Falando de quem Falou no Falando em Agile 2008 4
Estamos de volta a Brasília muito satisfeitos com o resultado de nossa visita à cidade grande, ara… Foi um prazer conhecer pessoalmente o pessoal da comunidade, muitas pessoas com quem aprendemos bastante e cujos passos temos acompanhado no aprendizado e divulgação das metodologias ágeis.
Ficamos satisfeitos em saber que cada vez mais pessoas estão se convencendo sobre as vantagens do uso delas, e todos temos muito a ganhar com isso. Nos projetos que participamos por aqui, temos uma obrigação a mais em relação à qualidade e aos resultados, pois quem os pagam somos todos nós!
Falando do evento, nada como deixar aqui a referência para as opiniões mais espontâneas e imparciais do evento, que foram feitas via twitter. Aliás, achei muito legal os diversos meios em que pudemos acompanhar os eventos que participamos via IRC, twitter (ó o meu), blogs, tudo ao mesmo tempo ao vivo. Esse feedback é muito importante pra gente. Obrigado.
Sobre nossa apresentação, usamos uma abordagem diferente dos posts daqui do blog, onde contamos em maiores detalhes o case no dia-a-dia (quem ainda não leu, leia – comlementa a apresentação). Além disso, pudemos contar com a participação do cliente! O Ten. Souto. Todos lamentaram ele não ter vindo fardado. (Dá um tempo pra ele, né gente! :)
Começamos com o Ten. Souto apresentando o que é projeto, depois as dificuldades culturais na Aeronáutica, que é Militar, tem hierarquia rígida, e é governo, tem que contratar por licitação (Lei 8666). Em seguida o Alê falou da dificuldade cultural também presente na SEA, que vem de uma cultura RUP (reparem no gráfico das baleias!) + MPS.Br + PMI.
Então, apresentei as argumentações que foram usadas pra Aeronáutica se sentir segura pra acreditar nas práticas que estávamos propondo. Acho que muita gente não entendeu o slide “Gerente + Coach”, você entendeu? ;)
Na seqüência, o Bruno apresentou as práticas que foram adotadas no projeto e a evolução de algumas delas ao longo do tempo, além de algumas curiosidades sobre o ambiente militar. Por fim, fizemos uma retrospectiva do projeto, com um balanço dos pontos negativos e positivos do projeto. Fizemos questão que o Souto contasse sem censura os podres do projeto pra que todos possamos aprender com isso, afinal, não é de aprendizado e melhoria contínua que falamos o tempo todo?
Nem me atrevo a falar das outras apresentações. Estão muito bem descritas nos blogs dos participantes e demais palestrantes. Vou deixar aqui as referências pr vocês curtirem. Vale à pena:
Esses 2 ajudaram na tradução do Scrum and XP from the Treches, que será disponibilizado dia 01/11 na estréa do site da InfoQ.
- O Relato caprichado sobre o evento do André Faria Gomes;
- E mais um e outro do André Pantalião Ferreira e mais esse aqui;
- Um case parecido com o nosso, mas em proporções GLOBAIS do Danilo Bardusco, uma das apresentações favoritas da galera;
- E o colega dele: Guilherme Chapiewski;
- E do ex colega deles: Antonio Carlos Silveira, hoje na Yahoo;
- E pra saber mais sobre padrões de Daniel Cukier, da Locaweb.
É isso! Talvez até tenha mais coisa por aí. Se ficar sabendo, deixe nos comentários!
[]s Willi
Why’s (Poignant) Guide to Ruby em português 1
Dormi no ponto, quase deixei passar em branco o anúncio do Carlos Brando sobre a release da primeira versão Alpha do Why’s (Poignant) Guide to Ruby em português.
Encontrei o Carlos no RailsSummit a umas semanas atrás (qndo nos conhecemos pessoalmente, afinal), e conversamos sobre a tradução, que já está nos 99% a um tempão! Sugeri na ocasião que ele lançasse a versão preliminar, seguindo o espírito agile, e pelo visto funcionou! :-)

