A Rede Σ 23

Posted by Alê! Tue, 31 Aug 2010 19:26:00 GMT

A Rede Σ Disclaimer

Desculpem o texto longo. Precisava dizer tudo o que tinha que ser dito. Sinto-me melhor agora… :-)

Abstract


Acho que todo mundo sabe o quão bem vista a comunidade técnica brasileira é no exterior, né? Nossa capacidade de mobilização, organização e motivação não se compara com nenhum outro canto do mundo. Vindo do mundo Java, acompanhei de perto a evolução dos Java Users Groups e sei bem o quão maduros somos quando comparados a JUGs de outros países. No entanto, ainda não entendi por que nós, técnicos, ainda não refletimos o mesmo nível de maturidade nos negócios. Já que somos tão bons em fazermos coisas juntas, por que raios este mesmo potencial não é usado para geração de negócios, riquezas, empregos e bem estar social? Este post, deveras longo, discute este assunto e faz a proposta de um novo modelo de empreendedorismo, sustentado por princípios de soberania, confiança e propsperidade. Boa leitura.

Não crie empresa, crie empreendimentos!

Eestamos trazendo uma nova proposta para empreendimentos de software. Chamemo-la de Rede Σmpreendedora (é preciso dar um nome pra ficar fácil de referenciá-la ao longo do texto). A proposta é bem simples e não traz nenhum novo conceito. Sua inovação está no contexto em que será aplicada, com foco no público desenvolvedor de software.

A Rede Σmpreendedora

Imagens dizem mais que mil palavras….. Eis a proposta:
Eu tenho uma ideia que acredito ter um bom potencial de lucratividade.
Só que eu não tenho todos os recursos (tempo, infra-estrutura, design, contatos, habilidade de vendas…) para implementá-la.
Eu verifico se alguém da minha rede de relacionamento possui os recursos dos quais preciso…

(perceba que não se trata de ferramenta!
Pode ser um telefonema, um email ou mesmo numa conversa de boteco)
…e ofereço parte dos meus ganhos a quem estiver disposto a me ajudar.
De forma semelhante,  outras pessoas também têm ideias…
…e também buscam apoio em amigos para viabilizá-las.

Com o tempo, eu terei participações majoritárias em poucos empreendimentos…

(os meus empreendimentos)
… e participações minoritárias em muitos outros.

(empreendimentos de outras pessoas)
Ganho eu.

Ganhamos todos.

Complexo?

Similares

A primeira vista, parece não haver nada de novo nesta proposta e, de fato, não há! Veja se o modelo sugerido em muito não se assemelha aos itens abaixo:

Mercado de Capitais

Da página de uma corretora da valores:

“Quando uma empresa necessita de dinheiro para expandir seus negócios, investir em uma nova linha de produtos, entre outras finalidades, ela pode utilizar o próprio dinheiro em caixa, resgatar uma aplicação, realizar um empréstimo bancário ou emitir ações do seu capital”


Trazendo à nossa realidade, quando um desenvolvedor aposta muito em uma ideia de produto mas não possui todos os recursos para concretizá-la, ele pode (i) vendê-la à empresa que o contrata, (ii) pagar do próprio bolso os perfis necessários para sua implementação ou (iii) abrir a participação societária a quem estiver disposto a ajudar.

Vender ideias está longe da realidade. Afinal, não faltam ideias no mundo, mas sim, pessoas com capacidade de realização. Financiar suas ideias com recursos próprios é uma boa saída mas, infelizmente, assumiríamos assim todos os riscos do projeto e, infelizmente, não fomos educados pra isso. Restaría-nos, portanto, a última opção, de distribuição de quotas societárias, boa por um lado, prejudicial por outro.

Ao distribuir ações de nosso empreendimento, criamos uma ótima oportunidade de coleta dos recurso de que necessitamos para alavancagem do projeto, o que é ótimo! Afinal, é assim que empresas S.A. fazem para capitalizarem-se sem endividamento.  Entretanto, perpetuamos, nesta estratégia, algumas características 1.0, como as relações societárias e o modelo da escassês, no qual bens valorizam-se na mesma proporção de sua carência no mercado (o que socialmente não é bom) ao contrário do modelo da abundância que diz que:

“consumption of the good by one individual does not reduce availability of the good for consumption by others” e “no one can be effectively excluded from using the good”


A proposta da Rede Σ tudo a ver com o modelo do mercado de capitais para alavancagem de recursos sem endividamento, com algumas ressalvas:

  • a “bolsa de valores”, na verdade, nada mais é que minha rede confiável de relacionamentos, geralmente formada pro outros programadores, como eu, designers, devops e mesmo vendedores;
  • primordialmente, toda negociação é feita com base em troca de serviços (tempo de desenvolvimento, montagem de uma infra-estrutura, espaço em servidores, esforço comercial etc) e não necessariamente dinheiro.
  • devemos estar atentos à perpetuação do modelo de escassês, buscando sua minimização, sempre que possível.

Arranjo Produtivo Local

APLs tem como proposta o agrupamento de toda uma cadeia produtiva em torno de objetivos comuns a fim de pontencializar o ganho coletivo. Pela Wikipedia,

“A articulação de empresas de todos os tamanhos em APLs e o aproveitamento das sinergias geradas por suas interações fortalecem suas chances de sobrevivência e crescimento, constituindo-se em importante fonte de vantagens competitivas duradouras.”


Em Brasília, temos a APLTICDF (Arranjo Produtivo Local de Tecnologia da Informação e Comunicação do Distrito Federal), que congrega empresas de diferentes especialidades que lutam em conjunto para potencialização do mercado local de TI.

Às vezes batizada como Pólo Tecnológico, a proposta merece grande respeito, principalmente pela busca do ganho coletivo, mas ainda assim não resolve o problema específico de potencialização das ideias individuais que todos nós, técnicos, temos.  As APLs hoje,  reúnem apenas empresários (não necessariamente empreendedores), que se usam de uma infra-estrutura política para barganha de benefícios comuns. E se fizéssemos o mesmo entre nós, desenvolvedores de software?! Esta é uma das propostas da RedeΣ.

Propomos a aproximação não de empresas, mas de indivíduos técnicos, para que, além da potencialização de empreendimentos pessoais, haja também a possibilidade de ganho coletivo de toda a minha rede de relacionamento, num processo convergente de esforços para geração de riqueza e bem estar mútuo.

Jogo Negócio Sustentável

“O jogo Negócio Sustentável é um jogo de tabuleiro que provoca uma nova forma de pensar, agir e gerar riqueza através de negócios sustentáveis. É instrumento lúdico desafiador de mudança de modelo mental para realizar negócios.”


Concebido por um grupo de consultores brasileiros, o jogo propõe um modelo de geração de riquezas através do qual sempre há ganhos individuais, coletivos e para o território onde se opera cada negócio. Para que cada jogador ganhe, é preciso que também haja ganhos para todos os demais participantes, contrariando as regras comuns de mercado.

