
Empreendedorismo e Rails em Natal Paulo Fagiani e David William
The Hashrocket Way Obie Fernandez

Se você é ou quer ser um Railer, não perca esta chance de unir o útil (Rails) ao agradável (Natal).

Maré de Agilidade vs Oxente Rails

É provável que alguns estejam a esta altura do post imaginando de quem foi a brilhante idéia de fazer, na mesma semana, dois eventos tão interessantes e tão relacionados entre si. E, o pior, com empresas patrocinantes e apoiadoras em comum! Bem, realmente, foi uma lástima, mas explico.

A movimentação do Oxente Rails começou um pouco antes dos preparativos pro Maré de Fortaleza e, na época, oferecemos ajuda para criação da marca e confecção do site, que foi prontamente aceita pelo Elomar e companhia. Algum tempo depois, a turma do XPCE se empolgou na realização do Maré de Agilidade e, em parceria  com o JavaBahia e a Visão Ágil, iniciamos nosso apoio, contribuindo com experiências das edições anteriores.

Assim, a organização de ambos eventos correram de forma independente e surpreendentemente rápida ao ponto de que, quando alguém se tocou da possibilidade de conflito entre as iniciativas, já era tarde demais. Os locais de realização já haviam sido (ao custo de muito suor) reservados e a maior parte dos palestrantes já havia sido contactada. No caso específico do Maré, além do Oxente Rails, tínhamos até outras justificativas para mudança da data (como uma indisponibilidade na agenda do Alexandre Magno), mas ainda assim não foi possível :-(

Resta-nos então lamentar profundamente. Os eventos Maré de Agilidade e Oxente Rails são eventos amigos que se complementam totalmente. Seria um baita marco para o Nordeste se tivéssemos nos organizado melhor a fim de realizá-los em sequência. Mas enfim, ç’arrive. O Paulo Fagiani, um dos organizadores do Oxente é colega antigo do mundo Java e isso só piora as coisas. Mas uma razão pra não haver desculpas. Foi uma baita falta de comunicação *mesmo*.  Talvez seja a hora de revermos alguns valores do XP… Nossas sinceras desculpas, comunidade.

[]s

1 Ano de Scrum e XP direto das Trincheiras! 4

Posted by Willi Fri, 17 Jul 2009 03:53:00 GMT

Pois é pessoal… Faz um ano (e um dia) que lançamos o post convocando voluntários para ajudarem na tradução do “Scrum and XP from the Trenches”. Não tínhamos a menor idéia se alguém teria interesse ou se a tradução daria certo.

   

Em pouco mais de um mês e com a ajuda de um monte de gente, o livro foi traduzido, e seu lançamento foi dia primeiro de novembro, no lançamento da InfoQ Brasil.

Ao longo desse ano recebemos grandes presentes por esse trabalho, como ter conhecido pessoalmente quem ajudou na tradução e os depoimentos de quem foi “ajudado” de alguma forma por ele.

De lá pra cá muita coisa aconteceu:

Enfim, temos visto que a comunidade ágil tem crescido e ganhado força. E somos felizes por contribuirmos e fazermos parte dela.

Parabéns! E desejo que tenhamos muitos anos ainda melhores e mais produtivos que esse!


[]s Willi

Selenium e XPath 5

Posted by Adam Brandizzi Mon, 06 Jul 2009 13:23:00 GMT

Quem já acompanha o blog deve ter percebido que usamos o Selenium. Primariamente, terminávamos versões preliminares da interface e usávamos o Selenium IDE para gerar scripts de testes.

Todavia, essa abordagem tinha complicações. Mudanças de design quebravam os testes. Para repará-los tínhamos de percorrer todos os caminhos através do Selenium IDE. Isso tomava tanto tempo que os testes de Selenium acabaram abandonados.

Depois de surpresas com algumas telas, retomamos os testes. Entretanto, estamos usando outra abordagem. Para compreendê-la, é preciso conhecer XPath.

XPath

XPath é uma pequena linguagem para selecionar elementos, atributos, textos etc. de um documento XML. Considere, por exemplo, o documento XML abaixo:

<library> <book id="war-peace"> <title>War and Peace</title> <edition>1</edition> <author>Leon Tolstoi</author> </book> <book id="devil-backcountry"> <title>The Devil Pays in the Backcountry</title> <edition>2</edition> <author>Guimarães Rosa</author> </book> <book id="art1"> <title>The Art of Computer Programming</title> <edition>1</edition> <volume>1</volume> <author>Donald Knuth</author> </book> <book id="mythical"> <title>The Mythical Man-month</title> <edition>2</edition> <author>Fred Brooks</author> </book> </library>

A expressão XPath /library/book[2] retorna o elemento

<book id="devil-backcountry"> <title>The Devil Pays in the Backcountry</title> <edition>2</edition> <author>Guimarães Rosa</author> </book>

Já expressão /library/book[@id='mythical'] retorna o elemento:

<book id="mythical"> <title>The Mythical Man-month</title> <edition>2</edition> <author>Fred Brooks</author> </book>

e a expressão /library/book[@id='mythical']/author/text() retorna

fred Brooks

Esses exemplos são só para instigar sua curiosidade. Para aprender mais sobre XPath, recomendamos o tutorial da W3Schools. O add-on XPath Checker do Firefox também é uma mão na roda. Se você utiliza Linux, ferramentas como o xgrep e xmlstarlet podem ajudar nos estudos e permitir scripts sofisticados.