Ajudamos a tradução traduzindo as tirinhas. Foi um trabalho super legal! Parabéns Julia, Willi, Wesley e eu!
Vamos ver se agora conseguimos terminar a tradução… E vc, o que está fazendo aí que não ajuda?
Gestão heurística, ágil e premiada 2
Diz o dito popular que a unanimidade é burra. Outro, bem clichê por sinal, diz que se você segue o caminho que todos seguem, chegará não mais que onde todos chegaram.
No livro (e filme) Uma mente brilhante, de Sylvia Nasar, a história (verídica) de John Nash mostra bem isso. Nash, Nobel de Economia, não gostava de assistir aulas. Por ele, seguir o raciocínio dos mestres podaria-lhe a criatividade, levando-o às mesmas interpretações, dificuldades e limitações. Por isso, gostava de descobrir tudo por conta própria. O modelo mais heurístico possível. Ele acreditava que assim poderia ir mais longe.
Na SEA, o que inicialmente nos parecia uma grande fraqueza, se tornou, com o tempo, um dos nossos maiores diferenciais. A empresa começou sem qualquer capacitação administrativa. Sentíamos muito medo disso. Sem conhecer as seculares teorias de Fayol, Taylor et. al., certamente estaríamos condenados e engrossaríamos logo as estatísticas de mortalidade empresarial do SEBRAE. Entretanto, os fatos nos demonstrou outra faceta da situação. Como não conhecíamos nenhum modelo tradicional, consolidado e sólido de gestão, acabamos desenvolvendo o nosso próprio jeito de trabalhar, extremamente inspirado pela filosofia new-school e integralmente baseado em tentativas e erros.
Ninguém descorda de que a empresa parecia o caos, até que em 2006, de forma totalmente inexperada, fomos surpreendidos com o Prêmio Êxito Empresarial, na categoria de prestadores de serviços, concedido pelo SEBRAE e parceiros.

Segundo notícia de lançamento do Prêmio,
"As cinco empresas vencedoras, uma em cada categoria (indústria, comércio, serviços, agronegócio/rural e empreendedorismo social), serão as que se destacarem por uma melhor abordagem dos critérios considerados na avaliação, que são: liderança, estratégias e planos, clientes, sociedade, informações e conhecimentos, pessoas e processos, pondo em prática medidas que garantem o sucesso dos seus empreendimentos no mercado."

Depois deste feito, passamos a observar com mais carinho tudo o que tínhamos feito até então. Na prática, estávamos nada mais nada menos do que trazendo para o mundo administrativo conceitos da comunidade de software livre, da filosofia ágil e dos princípios lean.
Hoje, falamos disso aos quatro ventos. A última ocasião foi no Encontro Nacional de Empreendedores Juniores, onde tivemos um caloroso feedback. Já a próxima apresentação será em Votuporanga, no Congresso Regional de Empreendedorismo. Clique no convite abaixo para mais detalhes.

Definitivamente, o caminho pro sucesso não é necessariamente único.
Se quiser saber mais, deixe-nos um comentário.
[]s
Agile no XIII Workshop de Tenologia da Informação
Nem falamos ainda das nossas impressões do Falando em Agile, mas já vamos falar em Agile de novo.
Nesta semana, dias 30 e 31 de outubro, será realizado na Católica o XIII Workshop de Tecnologia da Informação. Diversos temas serão discutidos, eu e o Bruno estaremos lá pra trocar idéias e apresentar: "O Pensamento Ágil", que foi a primeira apresentação do Maré de Agilidade. Foi muito legal mas muita gente perdeu por ter sido no sábado de manhã. Então, não percam essa nova oportunidade!
Vejam a programação completa no site da Universa e no folder abaixo:

[]s Willi
Lançamento da InfoQ Brasil
Este fim de ano está cheio de eventos e, na medida do possível, temos tentado participar de todos. Esta semana é a vez do lançamento da regional brasileira do portal InfoQ.