No jogo, cada jogador (empreendedor) retira uma carta que descreve um negócio a ser realizado. A cada jogador são dados recursos para a realização de negócios, mas não necessariamente um jogador possuirá, num dado instante, todos os recursos exigidos para a concretização do negócio que lhe fora atribuído. Dessa forma, cabe ao empreendedor consultar a mesa de jogo em busca de investimentos e parcerias para a conclusão bem sucedida de sua carta. Em contrapartida, a cada investidor disposto a ceder recursos ao empreendedor necessitado é garantida participação nos lucros do negócio em desenvolvimento.

O jogo não tem fim. Os jogadores é quem devem estipular um ponto de término. Dizem que uma única partida pode durar dias!!! De fato, a cada rodada, ganha o jogador da vez e ganham todos os seus investidores. Muito semelhante ao que propusemos acima, não?

Obrigado @viniciusteles pela dica!

Redes P2P

Fazendo uma analogia técnica, a migração do modelo de empresa tradicional para o modelo de Rede Σ equivale à mudança do mundo cliente/servidor para as arquiteturas P2P de fornecimento de recursos. Ao invés da distinção exclusiva de papéis (provedor e consumidor de recursos), entramos num formato onde cada membro da rede exerce, simultaneamente, ambas as funções.

Seja uma transferência de arquivos.

No modelo tradicional, existe um único servidor que hospeda o arquivo desejado e vários clientes que o acessam para sua obtenção. Nesta estratégia, quanto mais clientes acessando, pior é o desempenho do servidor e da rede. Em outras palavras, quanto mais usuários na rede, pior a rede fica.

Num modelo P2P, por outro lado, a lógica se inverte. Quando o download do arquivo é feito de algum lugar para sua máquina, automaticamente ele se torna público aos demais participantes da rede. Ou seja, quanto mais gente baixando o arquivo, mais gente estará provendo o arquivo para download.  Quanto mais usuários na rede, melhor a rede fica.

Trazendo à nossa realidade, quanto mais gente numa empresa, a priori, pior ela fica. Afinal, quanto mais funcionários, maior será a burocracia e maiores serão as dificuldades de relacionamento pessoal com todos os escalões. Outrossim, a ploriferação de empresas de um mesmo segmento também não é bem vista por empresários tradicionais. No atual modelo, quanto mais empresas, maior a concorrência e menores serão as oportunidades de negócio. Em síntese, quanto mais cheia estiver esta nossa rede de negócios 1.0, pior ela fica, assim como nas arquiteturas cliente/servidor.

Na proposta da Rede Σ, o crescimento de minha rede de confiança representa, naturalmente (i) mais recursos para colaborar com minhas ideias e (ii) mais ideias com as quais posso colaborar. Isto é, quanto mais cheia a rede, melhor ela se torna. 

Princípios

A Rede Σ sustenta-se em alguns pilares que orientam seu desenvolvimento.

Soberania


O que aconteceria se, exatamente hoje, os donos da empresa em que trabalha resolvessem fechar as portas e mudarem de ramo? Considerando que tenha sido a melhor empresa em que você já trabalhou na vida, seria uma #putafaltadesacanagem, não? O mesmo seria se, hoje, o Google também resolvesse desligar todos os seus servidores. Quantos emails você perderia com a morte instantânea do GMail? E as fotos que você guarda no Picasa ou os documentos do GDocs? Tudo viraria pó em um piscar de olhos.

Analise bem e perceberá que vivemos em constante submissão. Praticamente todo o controle de nossa vida virtual está nas mãos de pessoas que sequer conhecemos e confiamos.

Este cenário foi o que levou Klaus Wuestefeld, em 2004, a elaborar o manifesto da Computação Soberana que, em síntese, defende a liberdade plena para compartilharmos informação e recursos de hardware com os amigos.

(…) todos não passavam de súditos. Subjugados por um punhado de ‘autoridades’ da internet, conformavam-se às leis arbitrárias, ditadas por elas.


Pelo manifesto do Klaus, devemos ser os donos de nossos próprios narizes e termos absoluta soberania para tomar a decisão que mais adequada julgarmos ser às nossas necessidades.

Levando este raciocínio ao limite, o mesmo se aplica a nossa vida profissional. Afinal, por que delegamos a decisão sobre o que vamos fazer amanhã à uma minoria de empregadores “donos da verdade”? Por que confiamos tanto nos donos das empresas que nos sustentam, públicas ou particulares? Como o Klaus bem disse em seu manifesto, fazemos isso simplesmente porque todos fazem? Não faz muito sentido entregar o controle de nossas vidas nas mãos de quem não confiamos.

E se, assim como no manifesto do Klaus, fôssemos soberanos o bastante para decidirmos qual projeto vamos fazer, qual será nosso esquema de trabalho e qual será a sua perpetuação ao longo tempo? Seria ótimo, não? Oras bolas, MAS NÓS PODEMOS!!! A isso dá-se o nome de empreendedorismo! Então, por que não o praticamos? Sendo simplista, porque fomos educados por toda a vida a sermos submissos e obedientes, e não para questionarmos modelos consagrados. 

Ao subjulgarmo-nos às determinações de um empregador, abdicamos da realização de nossas ideias para a dedicação exclusiva às ideias alheias. Supreende-te, então, o fato de não serem os seus os sonhos por fim concretizados? Nenhuma surpresa, certo? Afinal, nesta situação, a energia gasta para realização de nossos propósitos maiores (não falo aqui de bens materiais) é mínima. Como poderíamos, portanto, estimar qualquer sucesso pessoal? Tudo o que você faz, por fim, é canalizado para o sucesso de terceiros.

Ora, e nossas ideias? E nosso propósito de vida? Conforta-te abandoná-los em prol de uma pseudo-estabilidade profissional? Para uns, sim. Para outros, felizmente, é inadimissível. Estes, utilizam-se da relação empregatícia como instrumento de alavancagem individual. Captalizam-se com o dinheiro dos outros para o financiamento posterior de seus próprios projetos. Seria uma ótima alternativa, se não víssemos tantas brilhantes se auto-sabotarem em gaiolas de ouro, encantadoras num primeiro momento, por potencializar o financimento de projetos pessoais, mas traiçoeiras, ao algemarem seus integrantes em padrões financeiros enviesados

Através da Rede Σ, estamos buscando o estabelecimento de novos modelos de sustento, tentando sair das tradicionais alternativas de relação empregado/empregador, valorizando a soberania individual e viabilizando o potencial coletivo de produção de novas ideias.

Sendo soberano, qualquer profissional tem o livre arbítrio para iniciar sua própria rede de empreendimentos para implementação de suas ideias e projetos. Não é necessário pedir permissão a seu empregador e tampouco envolvê-lo no processo. Inexiste qualquer entidade ou organismo regulador que restrinja sua expansão viral. Seja entre seus colegas da faculdade, a turma do Dojo ou amigos virtuais, descubram um propósito comum e sigam em frente. O importante é que, pela proposta, todos têm ampla autonomia e soberania para a mobilização de grupos de empreendedorismo bastanto, para isso, criar coragem, sair na zona de conforto, levantar a bunda da cadeira, #tirardopapel e #botarprafazer. Ligue para aquele seu brother agora e veja se ele nãotem alguma ideia de projeto na qual você possa contribuir. Compartilhe suas ideias com seus amigos e alavanque-as. 

