Ser Ágil = Ser Voluntário 4
Sempre vejo com entusiasmo os posts que são escritos aqui, apesar de eu não entender 1/4 do que está escrito. Deve ser porque não sou da área técnica.=P
Trabalho na área Administrativo-financeira da SEA e sempre quando dá acompanho um pouco do que está acontecendo na área técnica sobre as novas tecnologias e tendências, mesmo sem entender muito bem. Digo isto pois assisti a uma palestra de 1 hora no evento Java Para Maiores, e no final tive que virar para a Carol que estava ao meu lado e perguntar do que o cara estava falando há 1hora. Me lembro só que ele falava do SunSpot. O que é e para quê serve, até hoje não sei responder direito.
Mas, não é para falar da minha quase total ignorância no campo de informática que eu estou aqui. E sim para partilhar um pensamento que acompanha-me já há algum tempo, e como estão acontecendo umas coisas bacanas na SEA, consegui unir algumas ideias.
Na verdade, irei utilizar parte do pensamento do Alê no post que ele falou sobre o “Manifesto 2.0” e o post Carol que fala “Como motivar uma equipe para trabalhar com metodologias ágeis”.
Como é a minha primeira vez, estou meio nervoso, mas bora lá e ver o que vai sair.
No post do Alê há uma comparação da TI 1.0 (Old School) e da TI 2.0 (New School). De todas as comparações uma em particular me chamou a atenção. Deve ser porque está ligada diretamente à minha área. No momento em que ele comenta sobre o Recurso Humano da empresa, ele diz: “…profissionais não são máquinas, mas pessoas que sofrem de alegria, tristeza, motivação, depressão, cansaço, empatia e vários outros aspectos que influenciam em seu trabalho.”
A Carol disse recentemente no seu post: “Por que eu, Carolina Mascarenhas, acordo todos os dias?? O que me motiva a acordar (mesmo que não tão cedo quanto deveria) e depois ir trabalhar feliz da vida?? Respondi que eu quero fazer diferença nessa vida! E diferença para mim é participar de coisas que realmente funcionam, que realmente agregam valor. E acho que não sou tão diferente da maioria das pessoas do planeta. Eu quero fazer parte de algo útil!”
Estou na SEA há 2 anos. E cada dia que passa vejo que ela tenta sempre suprir as carências existentes, por alguma coisa que agregue mais valor ao SEArence (vulgo, colaborador) e não necessariamente à conta bancária de cada um. Pois, já se sabe há tempos que salários altos não motivam ninguém, causam uma leve sensação de “ter” por algum tempo, pois, 2 a 3 meses depois, esse aumento não serve para mais nada, pois já entrou nas dívidas e você volta a ficar desanimado ou chateado, jamais desmotivado, pois você não foi motivado.
A SEA tenta criar esse ambiente que motiva a Carol e todos os outros SEArences. Na SEA não vemos o outro como uma máquina, mas como disse o Alê na comparação entre TI 1.0 e 2.0. Vemos que cada um tem um anseios e necessidades pessoais. Cada um tem necessidades específicas. Já ouviu falar sobre a hierarquia de necessidades de Maslow?
Falei dos post’s do Alê e da Carol só para mostrar que nós nos preocupamos com as necessidades de cada um para, assim, atender melhor o nosso cliente. Se fosse pegar uma palavra chave do post do Alê e da Carol, seriam as seguintes respectivamente: Motivação e Útil.
Explico:
A SEA está num processo bacana. Ainda é cedo para divulgar, pois ainda está sendo estruturado. De um modo bem resumido, estamos desenvolvendo um Projeto de Ação Social. Um projeto que visa a inclusão digital de crianças, jovens, adultos e idosos.
Podem pensar que já existem milhares de projetos como esse e coisas do gênero. Mas, não estamos nos preocupando em querer fazer bonito para os outros ou fazer quantidade. Estamos só tentando lidar com as motivações de cada um. Fazer o bem à outra pessoa e ouvir dela um muito obrigado por me ensinar algo ou você como instrutor vê a evolução de cada aluno, é algo que nem o Mastercard pagaria, pois não tem preço. Você trabalha melhor, você se dedica mais. A Carol ao dizer “quero fazer a diferença” mostra que a SEA já faz a diferença. Não por esse projeto social, mas o que a motivou.
Willi, conversando com alguns outros SEArences, disse o seguinte: “…nós mexemos com metodologias ágeis porque queremos fazer o melhor para o cliente. Queremos fazer algo que ele possa realmente usar e ser útil no final do projeto…” e prosseguiu falando: “…por esse motivo que
eu acho interessante a ideia do projeto social, pois queremos fazer o melhor para o cliente. E por que não fazer o melhor para as pessoas que precisam?”
O discurso quando se refere às metodologias ágeis é sempre o mesmo: fazer o cliente gastar o necessário para ele ter algo que realmente vá utilizar. Ou seja, fazer o bem sem importar a quem. Já vi diversas vezes projetos que começam, duram 2 anos e no final, aquilo não tem mais tanta utilidade quanto teria no início. Não podia alterar, pois cada alteração significaria reuniões e mais reuniões, mudança do escopo do projeto e vários documentos para autorização da mudança e com a mudança do escopo o preço aumentaria e, por consequência, o prazo seria prorrogado.