Pra quem não sabe, o portal InfoQ foi criado em 2004 por Floyd Marinescu e Alexandru Popescu, e nasceu com o objetivo de levar conhecimento aos profissionais do mundo todo dando informação mais compreensiva das tendências e inovações do desenvolvimento de software corporativo. A versão brasileira do portal, chamada InfoQ Brasil, fruto da parceria entre a C4Media e a Fratech, se unirá aos já consagrados sites internacionais: InfoQ.com, InfoQ China e InfoQ Japão. Só por curiosidade, o Floyd Marinescu foi também um dos fundadores do TheServerSide, outro portal também de referência principalmente para a comunidade Java Enterprise.
O evento será realizado no próximo sábado, dia 01/11, na Faculdade Anhembi Morumbi, Rua Casa do Ator, 275, São Paulo.
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Vejam o que diz o site oficial do evento:
“No dia 01 de Novembro de 2008 a InfoQ Brasil deverá ser disponibilizada ao público. O intuito é Fortalecer a Comunidade Brasileira de Desenvolvimento de Software e para celebrar este momento, nada melhor do que um encontro com os editores e alguns experts sobre os assuntos abordados no portal.
Nesse evento teremos profissionais consagrados no mercado falando sobre os tópicos mais importantes abordados no portal. A grade irá abordar assuntos como Java, .NET, SOA, Ruby, Agile e Arquitetura. Todas as palestras terão um formato de painel, expondo o que há de mais recente em cada Queue.”

Parabéns a todos os organizadores por presentear a comunidade técnica com este portal de conteúdo de primeiríssima qualidade e, o melhor, totalmente em português!
[]s
PS: Em breve, relato do evento FalandoEmAgile.
Visita à Paggo
Estamos ha quase duas semanas em São Paulo e tenho consciência de que já deveria ter escrito muito mais coisa. :-P Mas o que acontece é que os dias têm sido bem cheios por aqui.
Vou começar relatando a visita que fizemos à Paggo na segunda feira passada (dia 13).
Tudo começou nos debates do Encontro Ágil, na USP, onde tivemos a oportunidade de ouvir as opniões de dois integrantes da equipe da Paggo, o Maurício Hermógenes e o Carlos Leite. Na verdade, já havíamos ouvido falar da Paggo antes, mas foi lá no debate que pintou a oportunidade da visita, que não deixamos passar.
A primeira coisa que chama atenção na Paggo é o visual do escritório: uma sala praticamente sem divisórias - as poucas que tem são de vidro - ocupando um andar inteiro, com todo mundo no mesmo ambiente, desde o pessoal do desenvolvimento até comercial e administrativo. Além disso, todas as áreas tem quadros enormes de vidro onde rabiscam a vontade e montam seus kanbans com post-its coloridos. Acredite, todas as áreas tem pelo menos um kanban. É post-it grudado pra todo lado!
Nem precisa dizer que os projetos são todos desenvolvidos com XP. Na entrevista que está disponível no site da ImproveIT fala-se bastante da trajetória deles, vale a pena ouvir…
Interessante também notar que o ambiente de produção deles é todo composto por software livre: Linux, Jboss e MySQL.
Outra coisa que chamou atenção foi a receptividade do pessoal. Fomos muito bem recebidos pelo Maurício, que nos mostrou tudo, respondeu a todas as nossas perguntas e depois ainda chamou um monte de gente pra conhecer a gente. Ficamos de papo furado umas duas horas… Acho que atrapalhamos bastante, hehehe.
(Maurício, Bruno, Willi e Carlos)
Dentre as coisas que conversamos, uma que me ficou gravada na mente foi a história de que a paggo começou com apenas 6 pessoas - o suficiente para desenvolver a primeira versão e fazer as coisas começarem a andar sozinhas. (Motivador, não?)
Mais uma coisa muito legal: todos da área técnica sentam em par. As mesas são feitas pra duas pessoas, e tem um espaço ótimo pra isso! (Dá pra ver mais ou menos na foto aí em cima…) Ninguém tem uma mesa propria com o seu computador. Cada dia se senta em uma mesa, com um par diferente. Com isso, dentre vários outros aspectos positivos, eles conseguem absorver muito bem o pessoal novo que chega, em um programa de treinamento que aparentemente funciona muito bem.
É isso. Infelizmente não pudemos aceitar o convite deles pra tomar uma cerveja depois do expediente, pois já tínhamos outro encontro marcado pro mesmo dia: participar de uma reunião do DojoSP, mas isso é assunto pra outro post.
Parabéns ao pessoal da Paggo pelo sucesso e pelo ótimo ambiente de trabalho que construiram. E muito obrigado pela receptividade.
JBoss on Rails
Lá no Maré de Agilidade eu falei da tendência pró-new-school da RedHat, mas não imaginei que a coisa fosse acontecer tão rápido.
Após (re)contratar Bob McWhirter, rubyist declarado, começam a aparecer os primeiros suportes à tecnologia Rails no application server da empresa.