Confiança

Gostem ou não, o mundo é feito de panelas. Você vive em panelas. Panelas regem todas as relações humanas. Panelas, mal vistas em algumas ocasiões são, na verdade, o que de fato criam relações duradouras entre pessoas. Apesar da conotação pejorativa do termo, panelas são, tecnicamente, nossas redes de confiança.

Redes de relacionamentos (o famigerado networking que os autores sobre carreira tanto gostam de falar) podem ser rapidamente criadas. Redes de confiança, entretanto, representam algo mais avançado que só o tempo constrói. Numa rede de confiança, o estabelecimento de elos de segurança, honestidade e conforto entre seus nós cria um ecosistema com amplas vias para o compartilhamento de informações e a mútua colaboração.

Chamamos, primordialmente, membros de nossa rede de confiança para irem à nossa casa. Qualquer dono de empresa prefere mil vezes mais contratar integrantes de sua rede de confiança, ainda que em 2º ou 3º graus, à seleção de uma chamada aberta de currículos. Essas redes são, portanto, nosso porto seguro de relações humanas. Mais vale depositar créditos no amigo do meu amigo do que em alguém que nunca tenha visto na vida. Torna-se, portanto, uma rede desta natureza, o alicerce mais seguro sobre o qual deveríamos desenvolver um plano de vida de médio a longo prazo.

Ainda do Manifesto da Computação Soberana,

“O que determina a intensidade de suas interações com outras pessoas é o grau da confiança que você tem em cada uma delas.


A Rede Σ deve ser, portanto, acima de tudo, confiável. Como já dito, trata-se de um ambiente para o desenrolar de nosso potencial empreendedor de ideias. Quanto mais confiável forem as relações existentes, mais intensas serão as interações entre seus membros e, naturalmente, maior será o compartilhamento de opiniões e feedbacks, acelerando o ciclo de melhorias e potencializando as chances imediatas de geração de valor.

Prosperidade

O que fazer para que as pessoas sintam-se sempre motivadas a serem sempre melhores? Como evitar que profissionais acomodem-se ao longo de suas carreiras? Como manter aceso o espírito empreendedor em cada um de nós? É possível a manutenção permanente de um ambiente fértil à cultura de ideias? Não temos a resposta a essas questões, mas temos bem clara sua importância.

Modelos tradicionais de trabalho tendem a nivelar por baixo todos os participantes de um grupo, gerando as malditas síndromes da acomodação e do deixe estar. Afinal, por que trabalhar mais, inovar mais ou buscar novas ideias se o reconhe$$imento [sic] no fim do mês $erá sempre o mesmo?

Alguns setores usam modelos comissionados para gerar motivação constante mas, considerando que a política não se estende a todo  quadro operacional, acaba que a abordagem só empurra o problema para regiões menos expostas do negócio. Ou seja, motiva-se o vendedor, que é a cara da empresa no mercado, e acomoda-se os técnicos, escondidos em algum porão mal iluminado da corporação.

Ademais, a técnica comumente sustenta-se sobre valores de venda, e não sobre o resultado (ROI) de fato gerado, ocasionando um ciclo interno auto-destrutivo. Equanto uns vendem a todo custo, por não terem seus reconhecimento$ associados ao sucesso ou fracasso do empreendimento, outros, limitam-se à operação padrão, já que nem mai$ e nem meno$ lhes será atribuído.

Há uma fábula bem conhecida entre executivos que diz que, para manter sua equipe sempre ativa, é necessária a adição de elementos que lhes provoquem a busca constante pela sobrevivência. Nesta corrida, alguns morrerão, mas o resultado final será de indivíduos extremamente capacitados a lidarem com o canibalismo do mercado. Pessoalmente, concordo com a estratégia até certo ponto, mas discordo com a forma que algumas grandes multinacionais implementam-na.

Como exercício, responda à questão: que perda teria a sociedade se você morresse hoje (toc toc na madeira)? Se lhe falta resposta, revise seus propósitos e reflita sobre sua real importância para o negócio a que se dedica. No formato tradicional de trabalho, ser ou não socialmente relevante é opcional. Já na abordagem da Rede Σ, é questão de sobrevivência. Ganha você, por estar em constante atividade mental (a melhor vacina para maus da 3ª idade), e ganha o grupo, por manter-se sempre energizado para a vida.

Achamos que a Rede Σ contribui para a manutenção desta excelência individual e coletiva de produtividade. No modelo proposto, cada indivíduo é soberano para implementar os empreendimentos que quiser e estabelecer as relações que melhor lhe aprouver. Dessa forma, cabe a ele manter-se ativo e útil na rede. Por ser um meio naturalmente meritocrático, sustentam-se nela apenas aqueles com melhores ideias e competências de colaboração, gerando um ciclo virtuoso de alta produtividade, inovação e geração de ativos. E, àqueles que não acompanharem o desenvolvimento coletivo, restará a marginalização. Afinal, a Rede é, por essência, dinâmica e a cada instante se refaz.

Autorregulação

Como todo modelo meritocrático (vide software livre), a proposta da Rede Σ é autoregulável. Por possuir uma dinâmica orgânica, de constante mutanção, sempre há a oportunidade de melhoria contínua.

Um integrante que não se atualize profissionalmente, perde instantaneamente seu prestígio. Outro que, num instinto de más intenções, utilize-se do ecosistema para benefício exclusivo ou ilícito, será naturalmente descartado em futuras oportunidades. Cada membro desta teia tem apenas uma única chance para vacilar. Ao mínimo sinal de sabotagem, assim como nas relações humanas, perde-se de imediato o elo de confiança que o mantinha ligado ao sistema.

Como as relações de negócio são estabelecidas a cada empreendimento, tem-se sempre a oportunidade de substituir parcerias mal feitas por novos relacionamentos negociais.  Afinal, uma sociedade é o reflexo de um alinhamento de interesses num dado instante de tempo, e não um compromisso que deve prevalecer por toda eternidade. Com o passar dos dias, cada parte de um acordo societário sofre influências específicas e particulares que, a longo prazo, as fazem desenvolver modelos mentais distintos daqueles existentes no início do relacionamento. Com isso, desenrolam-se os conflitos que, a depender da maturidade dos envolvidos, podem desnutrir todo o ativo até então cultivado, prejudicando os próprios donos e todos os que dependem dos empregos gerados pelo empreendimento.

Na Rede Σ, sociedades são, de fato, o que elas são (o reflexo de um alinhamento de interesses num dado instante de tempo) e não um compromisso eterno de realização conjunta de negócios. A cada nova ideia, cabe ao empreendedor avaliar o estado de sua atual rede de confiança e buscar nela integrantes com mais potencial de contribuição ao empreendimento. A medida que se desenvolvem divergências entre indivíduos que outrora se relacionavam, ocorre o natural enfraquecimento de alguns laços, a consolidação de outros novos e a reconfiguração natural da Rede.

Gênesis

Todos nós temos grandes ideias diariamente. Uns mais, outros menos, mas volta e meia a lampadadinha pipoca em nossa consciência. Por alguns instantes, temos a certeza de ser esta a ideia que faltava para um mundo melhor e que certamente ficaríamos ricos se a puséssemos em prática mas, por estarmos presos a rotinas profissionais, acabamos por abandonar aquilo que poderia vir a ser as próximas grandes inovações da indústria (ou não).