Por isso digo: fazer o bem sem importar a quem significa que a partir do momento que você como empresa, ou melhor ainda, você como Profissional Ético oferece ao seu cliente a forma mais rápida, prática, eficaz para resolver o problema dele, você está fazendo um bem para ele. Pelo pouco conhecimento que tenho, acredito que não estou falando tanta besteira sobre as metodologias ágeis.
Com esse ponto de vista, a SEA expande a aplicabilidade da filosofia ágil.
Voltando na palavra-chave “Recurso Humano”. Acredito que você já tenha ouvido ou deve ter se questionado sobre qual a sua importância no mundo. O que você faz de bom para ajudar as pessoas? Se a sua resposta foi: “Eu compro açúcar União, pois eles doam parte do dinheiro para a Fundação Ayrton Senna” ou “como no McDonalds no Mc Dia Feliz só para ajudar o Instituto” e por ai vai, pô, bacana, a sua postura. Se você paga R$ 0,20 ou R$ 0,30 a mais por um produto para ajudar as pessoas e sua consciência fica satisfeita com isto, ótimo.
Acho pouco. Comparado com o que você já teve e tem na vida, com certeza esses R$ 0,30 não fazem falta alguma.
Por outro lado, quando você decide fazer algo real, por exemplo, dar uma aula para pessoas carentes, sem acesso e que vão te chamar de Senhor porque são tão humildes que acham uma falta de respeito lhe chamar de você, mesmo que você tenha a metade da idade dela, você pode contribuir com bem mais que R$ 0,30! Na verdade você não vai gastar nada.
Olha que maravilha! Falar que você irá economizar nesses tempos de crise. Ajudar alguém e nem vou precisar mais comprar o açúcar União para ficar com a minha consciência mais tranquila. Faça o seguinte: tire 1 hora do seu dia de trabalho ou da sua semana e dê uma aula em alguma ONG, cuide de idosos no asilo, ajude a servir sopa para os carentes ou simplesmente seja gentil com as pessoas que estão à sua volta. Ouça alguém que precisa falar e que está angustiado e pensa em se matar, como fazem os Voluntários do Centro de Valorização a Vida - CVV.
Faça a diferença! Faça um mundo melhor, dando um pouco mais de esperança a quem nunca teve nada. Vamos sair do nosso comodismo e egoísmo, onde o que importa é ganhar dinheiro e pronto.
Acredito que a SEA (quando falo SEA, são todos os SEArences que aqui trabalham) está fazendo a parte dela. Fazendo ou pelo menos tentando fazer com que a Carol tenha a motivação para levantar cedo; agora, por dois motivos. A certeza que a empresa em que ela trabalha se preocupa com ela. Tanto no lado profissional como no pessoal. Pois ela tem a motivação de fazer algo que realmente funcione para o cliente e algo que realmente agrega valor. E assim, fazendo um mundo melhor, dando um pouco mais de esperança àqueles que não tiveram a mesma sorte que você, leitor desse post.
Faça a diferença você também. Não passe a sua vida no anonimato. Não seja mais um que goza de perfeita saúde e prefere ficar o tempo livre, vendo tv, mexendo no computador. Falando nisso, porque você ainda está lendo esse texto?!?! Levanta, vai ajudar alguém. Faça a sua vida aqui nesse mundo valer a pena. Faça alguém feliz, dê esperança a quem já não tem mais motivação para sorrir.
Finalizo com um texto de um autor desconhecido que diz:
“O valor de um sorriso
Não custa nada e rende muito;
Enriquece quem o recebe; sem empobrecer quem o dá;
Dura somente um instante, mas seus efeitos perduram para sempre;
Ninguém é tão pobre que não possa dar a todos;
Ninguém é tão rico que dele não precise;
Leva felicidade a toda parte;
Não se compra e nem se empresta, nenhuma moeda do mundo pode pagar o seu valor.
Não há ninguém que não precise tanto de um sorriso, de um amor verdadeiro, como aquele que só Deus pode dar.”
Não sei se fui claro. Não sei se depois que você leu tudo isto, entendeu o que eu quis dizer. Peço desculpas se lhe prendi até o final dessas linhas para você parar e se questionar: “O que ele quer dizer? Não entendi nada.” hehehe
Mas, tá ai.
Aproveita e assista ao vídeo Miniature Earth. São menos de 4 min:
[]’s
Germano Júnior
GER, parabéns pelo post. Vamos fazer um mundo melhor, pois também acredito nisso.
Adorei o gentílico SEArence [sic]. Sou cearense. ;-)
Olá Germano, quanto tempo né? Parabéns pelo post. Estou trabalhando em uma Escola de informática e gostaria de colaborar com o projeto de alguma forma. Espero que já esteja funcionando, me passa o andamento por e-mail por favor. Um grande abraço!
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