Mais que isso, agora teremos aplicações Rails em cluster e, se vacilar, até na nuvem da Amazon!
[]s
PS: Rails escala?
A agilidade está no ar! 2

Depois do #RailsSummit, voltaremos nesta semana à São Paulo para participar do evento FalandoEmAgile, promovido pela Caelum, onde apresentaremos o caso de sucesso de uso de práticas ágeis na Força Aérea Brasileira. Segue resumo da apresentação:
É com grande satisfação que apresentamos o sucesso obtido na utilização de práticas ágeis na Força Aérea Brasileira. De todos impedimentos à implantação de métodos ágeis, as barreiras social e cultural são, sem dúvida, os maiores obstáculos a serem vencidos. Em nossa história, poucos pontos favoreceram a quebra do tradicional paradigma de desenvolvimento de software. De um lado, uma empresa nascida de uma parceria Rational, com anos de experiência na implantação de processo unificado. Do outro, um órgão militar, tradicionalmente conservador, burocrático, procedimentalizado, "RUPeiro" e regido pela Lei 8.666, que normatiza de maneira inflexível toda aquisição e contratos da Administração Pública.
Apresentaremos as dificuldades enfrentadas desde a licitação até hoje, o processo de convencimento, detalhes técnicos da utilização de Scrum e XP e o balanço final da empreitada, sempre com testemunhos de todas as partes envolvidas: o oficial militar responsável pelo projeto, o diretor técnico da empresa executora do projeto e seus gestores e técnicos responsáveis pela operacionalização da proposta.

Serão dois dias de evento (23 e 24/10) recheados de novidades e com a participação das grandes cabeças brasileiras no assunto. Vejam abaixo a programação completa. Nos vemos por lá!
Programação
A nova escola da TI 4
Muita gente acha que tenho ficado louco. Depois de 10 anos falando de tecnologia, passei, recentemente, a falar apenas de filosofia. Parece efeito de drogas pesadas, mas eu explico.
Ultimamente, na SEA, temos discutido muito a respeito de novos modelos da indústria de TI e, após já alguns meses de discussões, percebemos claramente dois momentos históricos distintos que internamente batizamos de a velha e a nova escola de TI.
The Old School
Old school diz respeito ao modelo de pensamento que predominou na indústria nos primeiros anos desse milênio, talvez até 2006 (+/- 1). Trata-se da época de ouro do J2EE, dos servidores de aplicação monstruosos (à la SAP), das super-arquiteturas de software (aliás, dos milionários arquitetos de software), da overengineering em geral, dos modelos rígidos, proteccionistas, formais e burocráticos de gestão e desenvolviento, a época do RUP, do PMBok, do MPS.br and so forth.
O profissional predominante dessa época em muito se assemelhava a um jazzista. Caras finos, de cultura erudita, pensamento rebuscado e sempre em busca do belo, sem muita preocupação com a satisfação da grande massa consumidora.