Na SEA, temos plena consciência disso e, além das ideias de seus donos, há tempos buscamos formas de aproveitar o potencial empreendor de nossos funcionários, sem muito sucesso, confesso.

Em Setembro/2007, abrimos nosso blog público com o post Mudanças na TEC que, dentre outras coisas, dizia:

“É mais prejudicial uma grande idéia perdida do que uma má idéia implementada. (…) Então, (…) temos gradativamente  delegado maior autonomia aos SEArenses e agido como facilitadores na empresa para a viabilização do empreendimento de suas idéias. Se vingarem, ótimo, senão, amém.”


Em Novembro/2007, dissemos no texto Empreender faz Sentido:

”(…) costumamos, na SEA, dar carta branca a todos aqueles que querem, de alguma forma, mudar o mundo ao seu redor. Não temos ainda cacife para financiar projetos pessoais, mas tentamos ao máximo viabilizar meios para que sonhos individuais sejam realizados. Queremos gente empreendedora na SEA. Queremos fábricas de idéias.”


Em Março/2008, foi a vez do post SEA: um celeiro de ideias:

“Nesta nova proposta, todos são convidados a desenvolver suas idéias que, se demonstradas promissoras desde seus primeiros passos (conforme defendido no livro Getting Real), serão abraçadas e incluídas no pacote de produtos e serviços da empresa. Em contrapartida, a empresa permite que a geração de empreendedores dedique-se exclusivamente à execução técnica de suas propostas, disponibilizando toda a infra-estrutura comercial, administrativa, financeira etc, para operacionalização do modelo de negócios proposto.”


De 2008 pra cá, frustrados com as tentantivas anteriores, temos cronicamente debatidos sobre novos modelos de empresa. Conversando muito com @alissonvale, principalmente, percebemos que o formato tradicional de empresa, com N sócios e M empregados, não parece mais ser o mais adequado para quem tem perfil empreendedor. Falamos já há algum tempo sobre a criação de um ecosistema de colaboração mútua, através do qual vários empreendedores pudessem se beneficiar individual e coletivamente, mas pouco avançamos em termos práticos.

Paralela a essas discussões pouco conclusivas, emergiu na SEA um movimento interessantíssimo (e preocupador). Sem qualquer envolvimento direto nosso, organicamente aconteceu a formação de núcleos de empreendimentos marginais à atividade principal da empresa. Foram pessoas que, motivadas exclusivamente por seus ideiais, compuseram-se com colegas de confiança para a implementação de projetos de toda sorte. Se, por uma lado, orgulhou-nos assistir o nascimento deste movimento e a maturidade de nossa equipe, por outro, preocupou-se a situação pela divergência de esforços que passamos a ter.

Desde que percebemos a evolução deste movimento, começamos um debate sobre como canalizar todo este espírito empreendedor para um foco comum.

Chegamos a propor a participação societária da SEA em um dos empreendimentos individuais mas, pela falta de acordo entre os percentuais de participação, foi mais uma tentativa frustrada.

Há cerca de um mês atrás, discutíamos sobre isso em um grupo de amigos (os Agilistas Anônimos) sem, mais uma vez, chegarmos a um ponto prático comum.

“E aí?

Vamos abrir uma empresa
  - pautado no pensamento 2.0;
  - valorizando aprendizado e ducaralhice;
  - altamente motivada e melhorando continuamente;
  - vendendo consultoria de Scrum, XP e Kanban;
  - e criando produtos de software para uma sociedade melhor

?”


(…)

“Convergência é tudo! E é isso que eu vejo nessa galera.
Seria fantástico poder fazer alguma coisa juntos.

O difícil é o ‘como’… alguma idéia?”


Nas vésperas do OxenteRails tivemos, eu, @rwilli e @brunopedroso uma longa conversa sobre este cenário. Mais uma vez, destacamos todas as inciativas marginais à SEA e debatemos sobre meios de convergência desta energia. Conclusão? Nenhuma :-/

No primeiro dia de Oxente, almoçando com alguns SEArenses presentes (@tulios, @edhana, @igallina e @aitherios), falamos um bocado sobre como resolver esta situação, confortável para cada um, mas péssima para todos! A conversa, com o cenário de Ponta Negra ao fundo e regada a peixe e camarão, foi fantástica. Desenhamos possíveis caminhos mas, mais uma vez, não chegamos a um ponto conclusivo.



Foi na #horaextra do segundo dia de evento, no entanto, que os astros se alinharam.

Sem nunca ter globalizado este debate, integrei-me, expontaneamente, a uma roda de bate-papo que começou com uma sentença semelhante a esta:

“Somos um grupo de profissionais que se admira e se confia. Cada um de nós vive com o resultado de seus próprios empreendimentos. No entanto, pela natureza do que fazemos, não há qualquer alinhamento de propósito em nossos negócios. Será que não estamos desperdiçando um potencial de resultados coletivos muito superiores aos ganhos individuais atuais caso uníssemos nossas forças através da convergência de interesses?”

Coincidência ou não, começou ali a mesma discussão em torno da qual há muito refletíamos. E, com a colaboração de um e de outro, o grupo foi crescento, mais e mais pessoas identificaram-se com aquela situação, e foi dali que começamos a desenhar esta proposta, que não representa um fim, mas o início de um grande debate público sobre

“Como idealizar um sistema sustentável de empreendimentos onde pessoas que compartilham uma mesma paixão ou interesse possam se reunir e trabalhar em torno de uma idéia de forma a obter ganhos economicos ou sociais com a sua implementação sem estarem presas umas as outras por meio de uma sociedade civil ou vínculo empregatício?”
@alissonvale


ou ainda

“Quais as atitudes, ou traços de comportamento que cada um pode adotar, que trazem ganho indivudual, se adotados em isolamento, e ganho ainda maior se adotados em grupo?”
@klauswuestefeld


Entrei em êxtase desde então. Obrigado @viniciusteles, @fagiani, @rafaelp e @smergulhao por terem iniciado o assunto.

Público

Que fique claro que não estamos advogando contra a formação tradicional de empresas (N sócios x M empregados) em prol de um modelo exclusivamente empreendedor (empreendedor x empreendor) ! A proposta da Rede Σ não é universal.  Atributos empreendedorísticos não podem ser generalizados. Nem todo munto tem interesse em correr riscos ou viver em constante desafio. Há no mercado espaço de sobra para quem opta pela segurança, estabilidade e submissão e, os próprios empreendimentos, além de seus criadores, necessitam de pessoas dispostas de neles trabalharem.

Percebemos então que a Rede é, na verdade, nada mais que alternativa a um perfil muito específico de profissional e não uma nova regra de mercado que substituirá o atual modelo secular.

Poréns

Dos vários poréns que foram levantados em discussões sobre esta proposta, há um que ainda não soube responder.

Será que toda esta ideia não pode nos levar a um padrão mesquinho de comportamento, sempre barganhando algo em troca de todo e qualquer favor?

Será que seremos sóbrios o bastante para distinguir o brother do investidor? Esta preocupação está diretamente relacionada à perpetuação do modelo de escassês mencionado anteriormente….