Dando Nome aos Bois

Usando o Selenium IDE, nossos scripts pareciam com isso:

selenium.open("/admin/texts"); selenium.type("article_title", "Selenium e XPath"); selenium.click("Salvar"); selenium.waitForPageToLoad("30000"); selenium.click("Artigos"); selenium.waitForPageToLoad("30000"); selenium.click("link=Retornar"); assertFalse(selenium.isTextPresent("Erro"));

Porém, o cliente pedia para mudar coisas. “Artigos” passariam a ser ”posts”, “Retornar” viraria “Voltar”, e “Salvar” seria agora “Gravar”. O link inicial não seria mais /admin/texts, mas sim /administracao/conteudo. Haveria um texto de ajuda no final, explicando que “Erros podem ser problemas de login” - o que faria com que o texto “Erro” estivesse presente em todas as páginas.

Para evitar eses problemas, demos nomes (ou ids) a todos os links, input, div, td etc. Também passamos a utilizar menos o Selenium IDE, e a digitar caminhos XPath explícitos. Por exemplo, se o link referenciado por link=Artigos fosse gerado por:

<a href="artigos/listar.html">Artigos</a>

nós adicionaríamos um id ao link

<a id="listarArtigos" href="artigos/listar.html">Artigos</a>

e, no lugar de

selenium.click("link=Artigos");

utilizamos

selenium.click("//a[@id='listarArtigos']");

//a[@id='listar_artigos'] é o caminho XPath para o link, que agora é independente do texto apresentado e inequivocamente encontrável. O mesmo vale para os campos de formulários. Por exemplo, o botão submit referenciardo por Salvar seria algo como

<input type="submit" value="Salvar" />

Depois da “reforma”, nós adicionamos um atributo name ao submit:

<input name="salvarArtigo" type="submit" value="Salvar" />

Agora, poderemos referenciá-lo através do nome, que é independente da apresentação:

selenium.click("//input[@name='salvarArtigos']");

Segundo o novo padrão, nosso teste será algo como

selenium.open("/admin/texts"); selenium.type("//input[@name='artigo.titulo']", "Selenium e XPath"); selenium.click("//input[@name='salvarArtigos']"); selenium.waitForPageToLoad("30000"); selenium.click("//a[@id='listarArtigos']"); selenium.waitForPageToLoad("30000"); selenium.click("//a[@id='retornar']"); assertTrue(selenium.isTextPresent("//div[@id='Erro']"));

Ao final, note como o selenium.isTextPresent() também verifica a presença de um elemento, não de um texto.

Esse processo, embora exija um pouco mais de trabalho, permite gerar códigos mais robustos, fáceis de manter e reutilizáveis.

Turma 4: Minicurso XP na Prática 8

Posted by Willi Wed, 01 Jul 2009 19:52:00 GMT

Olá pessoal,

Iremos realizar no próximo dia 18 de Julho, sábado, a quarta turma do nosso minicurso XP na Prática.

Pra quem não conhece nem ouviu falar, o curso tem duração de 8 horas, de 8:30 a 18:30 (somos rigorosos no horário de início - senão não dá tempo!) e é estruturado da seguinte forma: Aproximadamente 1 hora de teoria e 7 de prática (vocês não vão dormir e vão ficar ligados o tempo todo - podem acreditar, é mão na massa!).

Vejam os posts e comentários dos participantes nas turmas anteriores: 1a turma , resultado da 1a turma, 2a turma, 3a turma.

A idéia continua sendo conduzir duas iterações, envolvendo levantamento das histórias, planejamento, programação, refactoring, teste, retrospectiva, etc. Iremos envolver 4 pessoas na realização do curso: um coach (Bruno Pedroso), um product-owner (eu) e dois monitores (Túlio e Carol) para ajudar o pessoal com TDD.

Este minicurso nasceu com idéia de arrecadar fundos para participarmos de eventos (os Marés de Agilidade), mas pela alta demanda, acabou ganhando força e hoje caminha sozinho e é bem reconhecido pela comunidade.

Os posts dos Marés: 1o em Brasília, anunciando Maré Salvador, resultado do Maré Bahia, anúncio prévio do Maré Fortaleza.

O valor das inscrições: R$ 155,00. Quem pagar até o dia 10/07 tem 10% de desconto, e a vaga só é garantida pra quem pagar.

Local: UnB, ICC norte.

Entregaremos certificados e serviremos coffee break.

Reserve logo sua vaga, mandando um email para renato ponto willi arroba sea tecnologia ponto com ponto br, com o seguinte assunto “inscrição curso XP”. Levaremos em conta a ordem de chegada das mensagens, então apresse-se!

Abraço,
Willi