A New School
Por new school, em contrapartida, entendemos como sendo uma nova onda de pensamento e valores que, se observada mais ao longe, é facilmente percebida em vários domínios do conhecimento, não apenas na tecnologia.
Falamos aqui da preocupação constante com o retorno do investimento dos clientes, com a simplicidade das soluções a com o desenvolvimento sustentável, a busca pela colaboração e compromisso de todos, os modelos lean, a qualidade inegociável, a valorização do ser humano e toda a filosofia ágil.
Esta nova geração de profissionais é como o chorista. Não menos qualificado tecnicamente que o jazzista, mas muito mais interessado na satisfação do público comum, amante do samba e outros ritmos populares.
#RailsSummit
Não só a SEA tem sentido este momento de transição que o mundo está vivendo, mas também as comunidades técnicas. Algumas, mais maduras que outras mas, no geral, todas em busca de um espaço na nova escola da TI.
Semana passada, estivemos eu, Brunão e Willi, no #RailsSummit, o primeiro evento (inter)nacional de RubyOnRails realizado no Brasil. Não é segredo que tenho raízes profundas na comunidade Java, mas fui "praveradequalé"; e gostei do que vi.
Não, não estou falando que me apaixonei pelo Rails. Isso é papo tecnológico, e eu não tô nem aí pra isso. Não neste post. Gostei mesmo foi da cabeça da pessoas que lá estavam, da filosofia coletiva.
Nunca tinha visto, em um evento tão específico uma abordagem tão ampla, muito mais baseada em valores do que em tecnologia. Eu chutaria que 50% do evento não foi sobre Rails. Além da tecnologia em si, discutiu-se muito sobre a filosofia em questão, empreendedorismo e testes, testes, testes… Adorei isso! A impressão que me deu é que a grande bandeira desta comunidade não é a tecnologia em si, mas os princípios em que acreditam. As tecnologias Ruby e Rails seriam apenas a melhor forma que encontraram para defender seus ideais.
Vou falar do que assisti. Tudo começou com Chad Fowler, falando basicamente da importância de se fazer aquilo que se ama (já discutido em outro post). Ele é músico de formação e Railer por opção. Akita deu uma introdução ao mundo RoR que me caiu como um luva. Não consegui ficar até o final da palestra do Carlos Brando, por causa do calor, mas até o ponto que fiquei, ele falava do duelo entre especialistas e generalistas (outro assunto que tá na minha pauta). Chris Wanstrath, apesar de ter feito um discurso, e não uma palestra, mostrou-se um grande conhecedor da história da computação.
Ao final do primeiro dia, rolou uma espécie de unconference, onde qualquer um poderia falar do que quisesse e, por incrível que pareça, a maioria não falou sobre Rails especificamente. Teve gente que mandou tão bem que virou popstar literalmente da noite pro dia :-).
No dia seguinte, os assuntos predominantes foram testes de software e empreendedorismo. Manoel Lemos, antigo colega do mundo Java, inspirou todos contando sua trajetória com o blogblogs.com.br. Vinícius Teles, o cara da ImproveIt, com um modelo de apresentação nada convencional, deu uma aula de motivação e sucesso. Danilo Sato ratificou a qualidade de seu blog ao falar sobre testes. Fábio Kung, instrutor da empresa Caelum, do amigo Paulo Silveira, mostrou-se um excelente palestrante ao falar do JRuby. E, por fim, Obie Fernandez, contou um pouco do way-of-life de sua empresa (a propósito, já conhece o SEA’s way of life?), que também serviu de inspiração pra muita gente.
Além dessa preocupação incomum com assuntos satélites à tecnologia, a comuindade Rails me impressionou em dois outros sentidos.
Primeiro, a interatividade online da comunidade durante o evento, coisa que eu nunca vi em qualquer evento Java. Pelo IRC, Twitter e blogs, a turma trocou informações instantâneas sobre tudo o que estava rolando. E, graças à agregação realizada pelo blogblogs.com.br, foi possível conhecer o assunto de todas as salas acompanhados da opinião crítica dos que lá estavam. Até novos projetos foram criados, compartilhados e evoluídos durante os dois dias de evento :-P
Segundo, o estilo das apresentações, sempre fora da tradicional estrutura hierárquica de tópicos. A maioria sabe o tanto que eu me interesso por este assunto. Parece que "Presentation Zen" e "The back of the napkin" são livros de cabeceira dessa comunidade. Muito massa.
Um ótimo resumo de todo o evento foi publicado aqui.
Meus parabéns ao Fábio Akita (o Bruno Souza da comunidade Rails) pela coragem e perseverança pra realização do evento. Sabemos bem das dificuldades. Não tenho dúvidas que a comunidade técnica do Brasil acaba de ser presenteada com mais um encontro de qualidade e que tem tudo para se tornar tradição no meio.