Feedback

Encarecidamente, peço a todos que deixem sua opinião, positiva ou não. Tenho depositado muitas fichas neste esquema e gostaria da ajuda de todos para evoluí-lo. 

Estamos hoje, na própria SEA, tentando iniciar sua implementação. Estamos chegando ao fim do financiamento de um produto e, para continuar com sua evolução, propusemos sociedade ao grupo de desenvolvedores que o conduzia. Não é ainda um modelo totalmente soberado, mas já é um início. Mantenho-vos informados sobre o aprendizado que tivermos.

[]s
@alegomes

II Workshop arduino-brasilia 3

Posted by Alê! Fri, 27 Aug 2010 16:21:00 GMT

II Workshop arduino-brasilia Você está convidado a participar do II Workshop do arduino-brasilia.



Sábado
28 de agosto de 2010
15:00h
 .:. SEA Tecnologia .:.
CLN 110
Bloco A
Sala 104

Brasília - DF

 

O que vamos fazer neste workshop? Hackings!!! Vem pra ver. Só adianto que teremos Arduinos, ProgramMEs, Karduinos, SunSPOTs, Sentillas, SmartPens Livescribe, injeção eletrônica e muitos, muitos sensores. #ftw

Inspire-se no site Elétron Livre e traga suas ideias!!!

.: Update em 31/08/2010 :.

O Jerônimo (@blogdoje) nos fez uma ótima introdução teórica sobre eletrônica, Arduino e afins. Veja nesta filmagem tosca.

II Workshop de Arduino - Introdução Teórica from unbiquitous on Vimeo.



[]s

Serviços Liferay SOAP com Groovy

Posted by Alê! Tue, 03 Aug 2010 22:55:00 GMT

Liferay SOAP com Groovy e Scala Lembra do meu último post sobre como acessar os serviços SOAP do Liferay com Java? Se não se lembra, dá uma conferida lá e, depois, compare com o trecho de código em Groovy necessário pra se fazer a mesmíssima coisa:



Muito mais simples, né? Pena que não funciona no Liferay :-(

Primeiro, porque a API utilizada pelo GroovyWS (Apache CXF) não suporta sobrecarga de métodos e os WSDLs do Liferay estão recheados disso. Segundo, porque a mesma API não suporta serviços RPC/encoded e o ServiceBuilder gera tudo assim.

Uma pena, senão seria uma baita mão na roda, né não? Se tiver alguma ideia de como transpor esta dificuldade, por favor, deixe-nos um comentário. Usar outra API Java para XML não vale ;-)

[]s

Liferay e seus Web Services

Posted by Alê! Wed, 28 Jul 2010 22:19:00 GMT

Liferay Web Services O post de hoje será um pouco mais técnico que de costume.

Quem acompanha de perto a rotina da SEA, seja pelo Twitter, pelo site ou nos corredores da vida, já sabe o quão envolvidos estamos com o Liferay Portal Server. Tornamo-nos sua primeira parceria oficial no Brasil e comemoramos agora o título de primeira parceria nível Gold da América Latina.



Neste tempo, vários projetos foram desenvolvidos e o aprendizado foi enorme,  No intuito de divulgar a tecnologia, disponibilizamos alguns slidecasts básicos, fizemos alguns posts, mas ainda ficamos na dívida de uma continuação mais avançada, que eu espero reverter a partir de agora.

Arquitetura Liferay

Internamente, o Liferay nada mais é do que um monte de entidades de negócio que compartilham serviços entre si para a composição do que chamamos de portal. Cada portlet presente constitui-se de algum conjunto de serviços que podem ser acessados por outros portlets do portal ou mesmo por outros aplicativos externos ao servidor.

Esses serviços, geralmente criados a partir de uma ferramenta interna da Liferay chamada de Service Builder,  compartilham de uma arquitetura padrão, que até podemos tratar em outro post. Isso quer dizer que, se você aprender a trabalhar com uma entidade de negócio do Liferay, você automaticamente terá aprendido a lógica por trás de todas as demais entidades. Em síntese, a arquitetura escolhida define uma estratégia de classes utilitárias, service locators e a possibilidade de exposição local e remota da interface de serviços em criação.

Dito isso, este post trata de como podemos utilizar a camada de Web Services do Liferay para acesso remoto à sua interface pública de serviços.

Liferay Web Services

Todos os testes apresentados a seguir foram realizados numa instalação virgem do liferay-portal-5.2-ee-sp4 e num Eclipse Galileo com todo aquele suporte a JEE.

Primeiro de tudo, vamos ver a lista de serviços disponíveis para acesso remoto. Para isso, inicie o Liferay e acesse  http://localhost:8080/tunnel-web/axis



Perceba que cada Web Service possui, além de um link para seu WSDL, um conjunto de operações que podem ser invocadas.

O próximo passo é a criação das classes que farão o acesso  a esses Web Services. Você pode fazê-las na mão ou utilizar-se de alguma ferramenta de apoio. Como não sou mané, vou gerar todo este código utilizando um recurso do próprio Eclipse.

Com o Eclipse abert, clique em File > New > Other > Web Services > Web Service Client.



Em seguida, escolha o Web Service a ser acessado, copie o link de seu WSDL para o clipboard (Ctrl + C) e informe-o na primeira tela de criação do Web Service Client.




Clique em Finish e aguarde a geração do código de acesso ao Web Service escolhido.



Analise o código gerado e veja o tamanho do galho que a ferramenta nos quebrou.

 


Por fim, utilizando as classes geradas, implemente o código para acesso ao serviço remoto (clique na imagem para ampliar).


Repare bem nos três passos executados (criação do service locator, obtenção de referência ao serviço remoto e invocação do serviço), pois eles serão repetidos em praticamente todos os Web Services disponíveis no portal, conforme listagem da primeira listagem feita no início do tutorial.

Pode até ser trabalhoso, mas é bem mais simples do que pensou, não? Como exercício, tente cadastrar, via Web Service, um novo artigo (JournalArticle) no portal.

[]s

OxenteRails 2010

Posted by Alê! Wed, 21 Jul 2010 12:59:00 GMT

OxenteRails 2010



Salve galera!

Estamos afim de montar uma caravana brasiliense pro OxenteRails 2010. Anima?

Já somos 5 da SEA e precisamos de mais 5 pessoas para configurar uma caravana e ter desconto nas inscrições >:-)

O orçamento que fizemos de passagem e hospedagem, no hotel do evento, indo dia 05/08 a noite e retornando no dia 08/08 de madrugada, saiu por volta de R$680,00 por cabeça.

E, mesmo que Rails não seja a sua praia, não esquente. Rails é só uma desculpa pra dar nome ao evento. A maior parte das discussões é sobre valores, cultura, agilidade e empreendedorismo, num modelo muito semelhante ao do RailsSummit, do qual já falei aqui no blog:

Como andei tuitando, blogando e já disse para vários colegas, o grande lance do RailsSummit não é o RubyOnRails, mas a comunidade que em torno dele se formou. Não sei é pelo fato de ser constituída de gente de diversos outros mundos tecnológicos ou simplesmente por ter nascido no umbigo do pensamento 2.0, mas a essência dos debates é de singular admiração. Não vou repetir aqui o que já disse no passado.


Dá uma sacada na grade de palestras que você vai entender melhor. É um dos melhores exemplos de eventos 2.0 que conheço no Brasil: miscigenado, democrático, informal e muito mais NxN do que 1xN. Pra exemplificar sua originalidade, veja um trecho da última newsletter enviada:

Ói que vem gente de tudo que é canto desse mundo! Austrália, Chile, Estados Unidos, Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Vitória… Pense numa ruma de gente falando de um balaio de coisa boa!! São palestras sobre Empreendedorismo, Agilidade, Ruby e Rails… Além disso Coding Dojos, Games, Hacking Lounge, Open Spaces, Desconferência e a imperdível Hora Extra pra proseá e enchê a cara se é do seu feitio. Você não pode nem pensar em ficar de fora. É Oxente Rails que pela segunda vez será realizado em Natal. Ômi, faça logo sua inscrição! Se aveche que o negócio é arretado mermo!

E aí macho véi, tu vai né? Nem pense em pedir penico que isso é coisa de meninu réi buxudo, é idéia de jerico! Deixe de lero-lero e se inscreva já! O Oxente Rails 2010 vai ser um pipôco só.


Se tiver afim de ir conosco, deixe um comentário, ou fale diretamente com o ian.gallina no email da seatecnologia com br.

[]’s bixim!

Pensamento 2.0 goes mainstream 6

Posted by Alê! Tue, 20 Jul 2010 12:53:00 GMT

Pensamento 2.0 goes Mainstream Cedo ou tarde isso ia acontecer. Em janeiro de 2009, escrevemos o Manifesto 2.0, uma grande reflexão sobre a falência do pensamento industral na era do conhecimento. Tradicionalistas criticaram-nos. Disseram ser nada além que o esboço de uma utopia. Um ano e meio depois, a mesma constatação vira matéria de capa em uma das principais publicações nacionais sobre business. Estará uma nova escola de pensamento (2.0)  finalmente prevalecendo no debate dos “entendidos”? Será que a ficha caiu?



Em nosso post original, comparamos modelos seculares de trabalho com novas propostas de relacionamento, produção e gestão. Ecoando nosso discurso, vários outros autores corroboraram com a discussão com pontos de vistas complementares. Desde então, fizemos inúmeras apresentações sobre o assunto (video, slides) e muita saliva foi gasta em ótimas rodadas de bate-papo. A última, a propósito, foi no evento AgileBrazil, já relatado em vários posts pela Internet.


     


Na matéria da Revista ÉpocaNegócios, de título ”Você já era!”, assinada por Alexandre Teixeira, desenvolve-se um raciocínio muito semelhante ao nosso, inclusive com uma tabela comparativa nos mesmos moldes à original do Manifesto 2.0. Transcrevo abaixo alguns trechos, para inspiração. Que tal dar uma ao seu chefe?

Em grande parte, sua empresa está sendo administrada, neste exato momento, por um pequeno grupo de teóricos e profissionais que já morreram há muito tempo e criaram as regras e convenções da gestão ‘moderna’ nos primeiros anos do século 20

Sacudidas de um torpor de décadas para um recessão global, muitas companhias se deram conta de que, em um período crítico de suas histórias, estão sendo comandadas por líderes do século passado.

(…) o executivo do século 21 é um generalista.

O profissional tem de se colocar de maneira proativa. Estar disposto a um movimento lateral.

Adquirir competências fora da sala de aula é um caminho incontornável para os candidatos a líderes da era pós-autoritária.



Obrigado ÉpocaNegócios por endossar nossa bandeira 2.0.

Salada de Arduino 1

Posted by BrunoPedroso Thu, 15 Jul 2010 21:00:00 GMT

No último sábado a gente se reuniu na SEA pra conversar livremente sobre Arduino e os aprendizados que nós andamos tendo no Karmonitor.

O empolgado aqui resolveu filmar, e brincar de diretor de cinema. :-D

O vídeo ficou um pouco longo (18min), mas tem bastante do conteúdo que rolou na conversa (que foi massa! diga-se de passagem).

 Vejam aí e dêem qq feedback plz ;-)

Saladão Arduino - DojoSEA 10/jul/2010 from Bruno Pedroso on Vimeo.

 

[update 18:30]

O pessoal está se reunindo nessa lista, caso tenham perguntas ou queiram participar, de qq forma:

http://groups.google.com.br/group/arduino-brasilia

Go Dojo! 1

Posted by BrunoPedroso Thu, 08 Jul 2010 18:29:00 GMT

Muito legal saber que o movimento CodingDojo está ganhando asas!

Cada vez mais grupos estão se organizando. Toda semana ouvimos falar de um novo dojo nascendo, e ficamos muito contentes de participar disso!

Esses dias o Serge organizou um primeiro encontro com o pessoal do JavaBahia, e fez esse slide cast muito legal (parabéns meu rei!)

 

 

De quebra, ainda ouvi citarem outra iniciativa de dojo em Salvador, e no Ceará. Aí fiquei com vontade de listas os dojos que sei que estão rolando na terrinha :-)

Lembrando rapidamente, sem tentar ser exaustivo, vem:

- DojoSP

- DojoFloripa

- DojoRio

- DojoVitória

- DojoSalvador

- DojoCE

- DojoGuma (RS)

Em empresas, me lembro que já tem dojo na Bluesoft e na Locaweb, em Sampa.

Aqui em Brasília, temos o DojoBrasília e DojoSEA.

Se vc ainda não viu, deveria dar uma olhada no

codingdojo.org

. Lá tem uma bela lista também.

Tenho certeza que já tem muitos outros Dojos por aí. Se quiserem deixar registrados outros nos comentários… ;-)

E você, onde tem praticado?

 

O AntiAgileBrazil 2010 6

Posted by Willi Thu, 08 Jul 2010 17:11:00 GMT

Calma pessoal, deixa eu esclarecer o título primeiro: não vou meter pau no evento que foi um sucesso absoluto, e de que inclusive fui um dos organizadores! =) Na verdade, li tantos bons relatos (li todos os 34 que estão nessa lista, e incluirei o meu como 35o.), que resolvi só relatar aqui o que não foi dito em algum deles, a título de curiosidade mesmo… Um título mais adequado seria "o outro lado do Agile Brazil", ou "o que ainda não foi dito…", mas não ia ficar tão legal! A idéia foi inspirada na antibiblioteca do Umberto Eco.

Se você não foi e quiser sentir um pouco do clima do evento antes de ler o resto do post, assista a esse filme produzido pela galera da @bluesoftbr, que a gente admira muito.

Agile Brazil 2010 from Bluesoft on Vimeo.

Tem outro falando do evento no Blog deles. Altamente recomendado! =)

Na verdade eu tinha muito interesse em ler os relatos pra saber o feedback dos participantes, e inclusive saber o que rolou e aprender com os outros palestrantes, pois as únicas apresentações em que estive presente 100% do tempo foram a minha com o Alê e a do Klaus! =P Faz parte!

Comecemos do início, que não foi na terça-feira dia 22/06, mas dia 09/10… de 2009! No Ágiles2009, quando o Rafael falou conosco da SEA sobre a idéia do evento, e fiquei encarregado de ser o nosso representante no evento. Em novembro começaram as reuniões de planejamento entre os organizadores, que eram via skype, e para esse evento de apenas 4 dias, foram 8 meses de preparação…

Esse é o primeiro ponto que vou destacar: a necessidade de bastante tempo pra organizar algo dessa grandeza.