Mas afinal, Rails escala ou não? :-P
[]s
Acabou que fomos ao Encontro Ágil 2008 4
Conseguimos! Chegamos em São Paulo sãos e salvos e ao Encontro Ágil 2008, que rolou no IME. Só conseguimos andar aqui graças a um GPS emprestado do Léo, amigo do Bruno, claro.
Logo na chegada, eu e o Bruno nos espantamos com a quantidade de gente que estava participando. Tinha uma fila que ia até a parte de fora do IME. Parece que foram umas 700 pessoas. Ficamos felizes em ver como o “movimento” está forte por aqui. E não é à toa. O pessoal tem feito um trabalho de divulgação aqui desde 2001, com a chegada do professor Fábio Kon de um mestrado feito nos EUA.
As melhores partes foram os debates sobre Agile x Capacitações (CMMI, MPS.Br), Agile x Certificações e o “Birds of Feather” que participei sobre Scrum, que acabou sendo sobre “Como vender Agile”. Descrevo-os em seguida. Para saber das palestras, visitem o site da AgilCoop, onde publicarão os slides, fotos e filmes, ou este post aqui. O Autor foi nas mesmas apresentações que a gente.
Nos debates, não houve debate na verdade. Não tinha ninguém a favor de certificações ou de modelos de maturidade. Parece que o povo não veio. Por que será?
Na verdade, os modelos de maturidade certificam que você faz direitinho o processo que se propõe, com a premissa de que um processo maduro gera um bom produto. Mas isso não é necessariamente verdadeiro sempre. Se você se propõe a fazer um processo inadequado e fizer ele direito, sairá certificado, mas seu produto pode não sair direito. Isso não garante a qualidade do produto.
Porém, uma reflexão interessante que surgiu foi : “Se isso é tão ruim, não vale nada, por que os gestores de tantas organizações continuam pedindo?”. As respostas não foram conclusivas. Na minha opinião, é uma mistura de proteção dos contratantes com jogos de interesses.
Proteção para os gestores poderem dizer, depois de dar problema no projeto, que trataram todos os riscos, tomaram todas as precauções, as empresas eram certificadas, capacitadas e etc. Há a crença de que esses certificados trazem confiança, pois são emitidos por entidades sérias, imparciais e por aí vai. (Vejam que o pensamento é de precaução - se preparando pro pior, não de colaboração!).
Jogo de interesse pois gente das próprias empresas que investiram nesses selos, “influenciam” os gestores para que as incluam como critérios de seleção, para que as empresas tenham vantagem. Os gestores não tiraram isso do nada.
No Birds of Feather, que foi a parte mais legal, estava presente o Juan Bernabó, da Teamware, quem eu vi fazendo a primeira palestra de Scrum em Brasília. Ele me reconheceu pelo agile tales! :) Também tinha um pessoal da Paggo, que acabamos visitando e conhecendo melhor depois (escreveremos sobre isso em breve - muito legal!), e de outras empresas e faculdades.
Discutimos venda de softwares usando agile. A grande falácia é que existe escopo de sistema fechado. O escopo do sistema muito raramente é fechado. As especificações vêm em alto nível e crescem "pra dentro". Logo, vender isso é pedir pra ter problemas na certa! O contrato mais honesto para as duas partes seria o de escopo aberto, mas já que é considerado arriscado demais, o ideal é encontrar outra medida para mensurar o escopo da venda, como pontos por função ou pontos por caso de uso. Preferimos pontos por caso de uso por usarmos modelos mais próximos de estórias, logo, mais visíveis para o cliente.
Outra falácia é que você pode convencer alguém de alguma coisa, e isso não existe (assim como venda, ensino, etc – longa história…). As pessoas que se convencem. Logo, paremos de dar soco em ponta de faca. No longo prazo a verdade aparece. “Deixa estar.”
Sobre certificação, a grande questão que ficou entre nós (pois isso não foi discutido no debate), foi de natureza ética. Alguns têm vendido certificações, aproveitando uma demanda do mercado, sem mesmo acreditar no valor delas. (Hate the game, not the players). Certificações não querem dizer que a pessoa é boa, mas que passou numa prova. Só.
Será que não deveríamos investir também na conscientização dessas pessoas sobre o real valor do que estão procurando?
Pra finalizar, 3 outras coisas legais: conhecer as pessoas da comunidade, a comida do evento e um mural para retrospectiva, onde todo mundo colocou o que foi legal e o que poderia melhorar.
Jorge Diz, Ricardo Almeida e Bruno.
O Mural da Retrospectiva.
[]s Willi