Inclusive a duração do evento foi muito discutida: Muita gente pediu mais dias de evento e menos threads paralelas (inclusive indo até o sábado, que de fato é boa idéia). Hoje é possível pensar no assunto e tomar algumas medidas, a gente já sabe que deu certo uma vez e tem tudo pra dar certo de novo - aliás, o que vocês acham? 5 dias? menos threads?

Mas imaginem pensar nisso quando nem se sabia se teríamos verba/público/local e etc?
Fazer um evento pela primeira vez é meio que Campo dos Sonhos - "se você construir, eles virão"! Tem que ter uma dose de fé e coragem! A gente já tem essa experiência dos Marés, e felizmente tem dado tudo certo. Sinal de que há uma grande demanda reprimida pelo assunto. Muitos patrocinadores inclusive já têm interesse em continuar no ano que vem, alguns inclusive ampliando a participação.

Dimensionamos o evento inicialmente pra aproximadamente 500 pessoas, com salas menores, onde ocorrem normalmente os Agile Weekends. Para nossa surpresa, as vagas se esgotaram e ainda restou uma lista de espera de mais de 200 pessoas, o que nos deu confiança para tentar um local novo. O detalhe é que isso ocorreu bem perto do evento e há um grande mérito do Rafael e da PUC terem gerenciado essa mudança de grande impacto. No final, foram aproximadamente 815 pessoas ao evento, fazendo deste, o maior já ocorrido na América Latina no contexto de métodos ágeis. (Viu? Mudanças são boas! =)

Continuando, no começo tinha um grupo grande de organizadores, que se auto-organizaram sob a coordenação do Rafael Prikladnicki e restaram 14 que estavam realmente comprometidos.


Foto do @screscencio
Mas olha, bota comprometido nisso! Na verdade esse é outro ponto que merece destaque: uma equipe nota 1000! Foi realmente um privilégio trabalhar com esse povo. Todos altamente solícitos, comprometidos, atenciosos, dedicados, batalhadores, colaborativos, sinérgicos, amigáveis… Apesar de milhares de e-mails trocados (+8000) e diversas conversas por skype, não me lembro de sequer um desentendimento entre nós. Repito aqui - foi um privilégio trabalhar com vocês.

Dessa turma, só não conhecia antes a Teresa e o Paulo Caroli, que vim a conhecer na primeira reunião presencial do grupo, na segunda-feira antes do primeiro dia do evento, como o Giovanni destacou.

Conhecemos o local que seria nosso "QG", onde teríamos rádios disponíveis, anotaríamos decisões, recados, =), =( , faríamos dipés a cada coffee e intervalo [Comunicação em abundância - outro destaque!], e conhecemos também o Marcos e a Vanessa, do cerimonial da PUC, que foram também essenciais para o sucesso do evento (Obrigado a vocês!) Foi uma lição nossa contratar um cerimonial, ajudou demais.

Sala QG  Dipé
QG e Dipé dos organizadores

Depois, óbvio, churrascaria! (Vocês viram no vídeo acima).
No dia seguinte (terça 22/06), curso de CSM, CSPO e o nosso de XP. A curiosidade do curso é que foram trocados diversos e-mails, fizemos uma reunião via skype mas acabou que tudo foi resolvido só numa dipé 20 minutos antes da aula começar.
 

6 instrutores que nunca tinham dado esse curso juntos, tinha muita coisa que podia dar errado, mas graças à experiência de todos com o assunto e habilidades interpessoais desenvolvidas (sem egos atrapalhando o andamento), parece que deu tudo certo! Pelo menos o feedback que tivemos.
Apesar disso, na reunião de retrospectiva que fizemos após o evento, todos nós concordamos que deu certo, foi legal, mas admitimos que é melhor não brincar mais disso! =) Talvez tenha sido a primeira e única vez que tenhamos feito isso.

Depois, mais comilança, vinho, mais conversas muito interessantes, mais gente se conhecendo, licor cascata - tá, isso vocês viram em outros posts, assim como o curso do David Hussman (cara muito legal, comunicativo, sem estrelismos - "The Dude"), e a comilança do dia seguinte (quarta, 23/06).

Na quinta, 23/06, primeiro dia de palestras do evento, keynote do político Mr. Fowler (nem vou colocar foto), uns gostaram, outros acharam superficial - sem novidades, a frase dele que mais foi repetida foi "se algo causa dor, faça mais vezes", ou algo assim - só recomendo que não usem fora do contexto, como com a namorada/mulher…. não vai colar… =P

Durante o keynote, o Manuel Pimentel me convovou pra organizarmos uns Open Spaces que já estavam prometidos, entre eles o do Manifesto 2.0. Ali mesmo percebemos que em nenhum momento, todos os envolvidos poderiam estar disponíveis para participar, então resolvemos fazer naquele dia mesmo, eu coordenaria uma sala e daria uns "pulos" nos Open Spaces. Espero que os palestrantes da sala que coordenei não tenham se importado com minha ausência.

Mesmo me ausentando das salas, não deu pra participar muito discussões. Não li muito a respeito, mas parece que foram bem legais. Acompanhei um pouco o do Manifesto, que lotou, e um pouco o dos Marés, em que experiências foram trocadas entre o pessoal de BH (Marcos), Belém (pessoal do Tá Safo), Floripa (Ismael), Curitiba (Jonas) - ficou faltando o pessoal da Giran, do Maré-Vix.

     

Ainda na manhã, tinha que acertar os últimos detalhes da apresentação que faria (como comentarista), com o Alê. Fizemos isso durante a apresentação do Flávio Steffens de Castro, pois seria na mesma sala logo em seguida. Foi um recorde do Alê usar só 8 slides (normalmente são 200). O que faltou em slide, sobrou em polêmica, com direito a represálias (dizem por aí - e se for verdade, o lado bom é que finalmente fomos ouvidos!). Falamos da postura do governo em afirmar que desenvolvimento de software é serviço comum, não é predominantemente intelectual porque segue métodos, protocolos e técnicas pré-estabelecidas…


Essa era a vista que eu tinha da sala!

Fiquei de comentarista porque a apresentação que submeti não poderia entrar, pois só poderíamos participar uma vez palestrando. Essa foi uma regra criada pela organização que concordei e apoiei, mesmo tendo sido prejudicado por ela. O que aconteceu foi que, com tantos "feras" na organização, a primeira versão da grade praticamente era preenchida em sua maioria com nossos nomes. Tinha pouca renovação. Achamos que seríamos criticados por ter sido "panela", mesmo com a avaliação das submissões tendo sido feita por terceiros. Também gostaríamos de dar oportunidade a pessoas novas da comunidade, para fortalecê-la. Afinal, um dia também nos foi dada uma oportunidade que abraçamos e fizemos valer.

Apesar de mesmo assim termos tido críticas (teríamos de qualquer maneira), acho que foi um ótimo trade-off. Afinal, isso contribuiu para uma participação massiva, divulgação em grupos mais isolados, quem ficou de fora vai ter sempre muitas oportunidades de palestrar (e aparecer), e o pessoal novo que mandou mal, já está na nossa lista negra. =)

Outra crítica é que tinha muita apresentação iniciante. Acho pertinente, apesar de vermos que sempre há muita gente interessada, ainda entrando nesse mundo. O fato é que, conforme cometários do próprio Bruno Pedroso, que foi ao XP2010, não tem havido muitos avanços no conhecimento sobre Agile. O que tem rolado é reforço das técnicas já consagradas e muito "mais do mesmo"… Talvez no WBMA tenha surgido inovação, mas de lá não tivemos retrospectiva senão boa presença de público.

Falando em Bruno, a palestra dele também teve uma boa repercussão. O tempo era curto pra construir o raciocínio elaborado que ele desenvolveu, mas por trás de toda filosofia apresentada, havia uma idéia muito simples (da qual só me interei no sábado seguinte, numa conversa no carro), e aposto que ele teria prazer em discutir horas com interessados sobre o assunto (dinâmico x estático).

À noite rolou o John Bull com boa parte da turma… Aliás, só tinha a galera do evento lá e mais, no máximo, 10 outros perdidos. Rolaram altos papos cabeça. Essas oportunidades de conversar, conhecer o pessoal, trocar idéias; na minha opinião, são as melhores partes do evento. 

[Não rolou Antônio Nunes! Se tivesse rolado, poderíamos classificar o Agile Brazil como um "Marézão"]

Último dia do evento, 24/06, sexta, keynote com o Philippe Kruchten (também brother, só que às vezes dá umas viajadas no meio das conversas), e depois o Brasil NÃO jogou.

À tarde, a palestra do Manoel Pimentel sobre coaching foi muito bem comentada. Aliás, tenho visto uma atuação crescente de coaching nessa área. Acho que tem a ver com Agile ser uma cultura, e nada como um coach pra facilitar transferência de cultura e adaptação de comportamento. Vivemos esse desafio de expansão atualmente na SEA, e o limite é justamente o tempo de transferência da cultura SEArense entre novos colaboradores.

Ao final do evento, pelo menos para a maioria dos 800 participantes, um keynote excepcional do Klaus Wuestefeld (precursor do XP no Brasil), feito em notepad!! =D Foi muito sagaz mesmo, também muito bem comentado - um diferencial do evento.
Um dos pontos altos foi quando ele fez uma analogia entre cozinha de solteiro que mora sozinho (e vai acumulando bagunça, e chega uma hora que a gente quebra o miojo no meio pra fazer na leitera porque não tem mais panela limpa), e código sem refactoring. Muita gente se identificou e riu.  Essas sacadas são preciosíssimas na hora de argumentarmos com nossos clientes. Foi perfeito! Outra coisa foi o aprendizado por osmose: também muito bem encaixado.
Ele contou sua carreira e substituiu os 5 valores do XP por 2: Learning e Coolness, que foi traduzido como "Aprendizado e Ducaralhisse".


Depois agradecimentos, vídeo do Ken Schwaber prometendo participar do Agile Brazil 2011, brindes, fotos, uma retrospectiva dos organizadores muito bem conduzida pelo Paulo Caroli em que levantamos algumas melhorias e lições que já foram destacadas aqui, e muito prazer e orgulho de ter participado disso tudo.



Eis que nasce um novo movimento!

Após tudo isso, ainda restou oportunidade para alguns dos momentos mais nobres e mais filosóficos de todo evento: Fomos a outro restaurante, mais comilança, mais vinho e mais conversa. Conversa essa que perdurou num pequeno grupo, que saiu do restaurante e foi filosofar mais no Dado Pub. O Dado Pub fechou mas a conversa não acabou. Foi parar no saguão do Hotel e lá a conversa durou até precisamente 4:10 da matina (Timebox sugerido pelo Rodrigo de Toledo, que viajaria pra casa logo em seguida de manhã cedo). Assim nasceram os Agilistas Anônimos! =D

 


Que foi outro acontecimento brilhante, graças ao Agile Brazil 2010.

E que venha o próximo!

[]’s
Willi

AgileBrazil 2010

Posted by Alê! Sat, 19 Jun 2010 20:13:00 GMT

AgileBrazil

Há 8 meses atrás, durante o Ágiles’2009, plantava-se a semente do maior evento genuinamente brasileiro sobre agilidade, então batizado de AgileBrazil (não confunda com o Agile Brazil 2009).




De lá pra cá, foram mais 8.000 emails trocados, mais de 15 conf calls, cerca de 850 inscrições, 150 submissões, 7 delas vindas do exterior, 23 empresas e 6 universidades palestrantes. Para quem já se envolveu na organização de eventos, sabe a trabalheira que dá e, dados esses números, tem-se uma noção do baita feito atingido pela equipe de organização. Um salve para todos que trabalharam duro para presentear a comunidade brasileira com um encontro de tão alto nível!

Dairton Bassi Daniel Wildt Danilo Sato Giovanni Bassi
Hugo Cobucci Luiz Parzianello Manoel Pimentel Mariana Bravo
Paulo Caroli Rafael Prikladnicki Renato Willi Rodrigo de Toledo
Samuel Crescêncio Teresa Maciel



O evento já começa nesta próxima semana, em Porto Alegre/RS, com 2 dias de cursos e outros 2 de palestras.


A presença de alguns figurões do mundo do desenvolvimento de software, como Martin Fowler, Philippe Kruchten e Klaus Wuestefeld, aliada à possibilidade de intercâmbio de ideias com uma das comunidades mais ativas desses dias, faz do AgileBrazil uma oportunidade única para aprendizado e expansão do networking.

A SEA estará palestrando em dose dupla na 5ª-feira, 24/06. 

Pra você, desenvolver software é atividade intelectual? Pro Governo Brasileiro, não.
Alexandre Gomes e Renato Willi, 24/06 às 11:45hs

A mentalidade industrial de nossos legisladores desenham um futuro cataclítico para a TI no setor público. Em recente debate aberto em um órgão do governo, fomos surpreendidos com afirmações dignas de 30 anos atrás. Como atores diretos deste segmento, indignamo-nos com o desejo generalizado de se fazer sempre mais do mesmo e a displicência dos envolvidos com todas as tendências pró-agilidade, sustentabilidade e eficiência que emergem mundo afora. Iremos continuar o raciocínio iniciado no evento Agiles´2009, na palestra sobre Licitações Ágeis, revisando cada conceito relacionado, analisando a atual Lei de Licitações, refletindo sobre o que deve levar pessoas tão inteligentes a pensarem desta forma e sobre como podemos mudar a inércia da máquina pública rumo ao colapso.

Arrumando a cozinha com Pomodoro, GTD, TDD e Scrum
Bruno Pedroso, 24/06 às 18:15hs

Essa palestra apresentará as metodologias Pomodoro, GTD, TDD e Scrum enquanto peças de um sistema metodológico integral. Serão apresentadas em uma visão geral e contextualizadas no novo modelo de trabalho que se desenvolve no início desse século. Serão evidenciadas suas semelhanças e os princípios em comum que as tornam coesas em um sistema com características fractais, ou auto-similares.



Deu vontade de ir? Acho ainda dá tempo. Bora lá!